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Protesto em Curitiba foi encerrado por volta das 17 horas. Um dos organizadores é Eder Borges (foto), que ocupa um cargo comissionado no gabinete do deputado estadual Coronel Lee (PSL)
Protesto em Curitiba foi encerrado por volta das 17 horas. Um dos organizadores é Eder Borges (foto), que ocupa um cargo comissionado no gabinete do deputado estadual Coronel Lee (PSL)| Foto: Eder Borges/Reprodução/Facebook

Pelo menos seis capitais brasileiras registraram neste domingo (19) atos de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e contra as medidas de isolamento social adotadas para conter a pandemia de coronavírus. As manifestações foram registradas em Brasília, São Paulo, Curitiba, Salvador e Manaus e Recife. O presidente chegou a participar de um ato em Brasília, onde discursou para apoiadores à tarde.

Os manifestantes em Brasília participaram de uma carreata em apoio ao presidente. Eles também pediam o fechamento do Congresso Nacional, a volta do AI-5 e as Forças Armadas nas ruas. Bolsonaro fez um discurso de improviso em frente ao Quartel General do Exército em Brasília, ponto final da manifestação. “Eu estou aqui porque acredito em vocês. Vocês estão aqui porque acreditam no Brasil”, disse Bolsonaro do alto de uma caminhonete. O presidente voltou a criticar a “velha política”.

"Nós não queremos negociar nada. Nós queremos é ação pelo Brasil. O que tinha de velho ficou para trás. Nós temos um novo Brasil pela frente. Todos, sem exceção no Brasil, têm que ser patriotas e acreditar e fazer a sua parte para que nós possamos colocar o Brasil no lugar de destaque que ele merece. Acabou... acabou a época da patifaria. É agora o povo no poder. Mais do que o direito, vocês têm obrigação de lutar pelo país de vocês. Contem com seu Presidente para fazer tudo aquilo que for necessário para que nós possamos manter a nossa democracia e garantir aquilo que há de mais sagrado entre nós, que é a nossa liberdade. Todos no Brasil têm que entender que estão submissos à vontade do povo brasileiro. Tenho certeza: todos nós juramos um dia dar a vida pela Pátria e vamos fazer o que for possível para mudar o destino do Brasil. Chega da velha política! Agora é Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”, disse ele.

Mais cedo, o presidente usou as redes sociais para defender a flexibilização do isolamento social. "A continuar com o fecha geral não está difícil de saber o que nos espera", escreveu o presidente em sua conta pessoal no Twitter.

Em São Paulo manifestantes fazem carreata pedindo impeachment de Doria

Pelo segundo dia consecutivo, ocorreu manifestação de apoio ao presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista e no bairro dos Jardins, em São Paulo. Inicialmente convocados como carreatas, os atos aglomeraram pessoas a pé, incluindo idosos, com concentração em frente à Fiesp.

Nos dois dias as demonstrações partiram do Ginásio do Ibirapuera. Apesar de imagens das convocações frisarem a saída do governador João Doria, nas redes e nos adesivos e faixas as pautas eram muitas, com críticas a veículos de imprensa e ao Supremo Tribunal Federal. O ato deste domingo chegou a fechar uma das pistas da avenida.

Tomé Abduch, porta-voz do movimento Nas Ruas, ligado à deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), convidou ao longo da semana para a carreata deste domingo e o movimento pedia para que as pessoas não saíssem dos carros.

"As nossas pautas serão 'Fora Rodrigo Maia', que ninguém mais suporta esse homem governando nosso país, 'o isolamento vertical responsável' e também a 'PL 149 não' que pode destruir o nosso país e dar para os governadores de todos os Estados um dinheiro gigantesco sem qualquer contrapartida", disse Tomé, em vídeo postado nesta manhã.

O "isolamento vertical" é o isolamento social apenas dos que estão no grupo de risco à exposição ao vírus, como maiores de 60 anos e portadores de doenças crônicas. A teoria é vista com ceticismo pela comunidade médica.

A página do Movimento Avança Brasil, movimento bolsonarista com maior número de seguidores, além do "Fora Doria", pedia a saída do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e dos presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre. A página transmitiu imagens dos atos dos dois dias.

Curitiba teve gritos de ‘Fora, Maia’

Curitiba também registrou uma manifestação na tarde deste domingo (19) em apoio ao presidente. O “Acampamento da Lava Jato” e “República de Curitiba” estão entre os organizadores.

Uma carreata começou no início da tarde, partindo do Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, até a sede da RPC, afiliada da Globo no Paraná, no bairro Mercês. A emissora foi um dos alvos da manifestação, que também criticou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

No ponto final da carreata, manifestantes também se concentraram na calçada, com gritos de “fora Maia”, “fora Globo” e “queremos trabalhar”, além de bandeiras do Brasil. Também houve hino nacional e oração. O protesto foi encerrado pouco antes das 17 horas.

Manifestação em Recife tentou fechar BR-232

Em Recife, uma grupo de manifestantes fez um protesto na BR-232, na Zona Oeste da cidade. O ato foi realizado neste domingo, em frente à sede do Comando Militar do Nordeste.

Os manifestantes declaravam apoio a Bolsonaro e exibiam faixas pedindo intervenção militar. O grupo tentou bloquear a rodovia, mas os carros foram removidos pela Polícia Rodoviária Federal.

Outras capitais registraram carreatas

Em Salvador também houve carreata neste domingo (19). Os manifestantes pediam a suspensão da quarentena, contrariando recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para enfrentar o coronavírus.

Em Manaus, manifestantes em carreata pediam a saída do governador Wilson Lima do comando do Estado do Amazonas. No final do ato, motoristas desceram dos veículos, usando máscaras, e provocaram aglomeração em frente ao Comando Militar da Amazônia.

Casos confirmados de coronavírus

O Brasil tem neste domingo (19) 38.654 casos confirmados de coronavírus e 2.462 mortes registradas, segundo dados do Ministério da Saúde. Em 24 horas, foram registradas 115 mortes e 2.055 novos casos da doença. A taxa de letalidade permanece a mesma, de 6,4%.

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