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Hacker invade celular de procurador e conversa em grupo do conselho do MP

    • Estadão Conteúdo e Gazeta do Povo
    • 12/06/2019 16:02
    Procuradoria-Geral da República
    Hacker invadiu celular de procurador e trocou mensagens em grupo de conselho federal do MP. Na imagem, a fachada da Procuradoria-Geral da República, em Brasília.| Foto: José Cruz/Agência Brasil

    O procurador da República Marcelo Weitzel Rabello de Souza teve o celular invadido nesta terça-feira (11) por um hacker, que chegou a conversar com outros procuradores e trocar mensagens em um grupo do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) por meio do aplicativo Telegram.

    Uma das mensagens dizia que o caso revelado no domingo (9) pelo site The Intercept Brasil envolvendo o ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador da República Deltan Dallagnol era apenas "uma amostra do que vocês vão ver na semana que vem", dizia o texto.

    Os colegas estranharam o tom dos torpedos e começaram a questionar o conselheiro no grupo. Na sequência, receberam outro torpedo dizendo: "Aqui é o hacker".

    Os conselheiros então ligaram para Souza, que argumentou que não estaria usando o aparelho no momento dos envios das mensagens. O conselheiro nega que seja uma brincadeira dele com os colegas.

    Hacker trocou mensagens com ex-presidente da ANPR

    Candidato à lista tríplice para novo procurador-geral da República, o ex-presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República Robalinho Cavalcanti trocou mensagens com o hacker que invadiu o celular de Marcelo Weitzel.

    Segundo informações do jornalista Guilherme Amado, da revista Época, no diálogo o hacker afirmou que não tem ideologias, diz "ser um funcionário de TI" e chegou a mandar "um abraço" para Cavalinho Cavalcanti. Leia o diálogo.

    Segundo fontes, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também pode ser uma das participantes desse grupo de Telegram do CNMP. Ela preside o colegiado, que usa o chat de forma institucional, para agendamento de datas de julgamentos ou troca de opiniões. Procurada, Raquel Dodge ainda não retornou para comentar.

    Na segunda-feira (10), o corregedor nacional do Ministério Público, Orlando Rochadel, instaurou reclamação disciplinar para apurar as trocas de mensagens envolvendo o procurador Deltan Dallagnol. A instauração da reclamação foi feita com base nos pedidos dos conselheiros Luiz Fernando Bandeira, Gustavo Rocha, Erick Venâncio e Leonardo Accioly.

    O corregedor nacional também determinou a notificação dos membros do Ministério Público Federal integrantes da Operação Lava Jato para manifestação no prazo de 10 dias.

    Inquérito de hacker da Lava Jato

    A Polícia Federal instaurou há cerca de um mês um inquérito para investigar ataques feitos por hackers aos celulares de procuradores da República que atuam nas forças-tarefas da Lava Jato em Curitiba, no Rio e em São Paulo. Há poucos dias, outro inquérito foi aberto para apurar ataques ao celular do ministro Sergio Moro.

    No domingo, o site The Intercept Brasil divulgou conteúdo de supostas mensagens trocadas pelo então juiz federal Sergio Moro e por integrantes do Ministério Público Federal, como o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

    As conversas mostrariam que Moro teria orientado investigações da Lava Jato por meio de mensagens trocadas no aplicativo Telegram. O site afirmou que recebeu o material de fonte anônima. O The Intercept tem entre seus fundadores Glenn Greenwald, americano radicado no Brasil que é um dos autores da reportagem.

    De acordo com o site, há conversas escritas e gravadas nas quais Moro sugeriu mudança da ordem de fases da Lava Jato, além de dar conselhos, fornecer pistas e antecipar uma decisão a Dallagnol.

    Os hackers miraram especialmente em mensagens trocadas por meio do Telegram. As vítimas, que não haviam acionado a verificação em duas etapas, recurso que adiciona camada adicional de segurança às mensagens, tiveram suas conversas violadas pelos criminosos, segundo fonte a par da investigação.

    Os procuradores notificaram a Polícia Federal após um deles desconfiar de mensagem recebida por meio do aplicativo. O ataque em massa foi descoberto e começou a ser apurado pela PF.

    3 COMENTÁRIOSDeixe sua opinião
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    Comentários [ 3 ]

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    • R

      Renata

      ± 0 minutos

      Então, eu li as conversas, e ele parece ter facilidade nos acessos. Acho que no geral as informações ligadas a interesses públicos estão desprotegidas. Imagine ele ter acesso a informações de segurança do país. Será que a Abin já não teria de ter sido envolvida até para avaliar qual seria a diretriz geral para pessoas do serviço público?

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      • R

        Ricardo Fanti

        ± 2 horas

        Hacker é criminoso. Também é quem dá ouvidos a ele contra pessoas que lutam pela Justiça.

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        • O

          Osvaldo Colarusso

          ± 2 horas

          Essa "americana" e seu "marido" são bandidos, repulsivos, danosos

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