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Massacre de suzano

Polícia investiga se atiradores planejaram ataque em fórum de games

Autores do massacre eram vizinhos e passavam pelo menos três noites por semana em lan house jogando Call of Duty, Counter Strike e Mortal Kombat. Eles se mataram após o crime

  • Estadão Conteúdo
Flores são depositadas em frente ao Colégio Raul Brasil: homenagem  às vítimas. | Nelson Almeida/AFP
Flores são depositadas em frente ao Colégio Raul Brasil: homenagem às vítimas. Nelson Almeida/AFP
 
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A polícia investiga se os dois jovens que abriram fogo contra a Escola Estadual Raul Brasil, nesta quarta-feira (13), faziam parte de um grupo que joga em rede o game Call of Duty, de guerra, e neste fórum teriam planejado o crime. Os investigadores estão ouvindo os pais dos rapazes sobre essa questão, mas suspeitam que pode ter ligação com o massacre, que resultou em dez mortes e deixou outros 11 feridos.

A polícia ainda não sabe como ou onde as armas foram compradas. Os autores do ataque tinham um revólver 38, uma besta (arma medieval para lançar flechas), uma machadinha e um arco e flecha.

Luís Henrique de Castro, de 25 anos (ele faria aniversário no sábado), e Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, eram vizinhos e ex-alunos da Escola Raul Brasil. Monteiro havia abandonado a escola no ano passado e, de vez em quando, fazia alguns trabalhos em lanchonetes no centro de Suzano. Mas passava a maior parte do tempo com o amigo.

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Segundo vizinhos, os dois às vezes ficavam o dia inteiro conversando, sentados na frente de casa. E passavam pelo menos três noites por semana em uma lan house perto de casa jogando games como Counter Strike e Mortal Kombat, além do Call of Duty. Castro trabalharia de vez em quando com o pai, capinando o mato.

Na manhã desta quarta, chegou a acordar por volta das 5 horas e foi para a estação de trem com o pai. Chegando lá alegou que estava doente e o pai disse para ele voltar para casa, o que nunca aconteceu.

Os dois atiradores foram até uma loja de carros seminovos do tio de Guilherme Monteiro, Jorge Antônio Moraes, localizada a cerca de 450 metros. De acordo com testemunhas, por volta de 9h15, o adolescente entrou sozinho no local, onde também funciona um estacionamento e um lava-rápido e disparou três vezes.

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Ele acertou o celular que Moraes segurava na mão – e levantou na tentativa de se proteger –, a clavícula e as costas da vítima. Depois, saiu e embarcou no carro que o esperava na saída.

Amigos e funcionários relataram que o carro não foi roubado no local, ele seria de uma locadora, mas não ficou claro se foi roubado lá ou locado. Moraes era conhecido no bairro e tinha a loja há 27 anos e deixa três filhos.

O gerente de negócios Rodrigo Cardi, de 34 anos, trabalhou com Moraes nos últimos 15 anos e disse nunca ter visto Monteiro no local. “Parece que o Jorge tentou dar uns conselhos depois que o sobrinho foi mal na escola, mas ele não gostou. Mas no momento do ataque nada foi falado nem houve chance de defesa”, disse. Um amigo de Moraes estava no local e testemunhou o ataque. Em estado de choque, foi socorrido e passa bem.

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Um pouco antes do massacre, Guilherme Monteiro postou em sua página no Facebook 30 fotos com máscara de caveira – semelhante à encontrado na escola – e arma. Nas imagens, ele faz gestos obscenos e mostra a arma. Em uma outra imagem, ele faz um sinal de arma com os dedos e aponta para a cabeça.

Atirador matou comparsa e depois se suicidou, diz comandante-geral da PM

A Polícia Militar chegou à Escola Raul Brasil quando os dois atiradores ainda faziam os disparos e estudantes deixavam o prédio desesperados. Segundo o comandante-geral da PM, Marcelo Vieira Salles, ao que tudo indica, “quando eles [atiradores] viram a Força Tática, entraram para dentro de um corredor e um atirou na cabeça do outro. Depois, esse se suicidou.”

Os policiais chegaram rapidamente ao local porque haviam sido acionados em razão do primeiro ataque da dupla, em um lava jato. Os PMs tentavam localizar um Onix Branco apontado por testemunhas como o veículo da fuga.

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Aos avistarem o carro parado na escola se depararam o crime em andamento. “Quando [os policiais] desembarcaram, ouviram disparos. Se depararam com pessoas mortas pelo caminho, funcionárias, alunos, e ao chegar ao fundo da escola, eles tiveram contato visual com os dois atiradores, ainda vivos.”

Ainda segundo o comandante, os dois estavam em frente a uma sala de aula que funciona o centro de línguas, onde estavam cerca de 25 alunos.

“Ao que tudo indica, eles estariam também nessa sala e dispararam contra essas crianças. Quando eles viram a Força Tática, eles entraram para dentro um corredor e um atirou na cabeça do outro e, depois, esse se suicidou logo após”, afirmou ele.

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