Vacina produzida pela universidade de Oxford e o laboratório Astrazeneca.
Vacina produzida pela universidade de Oxford e o laboratório Astrazeneca.| Foto: Reprodução Universidade de Oxford/Facebook

A prefeitura de Manaus e o estado do Amazonas estão investigando a morte de um idoso de 83 anos que veio a óbito no dia seguinte ao tomar uma dose da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e produzida pela fabricante AstraZeneca. O Centro de Referência de Imunobiológicos (Crie), vinculado à Fundação de Vigilância Sanitária (FVS) e à Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (SES), tem até sete dias para emitir laudo. Os órgãos de saúde locais já deram início aos procedimentos de coleta de dados epidemiológicos e material biológico para exames e análises.

Segundo um familiar do idoso, ele estava aparentando sintomas de gripe, mas como eram "leves", a família decidiu levá-lo para vacinar. A dose foi recebida na sexta-feira (29). "Ele também tinha pressão alta, mas tomava remédio. Agora só sabendo o laudo. Vamos esperar, mas achamos melhor informar à FVS pela coincidência", disse o familiar. O idoso morreu na manhã de sábado (30).

Nos primeiros dois dias de vacinação para idosos, o número de pessoas com 80 anos ou mais vacinadas foi abaixo do esperado nos postos fixos e drive-thrus espalhados pela cidade. Segundo a prefeitura, foram vacinadas cerca de 4 mil pessoas de 80 anos ou mais. A vacinação para esse público começou na sexta-feira e a prefeitura não registrou filas nem aglomerações. A expectativa era que o dobro de pessoas tivessem sido vacinadas. O calendário segue até que os imunizantes acabem.