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Rodrigo Constantino

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O almoço nada grátis de Haddad

Fonte: Veja

Eis a “solução mágica” que o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), encontrou para a questão do transporte público e do “passe livre”: mais imposto! Segundo o site G1:

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse nesta terça-feira (13) que a cobrança de R$ 0,50 de tributo no litro da gasolina permitiria abater R$ 1,20 no preço da tarifa, segundo pesquisa encomendada pela Prefeitura. O estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), cujos resultados foram citados por Haddad, aponta que o subsídio seria posssível a partir de nova aplicação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre combustíveis.

O petista, que é vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), defendeu que seja adotado o “subsídio cruzado” como alternativa para baratear o transporte em grandes cidades.  A medida consiste em encontrar fontes de recursos a partir de outros setores. Ele cobrou ainda a municipalização da Cide.

“Hoje a FGV anunciou dados preliminares de uma pesquisa que vem sendo feita, a pedido da Prefeitura, desde março deste ano, dando conta que uma Cide de R$ 0,50 sobre o litro da gasolina poderia proporcionar um desconto de R$ 1,20 no preço da tarifa”, afirmou.

Segundo o levantamento da FGV, a medida beneficiaria 78% da população, principalmente na faixa dos que ganham até 12 salários mínimos. Para o prefeito, “criar o subsídio cruzado entre transporte individual e o transporte público teria um impacto ambiental e social favorável”.

Como se os impostos sobre o combustível já não fossem gigantescos! Como se fosse justo jogar sempre a conta para ombros alheios! Como se mais impostos fossem a saída para a incompetência do estado! Mas isso não foi inesperado. Ao menos não para mim.

Quando os jovens do Movimento Passe Livre tomaram as ruas e descobriram que é gritando que se consegue as coisas, o caminho estava aberto para mais privilégios. Quem não chora não mama, diz o ditado. Aqui no Brasil, quem não chora, não grita e não quebra coisas nas ruas, não mama.

O “almoço grátis” é esse: os outros pagam a conta. O governo primeiro congela as tarifas, depois sobe impostos para quem anda de carro, qual será o próximo passo? Obrigar os proprietários de automóveis a dar “carona grátis” para os demais?

Incapaz de fornecer um transporte público minimamente decente, o governo acaba avançando sobre nossos bolsos cada vez mais, como se o problema fosse falta de recursos. É uma afronta! Uma indecência! Como o cobertor é curto, o que aconteceria se os proprietários de carros também se organizassem e saíssem às ruas, quebrando tudo e gritando palavras de ordem?

Em um sistema onde a intensidade do grito é que determina as benesses estatais, o que podemos esperar da população? Que cada um trabalhe duro para se sustentar? Ou que cada um tente se organizar em grupos barulhentos para pleitear privilégios, jogando a fatura para outros? Pois é…

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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