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Caso de suposta agressão a ator negro e gay mostra obsessão da mídia americana por narrativa “progressista”
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Mais um caso de fake news aqui nos Estados Unidos demonstra como a mídia mainstream tem mergulhado de cabeça em histórias pra lá de suspeitas quando a narrativa é atraente pela ótica “progressista”. O ator Jussie Smollett alegou que foi atacado ao andar pelas ruas de Chicago de madrugada há duas semanas. Chicago, local do ativismo de Obama, um dos lugares mais esquerdistas do país.

Seu relato era cheio de furos desde o começo, mas o fato de ele ser gay e negro foi irresistível para a imprensa: várias chamadas trataram a coisa não só como verdade incontestável, mas como evidência de que a América de Trump é mesmo um país racista e preconceituoso, e que a culpa é do presidente, claro.

Com o passar do tempo, porém, os indícios de farsa foram ficando muito fortes. Há apenas 60 segundos de imagens não gravadas no percurso do ator, e ele aparece logo depois, desse que teria sido o momento do ataque, ainda segurando seu sanduíche do Subway. Alguém espancado dá tanto valor assim ao sanduba para não larga-lo de jeito algum? Deveria ser contratado pela rede de fastfood como garoto-propaganda…

Ele esperou 40 minutos depois que chegou ao hotel para ligar para a polícia. Ele alegou que os agressores usavam bonés do MAGA, slogan de Trump, e que o reconheceram do programa “Empire”. Alguém fã de Trump assiste esse programa, por acaso? Algum eleitor de Trump sequer já ouviu falar desse troço?

Ele se recusou a dar o telefone de cara para os investigadores, ainda que dissesse que estava no telefone quando foi atacado. Rumores indicam que ele estava prestes para ser cortado do programa, e o caso sem dúvida lhe deu holofote e garantiu sua manutenção no show. Os dois suspeitos foram soltos sem nenhuma acusação e há relatos na imprensa que eles eram próximos ao ator e foram contratados pelo mesmo para forjar o ataque.

Segundo a CBS, o ator comprou corda e um boné vermelho, chegando a ensaiar o ataque com os sujeitos. O objetivo seria chamar a atenção da imprensa e reverter uma eventual dispensa do seriado de TV. O boné vermelho sugeriria que um eleitor de Trump estaria por trás do ataque. Tudo uma grande armação.

Smollett é um ilustre desconhecido do público brasileiro. Por que isso é relevante, então? Pois mostra o modus operandi da mídia aqui, parecido com o da nossa própria imprensa. A meta é encaixar fatos numa narrativa prévia, não mais investigar de forma imparcial. Se depois fica provado que era hoax, fraude, muda-se de assunto e tudo bem. Fica por isso mesmo.

Foi a mesma coisa com os alunos da escola católica de Kentucky e o nativo americano, que teria sido hostilizado. Tudo mentira, como ficou claro depois. Os jornalistas querem vender uma América racista, mas precisam inventar casos ou acreditar em casos falsos, o que indica uma nação não tão preconceituosa assim, ao contrário do que prega a esquerda. As redes sociais, claro, não perdoam:

Alguém surpreso com a perda de credibilidade da mídia?

Rodrigo Constantino

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