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Pode parecer esquisito, mas há quem queira formar um partido de orientação monarquista no Brasil. Nos últimos cinco anos, pelo menos quatro partidos que trariam a monarquia de volta tentaram se formar, mas não obtiveram registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nem mesmo a Casa Imperial do Brasil, que assumiriam o trono do país na eventual volta à monarquia, apoia esse movimento.

Em 2012, havia quatro partidos de olho no túnel do tempo para trazer a monarquia de volta. O Partido da Real Democracia (PRD) tinha até slogan: “O Brasil tem solução real”. Além dele, na época existiam os partidos da Construção Imperial (PCI), o Monárquico Parlamentarista Brasileiro (PMPB) e o do Movimento Monarquista do Brasil (PMMB).

Nenhum deles obteve registro definitivo do TSE, nem constam mais na página de partidos em formação. Atualmente, há um único partido com menção ao ‘real’ – o RPD: Real Democracia Parlamentar. Ao contrário do que o nome pode indicar, esse partido tem orientação parlamentarista.

Claro que existem brasileiros que defendem a volta da monarquia, mas organizar um partido político não contava nem com o apoio da Casa Imperial. Em 2013, o presidente do Conselho de Administração da Pró Monarquia (associação cívico-cultural sem fins lucrativos que pede a restauração do regime monárquico), publicou um comunicado afirmando que a Casa Imperial do Brasil “não promove, e nem mesmo apoia, a formação de um partido político monarquista”.

O comunicado explicava que Dom Luiz de Orléans e Bragança, chefe da Casa Imperial e herdeiro do trono brasileiro, não aprovava a iniciativa. “O movimento monárquico deve ser, necessariamente, suprapartidário”, disse. Ele ainda alertava os monarquistas e pedia cautela “em relação àqueles que insistem em desconsiderar essa orientação serena, prudente e despojada de interesses materiais, e ao mesmo tempo insinuam uma anuência com a qual não contam”.

Em 1993, um plebiscito definiu a forma e o sistema político brasileiro. A monarquia recebeu 13,4% dos votos, contra 86,6% do modelo republicano. O presidencialismo teve 69,2% dos votos contra 30,8% do parlamentarismo.

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