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Presidente da Funai demitido
Presidente da Funai, Franklimberg Ribeiro de Freitas, à direita, foi demitido nesta terça-feira (11).| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O general Franklimberg Ribeiro de Freitas foi demitido do cargo de presidente da Funai - Fundação Nacional do Índio (Funai). O próprio militar confirmou a informação e aguarda publicação da exoneração da presidência do órgão nesta quarta-feira (12) no Diário Oficial da União.

Na tarde desta terça-feira, Franklimberg disse à Agência Estado que recebeu uma ligação do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos informando sobre a exoneração. Ele estava na presidência da Funai desde janeiro e passou a ser alvo de pressão de ruralistas liderados pelo secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura (Mapa), Luiz Antonio Nabhan Garcia.

Presidente da Funai diz que órgão é alvo de interesses

Questionado sobre o assunto, o general disse que a Funai continua a ser alvo de interesses sem nenhuma relação com a causa indígena e que estes, mais uma vez, prevalecem no caminho da autarquia ligada ao Ministério da Justiça (MJ).

"A realidade é que, infelizmente, assessores do presidente da República que pensam quem conhecem a vida e a realidade dos povos indígenas têm assessorado muito mal o presidente da República", disse Franklimberg à reportagem, sem citar o nome de Nabhan.

Luiz Antonio Nabhan Garcia é amigo de longa data do presidente Jair Bolsonaro. Presidente licenciado da União Democrática Ruralista (UDR), passou a ser o principal articulador das mudanças na demarcação de terras indígenas e licenciamento ambiental envolvendo essas áreas. Ocorre que o governo não conseguiu manter a Funai debaixo de seu controle no Mapa e viu a Funai voltar para o MJ, após derrota no Congresso.

"A informação que recebi é que, na quinta-feira, quando a Funai volta para o Ministério da Justiça, já não estarei aqui. Há vetores externos sobre a Funai que, em seu histórico, sempre estão prevalecendo sobre as políticas indígenas", disse o general. "Não fiz nada de errado. Procurei cumprir com todas as missões institucionais e as políticas do governo. Hoje o futuro da Funai é incerto. Não há como definir o amanhã."

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