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Documentos encontrados pela polícia revelam parte da estrutura do Primeiro Comando da Capital (PCC) para o tráfico internacional de drogas e apontam que a facção tem um faturamento mínimo de R$ 400 milhões ao ano. O serviço de inteligência policial também tem o detalhamento do grupo criminoso em cinco países da América do Sul – Colômbia, Paraguai, Bolívia, Peru e Guiana. As informações foram publicadas neste domingo (3), pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O volume financeiro movimentado pelo PCC está diretamente relacionado à quantidade de drogas que a facção consegue exportar por meio dos portos de Santos, Itajaí, Rio de Janeiro e Fortaleza. Estimativas conservadoras fixam em 1 tonelada por mês, enquanto analistas policiais consideram que esse número corresponde apenas ao movimento de uma semana. Alguns agentes acreditam que o volume faturado pelo PCC chega a R$ 800 milhões por ano.

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Esse detalhamento foi elaborado a partir de documentos encontrados pela polícia, em investigação relacionada à morte do líder do PCC, Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue. A inteligência policial tem provas da evolução das rendas do grupo e sua ligação com o primeiro cartel de drogas chefiado por um brasileiro: Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho.

Lavagem de dinheiro

A polícia comprovou ainda que o PCC vem fazendo remessas a um doleiro paulista. Em duas semanas de dezembro de 2017, foram feitos três passes, que somam mais de R$ 4 milhões. Naquele mês, o grupo chegou a gastar R$ 2,5 mil para comprar malas para transportar o dinheiro.

Segundo as revelações de O Estado de S. Paulo, o bando fazia a entrega em reais e recebia dólares na Bolívia e no Paraguai. Este dinheiro financiaria a produção da droga – cocaína e maconha – comercializada pelo grupo. O sistema de lavagem de dinheiro orquestrado pelo PCC conta ainda com a aquisição de postos de gasolina – mais de 200 deles já estão nas mãos de laranjas.

Em 2014, a polícia detectou um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC e que envolvia uma transportadora de cargas fantasma. Naquela ocasião, a facção movimentou R$ 100 milhões por meio de duas corretoras de valores, que enviavam o dinheiro do crime organizado para a China e para os Estados Unidos. Toda a movimentação financeira era feita pela internet, a partir de IPs hospedados no Paraguai.

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