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PSL lança Major Olímpio à presidência do Senado para evitar retorno de Renan

Emedebista é considerado um nome hostil pelos aliados do presidente Jair Bolsonaro (PSL) . Partido, porém, admite declarar apoio a outro nome anti-Renan caso necessário

  • Folhapress
Major Olímpio é o candidato do PSL à presidência do Senado | Valter Campanato/Agência Brasil
Major Olímpio é o candidato do PSL à presidência do Senado Valter Campanato/Agência Brasil
 
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No mesmo dia em que resolveu aderir à candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara, o PSL lançou o senador eleito Major Olímpio (PSL-SP) ao comando do Senado e, consequentemente, do Congresso Nacional. A ideia é construir uma alternativa para evitar que Renan Calheiros (MDB-AL) volte a presidir o Senado. O emedebista é considerado um nome hostil pelos aliados do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Em entrevista à reportagem, Olímpio afirmou que a decisão de se lançar candidato à presidência do Senado não foi sua e sim do presidente do partido, Luciano Bivar. O motivo seria porque “não tem nenhuma candidatura definida, por enquanto, que se possa dizer que será um fortalecimento para a governabilidade”.

Ele, porém, negou o rótulo de ser uma alternativa anti-Renan. “Não entendo isso. Acho que pró-Senado, pró-Brasil, pró-mudanças. Não estou indo para ser anti. Não vou lá para ser contra ninguém. A mudança no Brasil também passa por um fortalecimento da Câmara, do Senado. Acho que posso representar este papel.”

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Ele completou que, se estiver na presidência do Senado, “o alinhamento com o discurso do governo, com o discurso de Jair Bolsonaro com os compromissos, aí é total e integral”.

A sua candidatura, contudo, pode ser retirada se um aliado anti-Renan se destacar para conseguir vencer a disputa. “Se, lá na frente, houver o entendimento de que devamos somar esforços numa outra candidatura, aí é uma definição não só minha, mas do partido como um todo e acho que isso vai ser construído.”

Como presidente do Senado, Major Olímpio daria celeridade às pautas do governo

Questionado qual seria sua eventual missão como presidente do Congresso, Olímpio afirmou que, primeiro, é construir uma facilidade maior de governabilidade. “Vamos ter que ter um número mágico de 49 votos para emenda constitucional. Isso terá que ser uma construção permanente. O resgate e o fortalecimento da posição do Poder Legislativo, com todo respeito, a Constituição já fala do equilíbrio e harmonia entre os Poderes, mas invasões indevidas na competência do Legislativo, muitas vezes feitas pelo Supremo Tribunal Federal, como chefe de Poder, temos que fazer com que se cumpra a Constituição, respeitando e exigindo o respeito em relação às competências constitucionais.”

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Falou, também, que daria celeridade às pautas do governo. “O Senado tem um papel de uma Casa revisora. Temos que dar celeridade às pautas colocadas. Também devemos ter celeridade com a pauta do Congresso. Dentro de um alinhamento respeitoso com o governo, temos as demandas que vão ser encaminhadas pelo governo. [Temos que] tentar dar celeridade, principalmente à pauta da área econômica. Tem que ser a pauta prioritária.”

Relacionamento com a oposição

Sobre seu relação com os integrantes da oposição caso eleito, afirmou que será “extremamente respeitosa” , como “sempre foi”. “Sempre tive as minhas posições, minhas responsabilidades. Se eu for o presidente do Senado, aí eu passo a ser um ponto de equilíbrio em relação a isso. E o respeito à oposição é da democracia. Se você não tiver oposição, aí você tem uma ditadura estabelecida, e não é isso.” Olímpio, porém, disse que não vai pedir votos do PT para aprovar uma pauta pró-governo.

Autonomia do Congresso

Olímpio também afirmou que vai garantir autonomia do Congresso diante do governo. “Todos os entes políticos que estão no Senado e na Câmara defendem suas posições políticas em determinado. Tivemos 46 senadores eleitos. Muitos deles vestiram a camisa pró-Jair Bolsonaro como fiz em São Paulo, e estão aptos também a dirigir o Senado, serem chefe de poder. A própria condição do cargo exige um equilíbrio em relação a todas as forças constituídas. Mais ainda no Senado, porque, aqui na Câmara ainda existe, em tese, um enquadramento da direção dos partidos sobre os parlamentares. O senador é muito mais independente. É quase uma instituição cada um dos gabinetes.”

Candidatura de Maia à presidência da Câmara

Sobre o apoio do PSL à candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara, Major Olímpio afirmou que foi o partido conseguiu tirar “água da pedra” ao costurar o acordo. Pelo acordado, o PSL apoiará Maia e em troca ganhará a direção de duas comissões e a segunda vice-presidência da Casa. Antes, Olímpio defendia uma candidatura própria do partido.

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“O PSL corria um risco seríssimo de ficar com 53 parlamentares [oficialmente são 52, mas a cúpula do partido já conta com ao menos um ingresso durante a janela partidária] isolado, fora de bloco, sem participação nas comissões, sendo a 16ª opção, depois, numa escolha de comissão.”

Questionado se o acordo costurado não seria uma prática da “velha política”, combatida em discurso por Bolsonaro, Olímpio afirmou: “Qual a opção que temos hoje de garantir governabilidade para aprovação das medidas mais necessárias e fundamentais para o país, para o governo? Quem mais ganhou com isso foi o povo brasileiro e o governo Bolsonaro, não o PSL”.

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