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Flagrado pela PF

Da amizade com Bolsonaro ao dinheiro na cueca: conheça a trajetória de Chico Rodrigues

  • Brasília
  • 15/10/2020 19:19
Chico Rodrigues foi deputado federal por 5 mandatos consecutivos e vice-governador e governador de Roraima.
Chico Rodrigues foi deputado federal por 5 mandatos consecutivos e vice-governador e governador de Roraima.| Foto: Agência Senado/AFP

O senador Chico Rodrigues (DEM-RR) tem uma trajetória política marcante. Antes de ser nacionalmente — e até internacionalmente — exposto após ter tido dinheiro apreendido em sua cueca em operação da Polícia Federal (PF), ele foi eleito deputado federal por cinco mandatos consecutivos por Roraima, onde também foi eleito vice-governador e chegou a ser governador em menos de um ano. A passagem pela Câmara o aproximou do presidente Jair Bolsonaro, de quem foi vice-líder do governo na atual gestão até esta quinta-feira (15), quando foi dispensado.

Pernambucano, natural de Recife, Rodrigues é político desde 1989, quando foi eleito, então pelo PMDB, vereador por Boa Vista. Anos antes, no início daquela década, ainda na ditadura militar, entre 1983 e 1985, foi secretário de Agricultura do governador Arídio Martins de Magalhães. Em 1990, foi eleito deputado federal por Roraima nas eleições estaduais.

Naquela época, já havia deixado o quadro peemedebista e se filiado ao PTB, um dos sete partidos ao qual pertenceu ao longo de sua trajetória política. Como petebista, foi reeleito nas duas eleições seguintes, em 1994 e 1998, época em que seu partido integrou a base de apoio do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Entre 1995 e 1997, contudo, Rodrigues se filiou ao antigo PPB, atual PP. Durante esse período, foi correligionário de Bolsonaro. Ali, se iniciou a amizade entre os dois. Em vídeo gravado durante as eleições de 2018, o então candidato presidencial disse ter uma relação de “quase união estável” com Rodrigues. O agora senador retribuiu o afago, lembrou a amizade de “20 anos” e demonstrou a felicidade por ele lutar “em defesa do Brasil, dos princípios e valores da família”. Atualmente, Rodrigues emprega em seu gabinete o assessor parlamentar Léo Índio, primo dos filhos de Bolsonaro.

Durante sua trajetória política, nem sempre Rodrigues ficou na base governista. Em 2002 e 2006, voltou a ser reeleito, mas pelo antigo PFL, o atual DEM, partido da oposição ao presidente na época, Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2010, na eleição que consagrou Dilma Rousseff como sucessora do PT na Presidência da República, o senador foi eleito vice-governador do tucano José de Anchieta Júnior. A chapa deles superou, no segundo turno, a coligação apoiada pelos petistas.

Em 2014, acusado de improbidade administrativa pelo Ministério Público por irregularidades identificadas na emissão de títulos de propriedades rurais, Anchieta renunciou ao cargo e lançou pré-candidatura ao Senado. Com isso, Chico Rodrigues, então filiado ao PSB, assumiu como governador.

Naquele ano, lançou sua candidatura à reeleição, tendo como vice Rodrigo Jucá (PMDB), filho do ex-senador Romero Jucá (MDB). Mais uma vez, concorreu sem apoio do PT, que lançou a candidatura de Ângela Portela, em chapa com Alexandre Henklain (PDT) de vice. No entanto, Chico Rodrigues foi preterido pela população, que elegeu a chapa da governadora Suely Campos (PP) e seu vice, Paulo Quartiero (DEM).

Três anos depois, após uma passagem entre 2015 e 2017 no PSDB, Rodrigues voltou ao DEM, partido pelo qual passou a maior parte de sua carreira política. Em 2018, escorado na esteira bolsonarista — apesar de seu partido ter composto coligação adversária à do PSL —, foi eleito senador pela primeira vez, com 22,76% dos votos, tendo o próprio filho, Pedro Arthur (DEM), como primeiro suplente.

No Senado, Chico Rodrigues atua em defesa de pautas conservadoras e econômicas

Engenheiro agrônomo por formação, Chico Rodrigues trilhou carreira no Congresso em defesa do empreendedorismo e do emprego. Na atual legislatura, por exemplo, apresentou projeto para estimular empresas a contratar funcionários com mais de 60 anos. O projeto de lei (PL) 4.890/2019 estabelece que empresários poderão deduzir de sua contribuição à seguridade social — que é de 20% do total da remuneração paga — até um salário mínimo para cada semestre trabalhado por funcionários idosos.

Membro titular da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado, Rodrigues também atuou para evitar regulamentações sobre o exercício de profissões na área da tecnologia da informação. O congressista apresentou parecer pela rejeição de projeto que propunha regulamentar o exercício das atividades de analista de sistemas, desenvolvedor, engenheiro de sistemas, analista de redes, administrador de banco de dados, suporte, e carreiras correlatas.

Além da agenda de empregos, o senador também é favorável às pautas de segurança e desenvolvimento sustentável, e do avanço econômico com a preservação do meio ambiente. Ele é autor de um PL que explicita as hipóteses de legítima defesa em caso de violação de domicílio e outro que estabelece diretrizes e fundamentos para o zoneamento ecológico-econômico e para a conservação, proteção e o uso sustentável da Amazônia. Ambos os temas são defendidos pelo governo.

Enquanto vice-líder do governo, Rodrigues representou o Senado em missões no exterior. Viajou para China, Singapura e Malásia, a convite das empresas Paper Excellence e ST Engineering. Representou o Brasil enquanto observador internacional na eleição presidencial do Cazaquistão. E, a convite do governo, participou de missão oficial em Jerusalém e de convenção anual no Canadá da associação representante da indústria de exploração e desenvolvimento mineral canadense.

Correção

Originalmente, a reportagem informou que, na candidatura a reeleição para o governo de Roraima, em 2014, Chico Rodrigues teve o apoio do PT. A informação estava errada. O PT lançou Ângela Portela como candidata, que teve Alexandre Henklain (PDT) como vice na chapa, conforme consta do texto já corrigido. Pelo erro, a Gazeta do Povo pede desculpa aos leitores.

Corrigido em 16/10/2020 às 11:01
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Comentários [ 16 ]

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  • J

    Jauro

    ± 9 horas

    Segundo Moro, transparência internacional e fim da lava jato não são fatos e sim conjecturas tendenciosas de esquerdopatas.

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    • P

      Paulo

      ± 1 dias

      Daí a necessidade de se ter no STF um ministro linha dura estilo FUX ao invés de Marco e Gilmar. Não adianta a PF prender e o STF soltar (ou deixar prescrever). De nada adianta todo esse circo se a impunidade for certeza, como historicamente acontece.

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      • W

        Walter

        ± 1 dias

        Essa lamentável notícia vai contra três fatos: 1 - Segundo Moro, Bolsonaro interfere na justiça para proteger seus comparsas; 2 - Transparência Internacional denuncia Bolsonaro por desacelerar o combate à corrupção; 3 - Fim do policiamento contra crimes de colarinho branco (apelido Lava Jato). Agora é pensar e concluir...

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        • I

          ilson Machado Santa Brígida

          ± 1 dias

          Matéria tendenciosa envolvendo o presidente. É de dar nojo.

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          • C

            Cesar Tiossi

            ± 1 dias

            Curioso que a extrema imprensa e até a imprensa séria esconde deliberadamente o partido do senador, que é o DEM, o mesmo de Alcolumbre e Maia. Por que?

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            • N

              NH4NO3

              ± 1 dias

              Dizem que na direita não tem *****, nem ladrão......

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              • X

                Xis Morcego

                ± 1 dias

                Ele levou a sério a expressão cofrinho para o rego.

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                • M

                  Marcos Pagung

                  ± 1 dias

                  Realmente não estou entendendo a GAZETA DO POVO, ou foi comprada pelo grupo Globo e não sabemos ou está começando a ceder ao pragmatismo de dar opinião ao invés de informar. Como assim a manchete "Da amizade com Bolsonaro ao dinheiro na cueca"... no máximo poderia ser "Vice-líder do governo pego com dinheiro na cueca" ... meu Deus...sempre essa retorica de querer ligar o Presidente a tudo de errado que acontece. O Cara é do DEM e foi indicado pelos lideres do DEM (Rodrigo Maia, Alcolumbre, Kim Katagire) para ser o vice-líder no governo e claro, passou a ter acesso ao presidente, mas dai o Presidente estar por trás desse absurdo é muito exercício mental.

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                  • L

                    Luciano

                    ± 1 dias

                    Gado detected!

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                • F

                  Freitas

                  ± 1 dias

                  "DINHEIRO NAS NÁDEGAS >>> E segue a patifaria >>>> Empregado no gabinete do senador Chico Rodrigues, Leonardo Rodrigues de Jesus, o Leo Índio, recebeu 436 mil reais do Senado em um ano e meio. O primo dos filhos do presidente Bolsonaro trabalha como assessor parlamentar desde abril de 2019, em Brasília. ESTE ERA O VICE-LÍDER DESTE GOVERNO." >>>> O GADO FICA LOUCO...rsss

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                    Joaquim Gomes Júnior

                    ± 2 dias

                    O STF como sempre está interferindo no Poder Executivo. Essa atitude enterra de vez o processo em que o Sérgio Moro acusa o presidente Jair Messias Bolsonaro de interferir na polícia federal.

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                      Luciano

                      ± 2 dias

                      JB vai "lular", como sempre: não sabe de nada, nunca viu o cara, ele contratou familiar meu porque quis...

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                      • E

                        ewz

                        ± 1 dias

                        Lembra o mensalão? Dinheiro no cuecão...

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                    • F

                      Freitas

                      ± 2 dias

                      DINHEIRO NAS NÁDEGAS >>> E segue a patifaria >>>> Empregado no gabinete do senador Chico Rodrigues, Leonardo Rodrigues de Jesus, o Leo Índio, recebeu 436 mil reais do Senado em um ano e meio. O primo dos filhos do presidente Bolsonaro trabalha como assessor parlamentar desde abril de 2019, em Brasília. ESTE ERA O VICE-LÍDER DESTE GOVERNO.

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                      • A

                        Austríaco-PR

                        ± 2 dias

                        Considerando o quadro de senadores que o paraná tinha na legislatura anterior, esse cara até que defendia ótimas pautas. Por que raios colocar 30k na cueca? Ter 130k em casa, até poderia encontrar justificativa (seria furada, mas possivel) agora, não existe desculpa. Bolsonaro, por sua vez, fez bem em afastar para investigar. sstf tirou a sorte grande quando mandou a PF na casa de um apoiador do mito,

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                        • F

                          Freitas

                          ± 2 dias

                          Bolsonaro afastou pohhrrra nenhuma. Não moveu uma palha. O nadegudo pediu a conta.

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