i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?

Rodrigo Constantino

Foto de perfil de Rodrigo Constantino
Ver perfil

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

O problema dos igualitários é desconsiderar que homens e mulheres são diferentes

  • PorRodrigo Constantino
  • 09/03/2018 09:27
O problema dos igualitários é desconsiderar que homens e mulheres são diferentes
| Foto:

Por João Luiz Mauad, publicado pelo Instituto Liberal

“Existem mentiras, mentiras deslavadas e estatísticas”

A frase em epígrafe, atribuída tanto ao ex-primeiro ministro inglês Benjamim Disraeli quanto ao escritor Mark Twain, pode ser um tanto exagerada, mas resume uma tendência da mídia em geral – e da mídia tupiniquim em particular – de tomar levantamentos e medidas estatísticas como verdades absolutas, sem maiores considerações.

Este parece ser o caso de uma matéria publicada hoje pelo jornal Folha de São Paulo – provavelmente para comemorar o ‘dia internacional da mulher’ -, com chamada em letras garrafais na primeira página do portal, cuja manchete da edição impressa é a seguinte: “Salário desigual entre homens e mulheres reduz PIB”. A matéria e o “estudo” que ela resume são tão manifestamente sem sentido que, num primeiro momento, deu até preguiça de comentar.

Primeiro, “descobriram” que eventuais diferenças salariais entre homens e mulheres são motivadas por preconceito, e não por outros fatores. Que alguém faça um trabalho de mestrado para confirmar o próprio viés ideológico, é algo até esperado. Mas a coisa é tão gritante que o próprio autor, talvez envergonhado de suas manipulações estatísticas, deixa claras ao leitor atento as suas práticas, digamos, bastante heterodoxas. Vejam, por exemplo, este trecho, que descreve como o “estudo” chegou à conclusão de que as diferenças salariais são motivadas por preconceito:

“Para calcular a discriminação por gênero em três mil municípios brasileiros, Santos utilizou a RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), que reúne dados do mercado formal de trabalho.

O estatístico chegou a uma estimativa do tamanho do preconceito depois de isolar o impacto de outros fatores que, comprovadamente, influenciam os salários. Ou seja, ele identificou o que restou de diferença entre as remunerações de homens e mulheres depois de descontados os efeitos como escolaridade, ocupação, tempo de empresa, raça e região.

Assim se uma mulher ganha menos do que um homem por ter um diploma de ensino superior menos valorizado do que o dele, esse efeito não distorceria os resultados encontrados.

Mas há outras questões – como interrupções na carreira causadas por pausas relacionadas à maternidade e qualidade da formação – que não foram quantificadas.”

Em outras palavras, o autor desconsiderou completamente algumas variáveis de suma importância: qualidade da formação e escolhas e comportamentos das próprias mulheres.  Ora, não é preciso fazer nenhum “estudo” estatístico para intuir que, se uma mulher tiver a mesma formação e se dispuser a abdicar do casamento, dos filhos, do lazer, puder viajar com frequência, etc., seu salário será equivalente ao do homem.

O problema dos igualitários é desconsiderar completamente que homens e mulheres são diferentes, por natureza e atavismo. Que questões biológicas e evolutivas têm peso talvez até maior que questões sociais e econômicas na definição de salários e ordenados.

Mas não bastava “descobrir” algo que muitos outros já haviam “descoberto”. Estava faltando a cereja do bolo. Concluíram então que o PIB do Brasil seria muito maior, não fosse esse famigerado preconceito contra a mulher.

“Os resultados da tese recém-concluída confirmaram: a discriminação contra a mulher no mercado de trabalho reduz o crescimento econômico.

“Segundo o estudo, entre 2007 e 2014, cada 10% de aumento na diferença entre salários – que tenha relação com o preconceito de gênero – reduziu em cerca de 1,5% a expansão do PIB per capita dos municípios brasileiros.”

Conclusão genial.  Eu adoro a utilização de estudos e argumentos contra-factuais especulativos (o famoso “e se”) para demonstração de teorias estapafúrdias. Ora, sem entrar no mérito teórico dessa bobagem, o mínimo que o autor deveria explicar é como foi que países como a China sustentaram índices de crescimento tão altos, durante tantos anos, com salários médios mais baixos que os nossos. Fico pensando: será que já ouviram falar de outras variáveis como taxa de retorno, custo-benefício, produtividade?

Que a Folha de São Paulo publique algo tão fake, tão aparentemente rasteiro como verdade absoluta e principal matéria do dia, é previsível. Afinal, trata-se da Folha de São Paulo, um jornal que tem priorizado a ideologia, antes da informação, já faz tempo. Mas chega a ser risível que uma instituição como o Insper tenha aceitado – e divulgado – uma tese de mestrado em economia desse nível.

Haja lacração para comemorar o dia da mulher!

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.