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Futuro chanceler de Bolsonaro, Ernesto Araújo vai apurar ‘possíveis falcatruas’ na política externa de Celso Amorim (foto), ex-ministro de Lula | Antonio Cruz/Agência Brasil/
Futuro chanceler de Bolsonaro, Ernesto Araújo vai apurar ‘possíveis falcatruas’ na política externa de Celso Amorim (foto), ex-ministro de Lula| Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil/

Anunciado como o ministro das Relações Exteriores no governo de Jair Bolsonaro (PSL), o diplomata Ernesto Fraga Araújo afirmou que fará um “exame minucioso” da política externa do ex-ministro Celso Amorim “em busca de possíveis falcatruas”. Amorim foi o chanceler durante todo o governo petista de Luiz Inácio Lula da Silva, de 2003 a 2010. O futuro ministro também disse o Brasil “terá os pés no chão” em sua nova política externa.

As mensagens foram publicadas em seu perfil oficial no Twitter, no domingo (18). Sobre Amorim, Araújo escreveu: “Celso Amorim diz que represento um retorno à Idade Média. Não entendi se é crítica ou elogio, mas informo que não retornaremos à Idade Média, pois temos muito a fazer por aqui, a começar por um exame minucioso da ‘política externa ativa e altiva’ em busca de possíveis falcatruas”.

Embate Amorim-Araújo

No último fim de semana, Amorim afirmou que a implementação das ideias de Araújo representaria uma volta à Idade Média. Amorim foi o chanceler dos governos Lula e, naquele período, implementou o que chamava de “política externa ativa e altiva”, na qual foram valorizadas as relações com países da América do Sul, com a África e com os emergentes, na política batizada de “Sul-Sul”.

Já a linha de política externa do governo Bolsonaro, sobre a gestão de Araújo, deverá ter uma orientação diametralmente oposta.

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No entorno do presidente eleito, há muitas críticas à politização do Mercosul e à criação de outros foros de contraposição aos Estados Unidos – que, no futuro governo, despontam como principal prioridade. Há críticas também às operações de financiamento realizadas pelo BNDES a países amigos à época, como Venezuela e Cuba. Elas são alvos da devassa prometida por Bolsonaro nas contas da instituição.

‘Pés no chão’

O futuro chanceler aproveitou, após as críticas a Celso Amorim, para adotar um tom tranquilizador em relação à política externo do governo Bolsonaro. “Não se preocupem. O Brasil terá os pés no chão”, escreveu em letras amarelas, numa imagem de fundo verde. “Na nova política externa, vamos negociar bons acordos comerciais, atrair investimentos e tecnologia.”

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“Terá os pés no chão, mas a cabeça erguida!”, acrescentou ele, dizendo que a política externa “não ficará de quatro diante das ditaduras”, nem “a cabeça enfiada na terra para não ver o grande embate mundial entre o globalismo e a liberdade.”

Brasil não será fonte de renda de ditaduras, diz Bolsonaro

O presidente eleito também se pronunciou sobre a política externa do país. Ele disse, em suas redes sociais, que para o Brasil voltar a crescer como nação será preciso “fazer valer nossa soberania e nossas leis”. “Devemos respeitar o mundo todo, mas também ser respeitados. Seremos um Brasil amigo, mas que tem seus valores e princípios básicos”.

Depois, Bolsonaro completou: “O Brasil paraíso de criminosos e fonte de renda ditaduras desumanas deverá dar lugar ao Brasil cujo brasileiro e as pessoas de bem serão nossa maior prioridade”.

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