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Marx e o flautista de Hamelin
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Por Victor Sezino, publicado pelo Instituto Liberal

O Flautista de Hamelin é um conto dos irmãos Grimm sobre um flautista chamado à cidade de Hamelin (Alemanha) para, com sua música, encantar e livrar a cidade da infestação de ratos que a assolava. Isso feito, o flautista encantador não recebeu seu pagamento. Então, ele retornou à cidade, tocou a sua flauta e encantou 130 crianças, fazendo-as sumir para sempre, deixando só tristeza e silêncio na cidade.

Em meados do século XIX, Karl Marx tocou sua sedutora flauta, com músicas intituladas: “O Capital” ou “O Manifesto comunista”. A melodia é suave, encantadora. Quem ouve, a princípio, sente a necessidade de conhecer mais e mais o artista, afinal, quem não quer ter tudo, merecer tudo e delegar suas decisões a outrem, se livrando de sua responsabilidade individual, vivendo em um maravilhoso mundo onde todos são iguais…  De fato, promover uma retórica que se apropria do bem alheio para um bem comum traz uma possibilidade infinita de equalização dos interessados nessa dinâmica. É realmente uma revolução.

O que não se vê? Na prática, os adeptos e defensores desse “artista” e sua obra passam a fazer parte de uma ideologia invejosa. Um mundo onde há valores não recompensados e recompensas não merecidas. A tentativa desesperada de igualar indivíduos diferentes acaba historicamente nivelando todos por baixo, basta ver o desastroso exemplo da Venezuela e o recente exemplo do que a Argentina está se tornando. O controle total do Estado sobre os meios de produção e o capital mostra também o controle sobre as riquezas das nações.  Mais do que isso, o Estado controla de forma covarde a pobreza também. O discurso virtuoso de igualdade fere na partida a individualidade. Pergunto: e quem quiser ser diferente? A pobreza deve ser sim cuidada, não as diferenças. Um cidadão de classe média no Brasil e o Neymar Jr. têm claramente uma diferença social, mas não há pobreza entre eles, e isso não dá o direito de nos apossarmos do iate do rapaz.

O Marxismo, assim como a música do flautista de Hamelin, é sedutor: mostra, de início, a resolução de muitos problemas, mas, a exemplo do conto, há sempre um final trágico, triste e covarde. A obra de Marx poderia ter ficado no campo dos contos fictícios, assim como a obra dos irmãos Grimm, mas, em pleno século XXI, ainda ouvimos alguém tocar a flauta marxista, e ainda encantando muita gente. Como dizem hoje em dia, o golpe está aí, cai quem quer.

*Artigo publicado originalmente no site do Instituto Líderes do Amanhã por Victor Griffo Sezino.

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