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Flávio Bolsonaro faltou ao depoimento no MP-RJ, mas deu entrevista sobre o caso. | Wilson Dias/Agência Brasil
Flávio Bolsonaro faltou ao depoimento no MP-RJ, mas deu entrevista sobre o caso.| Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, disse que não tinha conhecimento das movimentações financeiras de Fabrício Queiroz, seu ex-assessor na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, e que não tem como controlar o que os seus funcionários faziam fora do gabinete. Queiroz foi citado em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) por ter movimentado R$ 1,2 milhão de forma “atípica” na época em que era assessor de Flávio.

O filho do presidente, que é deputado estadual no Rio e vai assumir uma vaga no Senado, não compareceu para prestar depoimento ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) nesta quinta-feira (10) sobre o caso, mas concedeu entrevista exclusiva ao jornal do SBT. Na entrevista, afirmou que não é investigado e que ainda não teve acesso aos autos, mas que assim que tomar ciência dos fatos investigados prestará os esclarecimentos necessários. “É o tempo de eu tomar ciência. Eu vou lá sepultar qualquer dúvida que eles tenham em relação a minha pessoa.”

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Flávio Bolsonaro também afirmou que é Queiroz quem tem de ir ao Ministério Público esclarecer o caso. E, se possível, o quanto antes. “Quem tem que explicar isso é ele”, disse ao SBT. O ex-assessor parlamentar já faltou a dois depoimentos. Ele estava internado no Hospital Albert Einstein desde 30 de dezembro para a retirada de um tumor maligno no intestino. Queiroz teve alta na última terça-feira (8).

Flávio alega perseguição

Flávio disse, ainda, que a exposição do caso é uma tentativa de desestabilizar o governo do seu pai: “Qualquer um percebe que há sim um direcionamento para atingir o nome Bolsonaro e tentar desestabilizar um governo que está começando muito bem”. Ele também citou que há assessores de outros parlamentares citados no relatório do Coaf, mas que “ninguém dá atenção” para esses casos.

Entenda o caso

O relatório que apontou as movimentações financeiras suspeitas nas contas de Queiroz foi produzido pelo Coaf na Operação Furna da Onça, conduzida pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal para investigar corrupção na Assembleia Legislativa do Rio. A ação resultou na decretação da prisão de dez deputados.

A investigação foi transferida para o Ministério Público do Estado do Rio porque podem envolver deputados estaduais. Mais de 70 assessores ou ex-assessores de 22 parlamentares são investigados. No caso de Queiroz, o Coaf identificou R$ 1,2 milhão movimentado de forma atípica. Agora, o MP investiga para saber se há indícios de corrupção ou outro tipo de crime.

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