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Entrevista

Francischini nega retaliação a Bolsonaro na CCJ: “aprovei todas as pautas do governo”

    • PorOlavo Soares
  • Brasília
  • 26/10/2019 10:10

O deputado Felipe Francischini (PSL-PR) foi um dos personagens da briga atual que marca o seu partido. Esteve na famosa reunião, gravada pelo deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), em que parlamentares criticaram o governo e na qual o então líder do partido, Delegado Waldir (GO), chamou o presidente Jair Bolsonaro de "vagabundo". Apesar de fazer parte do lado da disputa que, até o momento, tem sido derrotado, Francischini tem mostrado sobriedade e evitado polêmicas no comando da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara, a mais importante da casa, que preside logo em seu primeiro mandato federal. Em um dos projetos atuais mais importantes da comissão, a sobre as prisões de condenados em segunda instância, Francischini conta com a parceria de Caroline de Toni (SC), deputada que compõe o lado oposto na briga do PSL.

O deputado assegura que a crise em seu partido não atrapalhará o andamento dos trabalhos da CCJ. "Não interfere de maneira alguma. Até porque eu sempre toquei a comissão de uma maneira muito republicana", destacou.

A disputa, entretanto, pode fazer com que um acordo firmado por integrantes do PSL no início do ano não seja cumprido. O trato firmado era o de que Francischini comandaria a CCJ em 2019 e, nos anos seguintes, a chefia do colegiado iria para Bia Kicis (DF) e Coronel Tadeu (SP). A parlamentar de Brasília é da ala "bolsonarista" do PSL, enquanto o deputado de São Paulo é do grupo rival. "Não sabemos [se o acordo vai ser preservado]. É uma avaliação que precisa ser feita. A partir do cenário da semana passada, em que houve um racha, ainda não sabemos se haverá saída de deputados. Temos que ter calma e manter um diálogo franco com toda a bancada", disse Francischini.

"Todas as pautas importantes para o governo. Todas mesmo"

Francischini está em seu primeiro mandato como deputado federal. Mas, diferentemente de outros membros da bancada do PSL na Câmara, não é um estreante na política: foi deputado estadual entre 2015 e 2019 e carrega a herança do pai, Fernando, que fez o caminho inverso do filho e hoje exerce mandato na Assembleia do Paraná. Os Francischini, pai e filho, foram apoiadores de primeira hora de Jair Bolsonaro, desde o início da pré-campanha presidencial, na primeira metade de 2018.

Em meio à disputa atual do PSL, que tem colocado Francischini em lado oposto ao dos bolsonaristas mais aguerridos, o presidente da CCJ tenta mostrar que continua leal a Bolsonaro por meio de sua atuação no comando do colegiado. "Eu aprovei todas as matérias que eram importantes para o governo. Quando digo todas, são todas mesmo, nenhuma matéria dessas que o governo considera essenciais foi reprovada na comissão", diz.

O "batizado" de Francischini na CCJ foi logo com a avaliação da reforma da Previdência, o principal projeto econômico da gestão Bolsonaro em 2019. "Como aquele foi o primeiro projeto, já me adaptei à questão das obstruções, da gestão da comissão. A partir da Previdência conseguimos tocar os projetos mais importantes", disse.

Tributária, segunda instância e "regra de ouro" em pauta

O deputado também busca expor seu alinhamento com o governo ao levar a CCJ a discutir propostas como a "regra de ouro", que regula gastos públicos e impede a emissão de títulos para o pagamento de despesas correntes, e também a possível mudança na Constituição para prever a prisão dos condenados em segunda instância.

Esta última medida faz parte do pacote anticrime apresentado ainda no início do ano pelo ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública). Francischini determinou prioridade para o tema assim que o Supremo Tribunal Federal (STF) agendou o julgamento atualmente em curso, que determinará a posição da corte sobre o tema.

Um dos embates, na CCJ, que envolve o tópico se dá sobre a possibilidade de as prisões após condenações em segunda instância modificarem uma cláusula pétrea da Constituição - o que não pode ser efetuado. A argumentação costuma ser citada por parlamentares da oposição que integram a CCJ, como Talíria Petrone (PSOL-RJ). Francischini discorda do entendimento: "na minha opinião, a proposta não fere a Constituição. Até porque a interpretação atual do STF é pela prisão após a condenação em segunda instância. Nós queremos inserir no texto constitucional essa previsão. Não vejo nenhuma agressão às cláusulas pétreas, muito menos ao texto constitucional".

Em relação à reforma tributária, um tema que deve dominar a agenda econômica após a aprovação da reforma da Previdência, Francischini disse estar "colocando as diferentes propostas de reforma em pauta, para que os deputados discutam". O deputado apontou que a CCJ aprovou com celeridade a proposta apresentada pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP), que atualmente está em debate em outra comissão da Câmara.

Episódio com Maria do Rosário está "ultrapassado"

Francischini é um deputado de sorriso fácil e tem um temperamento elogiado até mesmo por membros da oposição ao governo Bolsonaro. "Hoje eu tenho um bom diálogo dentro da casa, com os líderes, com o presidente da Câmara, com o do Senado, dos demais poderes. Isso consegue fazer com que nós agilizemos e façamos os acordos necessários para aprovar esses projetos", destacou.

Um episódio recente, entretanto, arranhou a imagem de "boa praça" do presidente da CCJ. Em uma reunião da comissão, após reclamar de obstrução feita por deputadas da oposição, Francischini disse a Maria do Rosário (PT-RS) que ela "é muito chata". A fala viralizou - em parte, por conta de Rosário ser um dos alvos preferenciais dos bolsonaristas na internet, em virtude dos embates que travou na Câmara na década passada com o hoje presidente da República.

O presidente da CCJ considera o episódio "ultrapassado". "No dia em que houve aquele bate-boca, eu passei cerca de cinco ou seis horas de obstrução. Chega um ponto em que você acaba se estressando um pouco mais. Nós vivemos sob muita pressão, é uma comissão com muito trabalho. Mas o episódio já está ultrapassado, relevado. Eu tenho boa relação com todos os deputados, independente de coloração partidária", acrescentou.

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Comentários [ 8 ]

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  • J

    Jorge

    ± 1 horas

    Continuamos em crise economica. E os politicos, brigam e discutem como? É um teatro para iludir a Naçao.

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    • C

      claudio luiz da cunha

      ± 5 horas

      Quem elegeu essa topeira e o Bozo que se manifeste.

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      • W

        Wilbur Archibald III

        ± 7 horas

        Esse gordinho é um mala!

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        • W

          Willian Cardoso de Souza Jesus

          ± 8 horas

          Ao meu ver, nessa guerra pelo poder dentro do PSL não há lado certo. Ambos estão errados, pelo simples motivo de q, no final, independentemente do lado q obtenha o poder dentro desse partido q é uma BAGUNÇA, NÃO HAVERÁ QUALQUER BENEFÍCIO PRA NÓS, CIDADÃOS. Muito pelo contrário...td isso enfraqueceu completamente a direita, ajudando a TUDO q a esquerda pretendia ser aprovado, desde Lei do Abuso de Autoridade, até a CPI das Fake News. E pra piorar, o traidor do Flávio Bolsonaro tem atuado ao lado de PETISTAS pra ajudar a td isso acontecer, em razão do evidente rabo preso q tem...em suma, em meio a essa PALHAÇADA toda, os maiores prejudicados, de fato, somos NÓS, como SEMPRE...

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          • H

            HERMES CARLOS BOLLMANN

            ± 8 horas

            Menos, Guri, menos! Houviu Calado UM MEMBRO DO PARTIDO CHAMAR O PRESIDENTE DE ********* E NÃO FEZ NADA, NÃO DISSE NADA: Lembre como disseram abaixo: Você e seu Pai ELEGERAM-SE NA SOMBRA DO ""MITO"" BOLSONARO: Portanto estão DEVENDO E MUITO AO PRESIDENTE, Baixa a Bola que não tem, e recupere a identidade que tinham na eleições com o Presidente.

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            1 Respostas
            • F

              Freitas

              ± 7 horas

              Houviu? Houve essa HAUDIÇÃO? rsss

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          • M

            MBP

            ± 10 horas

            Menino Francischini, vale lembrar: seu pai pautou toda a campanha e foi eleito com número record de votos "em cima" do fenômeno/mito Bolsonaro. O povo no Brasil passou a ter memória. Lembre-se disto! Seu pai será candidato a prefeito de Curitiba. O povo agora tem memória (consciência e maturidade política).

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            • D

              Dirceu Maciel Batista

              ± 10 horas

              tem que aprovar as pautas do governo que sejam bôas para o Povo.

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