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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) classificou nesta quinta-feira (14) como “uma guerra” a disputa em torno da necessidade de afrouxar as regras de isolamento social impostas para enfrentar a pandemia de coronavírus. Bolsonaro sugeriu a empresários "jogar pesado" com o governador de São Paulo, João Doria, para evitar o "lockdown" no estado.

O presidente disse que há "uma guerra" e que há uma tentativa política de tentar quebrar a economia para atingir o seu governo. "Um homem está decidindo o futuro de São Paulo, o futuro da economia do Brasil. Os senhores, com todo o respeito, tem que chamar o governador e jogar pesado, porque a questão é séria, é guerra", disse em um encontro por videoconferência com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e outros empresários. "Pelo governo federal, no que depender de nós, estava tudo aberto, no isolamento vertical, e ponto final", disse o presidente.

Mais cedo, no Palácio Alvorada, Bolsonaro disse que o Brasil está se tornando um país de pobres por causa do isolamento social determinado por governadores e prefeitos. O presidente também disse que o lockdown é o “caminho do fracasso” e vai quebrar o Brasil.

Enquanto isso, no Rio de Janeiro, o Ministério Público recomendou aos governos do estado e da capital para que adotem "novas medidas de recrudescimento ao isolamento social", incluindo "lockdown", por 15 dias, para atividades não essenciais e para evitar a circulação de pessoas nas regiões mais críticas da pandemia. Oficialmente, o Rio registra mais de 2 mil mortes pelo novo coronavírus e quase 19 mil infectados.

Bolsonaro tenta reverter isolamento por decreto

Bolsonaro já publicou cinco decretos estipulando quais são as atividades essenciais para o governo federal. O último deles, do dia 11, incluiu academias, salões de beleza e barbearias no rol de segmentos liberados para funcionar em meio à pandemia. Estados e municípios, porém têm autonomia para acatar ou não a liberação das atividades.

Aumentar o rol de atividades essenciais é a forma que Bolsonaro encontra para pressionar governadores e prefeitos a adotarem medidas que promoveriam uma retomada da economia, no entendimento dele. Todos os governadores da região Nordeste se opuseram à medida. Além deles, se manifestaram também os governadores do Rio de Janeiro, Amazonas, Pará, Rondônia, Amapá, Acre, Goiás e Paraná.

Rombo nas contas públicas causado pela pandemia 

Em uma audiência pública na Câmara, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou que o rombo nas contas do setor público consolidado (União, estados, municípios e empresas estatais) pode atingir a marca de R$ 700 bilhões. 

Mansueto também disse que o auxílio emergencial de R$ 600 pago a trabalhadores informais é um programa caro. Ele defendeu que, ao invés de tornar o programa permanente, o governo deve focar em aprimorar políticas públicas voltadas para pessoas de baixa renda, como o Bolsa Família.

Punição a agente público por dolo ou erro grosseiro durante pandemia

Bolsonaro editou hoje a Medida Provisória (MP) 966 que prevê a punição a agentes públicos nas esferas civil e administrativa se agirem ou se omitirem com dolo ou erro grosseiro pela prática de atos relacionados, direta ou indiretamente ao enfrentamento da Covid-19 e nos efeitos econômicos e sociais decorrentes da pandemia.

A MP foi alvo de críticas e oposição já avisou que vai tentar derrubar o texto na Justiça.

Coronavírus endêmico e Brasil com 90 mil mortes

O novo coronavírus "talvez nunca vá embora", alertou um especialista da OMS nesta quarta-feira (13). "Pode se tornar outro vírus endêmico em nossas comunidades, e esses vírus podem nunca mais sair", disse.

No Brasil, número de mortos pode chegar a 90 mil até 4 de agosto. A projeção sombria foi feita pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), um centro de pesquisa dentro da faculdade de Medicina da Universidade de Washington.

Adelio agiu sozinho contra Bolsonaro

A PF concluiu que Adélio Bispo agiu sozinho no ataque a Jair Bolsonaro na campanha eleitoral em 2018. A informação consta do segundo inquérito sobre o caso apresentado pela corporação nesta quinta-feira (14).

No primeiro inquérito concluído em setembro de 2018 a PF chegou à conclusão que Adélio agiu sozinho e a motivação foi “indubitavelmente política”. Adélio cumpre medida de segurança na penitenciária federal de Campo Grande (MS).

Justiça nega pedido para desmontar acampamento pró-Bolsonaro

Um pedido apresentado pelo Ministério Público (MPDFT) para encerrar um acampamento de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro em Brasília foi negado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal. O magistrado entendeu que a medida “não é idônea para garantir a sobrevivência da liberdade de pensamento, da liberdade de locomoção e ao direito de reunião".

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