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Terceira cirurgia afastará Bolsonaro do trabalho por até 15 dias

Presidente eleito precisará retirar a bolsa de colostomia que vem usando desde setembro, após o atentado que sofreu. Após a intervenção operatória, ele deve ficar até 15 dias em repouso

  • Fernanda Trisotto
Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito presidente da República, no domingo (28), com 55% dos votos. | Tânia Rêgo/Agência Brasil
Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito presidente da República, no domingo (28), com 55% dos votos. Tânia Rêgo/Agência Brasil
 
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O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) deverá ficar afastado dos trabalhos de transição para o novo governo por até 15 dias. Esse é o prazo máximo indicado por médicos para a recuperação da cirurgia de retirada da bolsa de colostomia, a que o capitão da reserva terá de ser submetido. Em entrevista coletiva na quinta-feira (1º), Bolsonaro disse que o novo procedimento está marcado “ a princípio” para 12 de dezembro no hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Esta será a terceira intervenção a que Bolsonaro será submetido. Inicialmente, a previsão é de que ele deveria usar a bolsa por um período entre dois e três meses. Em entrevista ao Domingo Espetacular, da Record TV, em 21 de outubro, Bolsonaro afirmou que a partir do dia 12 de novembro, ele será reavaliado pela equipe médico e já estaria liberado para a cirurgia.

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Ainda antes da eleição, a coluna Radar, da Revista Veja, informou que a equipe do Hospital Albert Einstein já definiu a data da cirurgia de reversão da colostomia: 12 de dezembro. A assessoria de imprensa do hospital, no entanto, diz que não tem informações nem sobre a data de uma nova avaliação médica do presidente – o último boletim é do dia 18 de outubro.

Médicos especialistas nesse tipo de cirurgia estimam que o tempo de recuperação pode variar entre sete e 15 dias, no máximo. A informação é de que o procedimento de reversão de colostomia é mais simples, mas ainda é um tipo de intervenção que inspira cuidados. Para o Domingo Espetacular, Bolsonaro disse que sua recuperação deve ser rápida, e que ele deve ficar entre 7 e 10 dias internado após a intervenção.

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Fazer a cirurgia até meados de dezembro é a opção mais interessante para Bolsonaro, e a boa recuperação que o capitão vem tendo permite trabalhar com essa data para o procedimento. Dessa forma, ele acompanharia com um pouco de distanciamento os trabalhos da equipe de transição, mas não precisaria se licenciar do cargo logo no início do mandato. Também não teria nenhuma dificuldade para participar da cerimônia de posse.

Esfaqueado na véspera do feriado da Independência

Bolsonaro foi vítima de um ataque a faca durante ato de campanha em Juiz de Fora, em Minas Gerais, no dia 6 de setembro. Ficou internado por 23 dias – inicialmente na Santa Casa de Juiz de Fora e posteriormente no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ele já foi submetido a duas cirurgias: a primeira cirurgia exploratória e a segunda, uma emergência por causa de obstrução no intestino.

Após receber alta hospitalar, seguiu em repouso domiciliar. Tanto que participou de poucos compromissos de campanha ao longo do segundo turno da disputa presidencial e não foi a nenhum debate por causa da bolsa de colostomia.

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