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Terapia celular e biotecnologia, doenças infecciosas em pediatria e geomedicina são algumas das linhas de pesquisa da equipe do Instituto Pelé Pequeno Príncipe, que conta com 14 pesquisadores. Atualmente, 37 trabalhos estão em andamento, entre eles uma investigação sobre transtornos cognitivos e comportamentais, que beneficiou mais de 500 crianças. Critérios para diagnóstico e tratamento dos problemas, assim como identificação de fatores biológicos que podem estar atrelado aos transtornos, são estudados. Um convênio foi estabelecido com a prefeitura de Curitiba, e o instituto acompanhou 600 crianças da rede municipal de ensino, consideradas hiperativas. A pesquisa descobriu casos de pacientes medicados sem necessidade e de crianças com problemas de visão e auditivos, que foram diagnosticadas erroneamente.

Outras duas pesquisas são o teste de DNA para detecção de mutação genética, associada ao tumor de córtex adrenal, e o projeto geomedicina, que estuda os fatores ambientais e a saúde pública. Esse último coleta água em todas as bacias hidrográficas do Paraná em busca de contaminantes químicos. Os dados são cruzados com estatísticas de saúde da criança e do adolescente, com o objetivo de criar um banco de dados para orientar políticas públicas de saúde. Já a pesquisa do DNA associado ao tumor, lançada em 2005, trabalha com crianças de todo o Paraná. É disponibilizado, para recém-nascidos, um exame gratuito de DNA para identificar a mutação genética relacionada ao tumor de córtex adrenal.

Já foram triadas, em cinco anos, 170 mil crianças. 670 delas tinham a mutação e foram acompanhadas periodicamente por um médico, para que, se o tumor se desenvolvesse, fosse realizada cirurgia imediatamente. 17 tumores foram identificados precocemente. Os pacientes foram operados e hoje levam uma vida normal. No Paraná, a incidência deste problema é 15 vezes maior do que no restante do mundo. Por isso a família dos pacientes também é acompanhada, para colaborar com as conclusões dos pesquisadores.

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