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Fator que aumenta as chances de enfarte e derrame cerebral, a hipertensão arterial atinge cerca de 30 milhões de brasileiros, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). O nível ideal da pressão arterial deve ser de 12 por 8. "Podemos considerar a hipertensão um problema de saúde pública", diz a cardiologista do Prolab Centro Diagnóstico Cardiológico de Curitiba, Ana Camarozano.

O principal fator que leva a pessoa a desenvolver a pressão arterial alta antes dos 40 anos, segundo a médica, é a hereditariedade. "Ele carrega genes que modificam o metabolismo e levam ao problema sem causa aparente", diz. Após os 40 anos, é mais fácil desenvolver o problema, tendo ou não predisposição genética, por causa de hábitos não sadios como falta de exercício físico, má alimentação e obesidade.

Quem tem o problema na faixa dos 30 anos, de acordo com a médica, deve prestar atenção se a hipertensão não está associada com outras doenças primárias, como o hipertireoidismo ou complicações renais. "No jovem, dificilmente é familiar, e sim secundário a alguma outra alteração", explica Ana. A médica orienta que a pessoa com história familiar procure avaliação cardiológica ainda na faixa dos 20 anos ou no surgimento de algum sintoma. Pessoas sem fatores de risco devem procurar um cardiologista somente após os 40 anos.

Em casos graves, de pressão arterial que varia de 16 a 18, são usados medicamentos anti-hipertensivos, combinados com mudanças no estilo de vida. Em pacientes com níveis um pouco mais leves, a recomendação é que o tratamento seja realizado somente com exercício aeróbico, redução de sal e embutidos e perda de peso. "Com essa orientação, damos intervalo de seis me­­ses e aí sim reavaliamos para ver se o remédio é de fato necessário para o controle", esclarece a cardiologista.

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