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Rodrigo Constantino

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Pior do que “fake news” é a “hidden news”: os casos de Olavo de Carvalho e Jair Bolsonaro

Por Adolfo Sachsida, publicado pelo Instituto Liberal

Hoje existe grande comoção por parte de alguns contra as FAKE NEWS, isto é, contra as notícias falsas que circulam na internet e nas mídias sociais. Certamente esse é um problema sério: em questão de dias se destrói a reputação de pessoas prejudicando famílias inteiras. Em muitos casos as pessoas perdem os empregos e dão adeus a seu futuro, em outros casos deturpa-se completamente a verdade causando enorme confusão e dificultando a habilidade do indivíduo (consumidor, empreendedor, eleitor, etc.) de tomar as decisões mais acertadas.

Pior do que o FAKE NEWS é a política de destruição de reputações. Enquanto a fake news é aleatória e pode destruir qualquer pessoa, empresa ou fato histórico, a política de destruição de reputações é o uso sistemático da FAKE NEWS para obter algum objetivo, seja ele destruir a reputação de uma pessoa, de uma empresa, ou mesmo de uma causa. Nos anos dourados do petismo, muitos conhecerem de perto a máquina de moer reputações (criadas por blogs sujos, perfis fake, e uma série de militantes alinhados a causa). Não foram poucos os que sofreram nessa época. O PT tinha até uma lista negra de jornalistas. Curiosamente, parte importante dos que reclamam das fake news hoje não viam problema algum nas máquinas criadas para destruir reputações há apenas 3 ou 4 anos atrás.

De minha parte sempre fui contra as FAKE NEWS, tanto no passado, como no presente, e serei contra no futuro. Divulgar notícias falsas atrapalha e deturpa o livre trânsito de ideias, informações, e pensamentos honestos; criar e divulgar notícias falsas é uma maneira imoral de querer vencer um debate (ou destruir um oponente).

Por mais nocivas que sejam as FAKE NEWS, pior ainda é o que chamo de HIDDEN NEWS. Hidden news (notícias escondidas) é a ocultação deliberada da informação visando destruir um oponente, ou um movimento, ou mesmo uma ideia pela proibição silenciosa de sequer anunciar sua existência. Por exemplo, durante as manifestações pelo impeachment de Dilma, entre os anos de 2015 e 2016, centenas (talvez milhares) de pessoas foram as ruas com o cartaz “OLAVO TEM RAZÃO”. Com raras exceções, os veículos da mídia tradicional ignoraram solenemente esse cartaz. Tudo porque era proibido divulgar o nome do filósofo Olavo de Carvalho. Sejamos francos, você vai numa manifestação pelo impeachment e se defronta com  centenas de cartazes “OLAVO TEM RAZÃO”, isso não te deixa curioso? Isso não te chama atenção? Você não procura saber mais sobre isso? Bom, boa parte da mídia brasileira silenciou sobre isso, isto é, OCULTOU A INFORMAÇÃO.

Enquanto as FAKE NEWS podem eventualmente ser desmentidas, o indivíduo não tem essa possibilidade com as HIDDEN NEWS. Afinal, ele sequer sabe que não sabe de determinada informação.

Um exemplo mais recente foi o pré-lançamento da candidatura do Deputado Jair Bolsonaro a presidência da república. Note que a rede Globo sequer noticiou esse fato (pelo menos não no Jornal Nacional). Goste-se dele ou não, o fato é que Bolsonaro, com 20% das intenções de voto, lidera a corrida para o palácio do Planalto, será que ele não é notícia? Compare isso com o  destaque que o Jornal Nacional deu ao pré-lançamento da candidatura de Rodrigo Maia (que tem apenas 1% das intenções de voto). Esse é mais um exemplo de HIDDEN NEWS, oculta-se deliberadamente a candidatura de Bolsonaro na esperança de que o silêncio de alguns veículos de mídia tradicional o fará cair no esquecimento do povo.

Me arrisco mesmo a especular que as HIDDEN NEWS potencializaram as FAKE NEWS. Isto é, cansados de não terem acesso as informações (por causa da política de Hidden News adotada por muitos veículos tradicionais de mídia) os consumidores passaram a procurar outras fontes de informação. Nesta busca por fontes alternativas de informação, com o objetivo de evitar a hidden news, muitos acabaram se informando em fontes menos confiáveis (que abusam das fake news).

Muitos criticam acertadamente as FAKE NEWS, mas a grande maioria se esquece de criticar as HIDDEN NEWS. Ambos os problemas são sérios, e a melhor maneira de combate-los é com liberdade de imprensa. O tempo, cedo ou tarde, revelará a verdade. E até que o tempo revele a verdade sempre teremos o acesso a justiça para punir judicialmente os que, por meios imorais e ilegais, tentam destruir a reputação de empresas e indivíduos honestos.

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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