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Governo de São Paulo alerta para baixo nível dos reservatórios de água no estado

Governo de São Paulo pede que a população economize água diante de umas das piores secas dos últimos dez anos.
Governo de São Paulo pede que a população economize água diante de umas das piores secas dos últimos dez anos. (Foto: mrjn Photography | Unsplash)

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O governo de São Paulo lançou uma campanha para pedir que a população economize água diante de uma das piores secas dos últimos dez anos. Com o mote "Gota por gota. Mais do que nunca", a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirma que, apesar das chuvas recentes, os níveis dos reservatórios seguem baixos e exigem atenção.

Segundo a Sabesp, o sistema integrado metropolitano, que reúne os mananciais que abastecem a Grande São Paulo, opera atualmente com 41,5% da capacidade. Em alguns meses de 2025, o volume de chuvas ficou até 70% abaixo da média histórica, o que impactou diretamente os reservatórios.

"Foi um dos períodos mais críticos dos últimos dez anos do ponto de vista hidrológico", afirma Alexandre Marques, gerente de operações da Sabesp. De acordo com ele, as chuvas deste início de ano ajudam na recuperação, mas ainda não são suficientes para afastar o cenário de alerta.

Hoje, a Sabesp atende 375 municípios no estado e praticamente toda a região metropolitana da capital, com exceção de Mogi das Cruzes e São Caetano do Sul, que têm outros operadores.

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Redução de pressão e economia de 83 bilhões de litros

Desde agosto do ano passado, por determinação da agência reguladora Arsesp, a companhia adotou a redução de pressão noturna nas redes de abastecimento, das 19h às 5h. A medida tem como objetivo preservar os mananciais e diminuir perdas.

De acordo com a Sabesp, a iniciativa já resultou na economia de 83 bilhões de litros de água, volume suficiente para abastecer, por um mês, as cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

A redução de pressão pode afetar imóveis localizados em áreas mais altas ou distantes dos reservatórios, especialmente durante a madrugada, o que explica a falta de água relatada por moradores da capital, principalmente em horários próximos à redução da pressão.

A companhia orienta que todas as edificações tenham caixa-d’água, conforme norma técnica. Para famílias cadastradas no CadÚnico e enquadradas na tarifa social ou vulnerável, há um programa de doação e instalação gratuita de reservatórios.

Apesar da seca, o consumo médio de água, incluindo o setor industrial, manteve-se dentro da média histórica, segundo a empresa.

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Perdas na rede e investimentos

Em 2024, último dado oficial disponível, o índice de perdas na distribuição foi de 29,4%. Desse total, 19,4% correspondem a perdas reais, como vazamentos, e 10% a perdas aparentes, como furtos.

Entre 2020 e 2024, o investimento médio anual da Sabesp no combate a perdas foi de cerca de R$ 900 milhões. Após a desestatização, a previsão é elevar esse valor para R$ 1,68 bilhão por ano até 2029, segundo a companhia. Parte dos recursos é destinada à renovação de tubulações e à modernização de equipamentos, para reduzir vazamentos e aumentar a eficiência operacional.

Além disso, a empresa prevê investir R$ 5 bilhões até 2027 em obras de segurança e resiliência hídrica na região metropolitana. A expectativa é acrescentar 8 mil litros de água por segundo à capacidade de produção, beneficiando cerca de 22 milhões de pessoas.

Recentemente, foi inaugurada uma nova captação no sistema Itapanhaú, que ampliou em 17% o volume de água destinado ao Sistema Produtor Alto Tietê.

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Mesmo sem previsão de racionamento, o governo estadual intensificou o apelo à população. A campanha destaca que as chuvas intensas do verão não estão atingindo de forma direta as áreas dos reservatórios e que a recuperação dos níveis depende de precipitações consistentes ao longo do tempo.

Pequenas atitudes no dia a dia, reforça a Sabesp, ajudam a preservar os mananciais, como evitar lavar calçadas, reduzir o tempo de banho e fechar a torneira ao escovar os dentes.

"A água é um bem finito. A conservação é fundamental, especialmente em momentos de escassez", afirma Marques.

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