Vista do plenário da Câmara dos Deputados. com Rodrigo Maia na mesa diretora.
Vista do plenário da Câmara dos Deputados. com Rodrigo Maia na mesa diretora. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil.| Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Nova pesquisa XP Investimentos divulgada nesta terça-feira (9) mostra que houve uma deterioração na relação da Câmara dos Deputados com o governo federal. A maioria (55%) dos deputados entrevistados disse que é ruim ou péssima a relação da Casa com a Presidência da República. Em fevereiro, o percentual era de 12%.

Já o percentual de parlamentares que classifica a relação da Câmara com a Presidência como boa ou ótima passou de 57% em fevereiro para 16% em abril. Os que acham que é uma relação regular praticamente se mantiveram: eram 26% em fevereiro e passaram para 25%. Os que não sabem ou não responderam eram 5% e agora são 3%.

É a terceira rodada de pesquisa da XP com o Congresso. Mas a pergunta sobre o relacionamento da Casa com o Planalto só feita pela primeira vez na pesquisa divulgada em fevereiro, após a posse dos parlamentares e ainda início de relacionamento entre parlamento e Executivo. A segunda vez foi feita agora, entre os dias 26 de março e 4 de abril, com 201 deputados, incluindo oposição e situação. A pesquisa foi feita logo após o embate entre Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, e Jair Bolsonaro (PSL), presidente da República.

A pesquisa também traz um recorte da oposição e da situação.

Quando considerados apenas os deputados que não podem ser classificados como de oposição, 44% consideram o relacionamento da Câmara com o Planalto como ruim ou péssimo, enquanto 23% têm avaliação positiva; 30% acham regular.

Já entre os deputados de oposição, 82% consideram a relação ruim ou péssima, 13% regular e 2% ótima ou boa. O restante não respondeu.

Relacionamento individual é melhor

Agora, quando a pesquisa pergunta sobre o relacionamento individual dos parlamentares com o presidente Jair Bolsonaro, o resultado é diferente: 34% dizem que o contato pessoal com o Planalto é ótimo ou bom, enquanto 30% avaliam essa relação direta como ruim ou péssima e 18% regular.

Os números, porém, são piores que os de fevereiro, quando 47% tinham avaliação positiva e apenas 19%, negativa.

Reclamações

Entre os entrevistados, 37% dizem que as demandas encaminhadas ao governo são mal ou muito mal atendidas, contra 23% que se veem bem ou muito bem atendidos pelo Executivo. Já 21% classificam suas demandas como mais ou menos atendidas.

Sem levar em conta os deputados de oposição, os números são 30% (bem ou muito bem) e 33% (mal ou muito mal).

Previdência

Apesar da deterioração no relacionamento da Câmara com o Planalto, a percepção dos deputados com a reforma da Previdência não mudou: 76% reconhecem a necessidade de reformar o sistema – eram 77% em fevereiro.

Pela primeira vez, os deputados foram consultados sobre os efeitos da reforma: 68% dizem que sua aprovação melhora a perspectiva de crescimento do país.

Mas, quando questionados sobre a crença de que a reforma será aprovada em 2019, 52% afirmam que sim, 37% que não e 11% não sabem ou não responderam.

Já sobre o texto encaminhado pelo governo, apenas 7% concordam plenamente. A maior parte (42%) concorda em partes, pois acha que trechos precisam ser alterados. Já 23% defendem muitas alterações na reforma e 25% são contra o projeto.

Os pontos do texto que mais precisam ser alterados, segundo os entrevistados, são BPC (76% dos deputados apontaram necessidade de mudança nas regras propostas pelo governo), aposentadoria rural (74%), aposentadoria dos militares (69%) e regra de transição (63%).

Metodologia

A terceira rodada da Pesquisa XP Congresso foi divulgada nesta terça-feira (9) e feita entre os dias 26 de março e 4 de abril com 201 deputados que representam proporcionalmente a disposição do total de parlamentares da Casa.

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