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Sem chuvas, Brasil importa energia da Argentina e Uruguai

Governo federal preferiu não ligar térmicas caras, mas avalia mais medidas para evitar riscos de falta de luz. Inclusive campanha de conscientização

  • PorFlávia Pierry
  • Brasília
  • 20/09/2017 09:43
Reservatório de água seco: período de chuvas está demorando mais para chegar. | Daniel Caron/Gazeta do Povo
Reservatório de água seco: período de chuvas está demorando mais para chegar.| Foto: Daniel Caron/Gazeta do Povo

O período chuvoso está demorando mais para começar do que o esperado, o que levou o governo federal a tomar medidas para garantir o fornecimento de energia elétrica. Entre as medidas, está a importação de energia da Argentina e do Uruguai até 31 de dezembro de 2018. Mas como a situação dos reservatórios das usinas hidrelétricas é crítica, o governo deve também fazer uma campanha de conscientização do uso da eletricidade pela população brasileira.

Foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (20) a portaria na qual o governo reconhece a necessidade de importação de energia elétrica “de forma excepcional e temporária”, permitindo a compra de eletricidade dos países vizinhos. Com a medida, o governo evita que sejam acionadas usinas mais caras e mais poluentes aqui no país.

Sem risco de desabastecimento

Inicialmente, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), ligado ao Ministério de Minas e Energia (MME), estudava religar usinas térmicas que geram energia mais cara. Mas após reunião extraordinária realizada na terça-feira (19), colegiado decidiu não ser necessário essa medida, que encareceria a conta de luz, apesar do atraso das chuvas este ano.

“Apesar do indicativo do atraso do período úmido, não há risco de desabastecimento de energia no país”, afirmou a entidade, em nota.

O CMSE destacou que a situação é de cautela para os próximos meses, o que pode demandar que as usinas térmicas caras voltem a ser ligadas. “Para os próximos dois meses, a previsão é de baixo nível de armazenamento para os subsistemas do SIN e para os principais reservatórios. Foram feitos estudos de sensibilidade destes armazenamentos e indicadas medidas para preservação dos estoques nas usinas hidrelétricas de cabeceira”, afirmou o CMSE em nota.

Usinas da fronteira

A energia será comprada desses países a depender da necessidade semanal elétrica no Brasil. Semanalmente, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) fará a programação de despachos e solicitará quantidades de energia de usinas argentinas e uruguaias que ficam na fronteira com o Brasil. Essa energia será comercializada pelo preço da energia no mercado de curto prazo. Empresas comercializadoras de energia farão a transação, que será registrada na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), e recebem comissões pela operação.

As usinas argentinas que fornecerão energia ao Brasil são as Estações Conversoras de Garabi I e II (cada uma com capacidade instalada de 1.100 MW) e da Conversora de Uruguaiana (50 MW) no Município de Uruguaiana, no Estado do Rio Grande do Sul, fronteira com a Argentina. A energia importada do Uruguai virá pelas Estações Conversora de Rivera e da Conversora de Melo, na fronteira com o Brasil.

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