Rubem Novaes defende as privatizações e, à frente do Banco do Brasil, deve promover a venda do braço de investimento da instituição. | Ana Gabriella Amorim/Gazeta do Povo
Rubem Novaes defende as privatizações e, à frente do Banco do Brasil, deve promover a venda do braço de investimento da instituição.| Foto: Ana Gabriella Amorim/Gazeta do Povo

O futuro ministro da Economia Paulo Guedes escolheu o economista Rubem Novaes para presidir o Banco do Brasil. Na Caixa Econômica Federal, o comando deverá ser confirmado nesta quinta (22) para Pedro Guimarães. Ambos os nomes serão submetidos ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que deverá fazer as indicações formalmente.

Novaes é amigo de Guedes desde os tempos em que estudaram na Universidade de Chicago (EUA), berço do liberalismo econômico. É professor da Fundação Getúlio Vargas e foi diretor do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Chegou a ser cotado para presidir o banco porque não queria deixar o Rio de Janeiro, onde mora.

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Para o Banco do Brasil, Guedes queria indicar inicialmente o atual presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, mas sofreu forte resistência da ala política de Bolsonaro que não queria o executivo por ter trabalhado como diretor da estatal na gestão petista.

Novaes defende as privatizações e, à frente do Banco do Brasil, deve promover a venda do braço de investimento da instituição, seguindo a diretriz definida por Guedes de retirar os bancos públicos – BB e Caixa particularmente – de todos os negócios que não forem relacionados a políticas públicas. 

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Na presidência da Caixa, Guimarães deverá comandar a venda da área de cartões de crédito e de seguros. Sócio do banco de investimento Brasil Plural, Guimarães possui mais de 20 anos de atuação no mercado financeiro na gestão de ativos e reestruturação de empresas. Doutor em Economia pela Universidade de Rockester (EUA), especializou-se em privatizações.

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