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Duda Mendonça antigo marqueteiro do PT cita desta vez emedebistas. | Bernardo Helio/Agência Câmara
Duda Mendonça antigo marqueteiro do PT cita desta vez emedebistas.| Foto: Bernardo Helio/Agência Câmara

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), homologou a delação do marqueteiro Duda Mendonça, assinada com a Polícia Federal (PF), que envolve o presidente Michel Temer (MDB).

Em seus depoimentos, Duda confirmou que recebeu R$ 6 milhões da Odebrecht via caixa dois para a campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo em 2014. Presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp ), Skaf é pré-candidato ao governo paulista na eleição deste ano.

O pagamento está sendo investigado no inquérito da Lava Jato que apura se a Odebrecht pagou de maneira ilícita R$ 10 milhões a campanhas do MDB, valor supostamente acertado com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu naquele ano, quando ele ainda era vice de Dilma Rousseff.

Duda deu detalhes sobre como os pagamentos da Odebrecht foram operacionalizados – incluindo datas e locais onde o dinheiro teria sido entregue.

Disse que Skaf o informou, na época, que o acerto havia sido combinado com Temer no jantar do Jaburu. Depois, relatou, a Odebrecht lhe confirmou as informações sobre como o pagamento foi operacionalizado, incluindo datas e locais.

Além da campanha de Skaf, Duda trabalhou nas campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva  em 2002 e em 2006, e nas vitórias de Dilma Rousseff em 2010 e 2014.

Acordo esperou mais de um ano para ser homologado

O acordo de delação premiada foi assinado em abril de 2017 com a Polícia Federal, depois que a Procuradoria-Geral da República (PGR) recusou o material apresentado pelo marqueteiro. Desde então, ficou parado no gabinete de Fachin à espera da homologação, para que as informações possam ser usadas em investigações.

Caso as declarações sejam comprovadas, a PF pode representar em favor de Duda para que eventual pena seja reduzida em até dois terços ou mesmo para que o colaborador receba o perdão judicial.

Como Duda Mendonça tem mais de 70 anos e parte dos crimes apontados por ele está perto da prescrição, a negociação com a PF foi vantajosa, apesar de não oferecer garantias.

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