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Veja algumas atitudes que podem ajudar a prevenir quedas:

- Ingerir suplementos de Vitamina D e Cálcio;

- Praticar atividade física;

- Ter uma nutrição balanceada;

- Colocar tapetes com ventosas nos ambientes;

- Usar assento para banho e chuveiro ajustável;

- Elevar vaso sanitário e colocar alças de apoio;

- Usar esfregão com cabo longo para a limpeza;

- Prefira se vestir sentado para manter o equilíbrio;

- Coloque lâmpadas fotossensíveis nas passagens e em pontos estratégicos do quarto e nos corredores;

- Mantenha os pisos do banheiro, cozinha, lavanderia e entradas bem secos;

- Coloque fitas adesivas próprias sob os tapetes, passadeiras e capachos;

- Prefira carpetes com fios baixos são mais seguros;

- Considere a instalação de sensor de presença que acende a lâmpada quando uma pessoa se aproxima;

- Sempre use sapatos que tenham solado antiderrapante;

- Se usar bengala, coloque ponteira de borracha para evitar que escorregue.

Falta de equilíbrio, enfraquecimento dos músculos, perda da visão e audição e viver em ambiente inapropriado são fatores que contribuem para a queda de idosos, que é hoje a responsável por 70% das mortes acidentais de pessoas acima de 75 anos, segundo levantamento do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. A queda é também a sexta causa de óbito entre a população com 65 anos ou mais.

De acordo com relatório do Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba, houve 65 mortes causadas por queda de pessoas com mais de 65 anos em 2012 na capital e região metropolitana, o que gera uma média de cinco casos por mês. Os dados se referem ao período entre 1º de janeiro e 26 de dezembro e apontam somente a causa preliminar da morte, que pode ter sido confirmada ou não após avaliação médica.

O médico geriatra e membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Rubens de Fraga Junior, também alerta que 5% das quedas resultam em fraturas, e que aproximadamente dois terços dos idosos que caíram uma vez, estatisticamente, poderão cair novamente nos próximos seis meses.

A aposentada Anna Rossetto, 77 anos, conta que já caiu duas vezes, ambas na Avenida República Argentina, no bairro Portão, em Curitiba. "Tinha um desnível na rua e eu caí, cheguei a quebrar o braço e precisei fazer cirurgia", relatou. No outro acidente, ela estava com o marido e os dois caíram juntos. "Estávamos indo à missa, não sei bem como aconteceu, me desequilibrei e caímos os dois", contou. O casal machucou os braços e joelhos. "Depois disso eu fiquei com medo de ir à missa", lamentou. Na casa de Anna, há apoios no box do banheiro e somente tapetes antiderrapantes.

Atenção ao ambiente inapropriado

Segundo Fraga Junior, as quedas ocorrem, na maioria das vezes, em razão do ambiente inapropriado (54% dos casos, segundo o Ministério da Saúde), como piso escorregadio, objetos deixados no chão, degraus e cama com altura elevada, por exemplo. Em 66% das vezes, os idosos caem dentro da própria casa, em 22% na rua e o restante na casa de parentes e amigos.

Conforme o geriatra, é importante fazer algumas adaptações em casa, para evitar esses acidentes. "São adaptações simples, como usar tapetes com ventosas, colocar assento para banho e alças de apoio no chuveiro e elevar o vaso sanitário", disse o médico. Ele também sugere que os idosos se vistam sentados, pois assim conseguem ficar equilibriados.

Além do ambiente, fatores que envolvem a saúde do idoso também contribuem para as quedas. Doenças neurológicas são responsáveis por 14% das quedas, segundo o Ministério da Saúde. "Idosos com demências, principalmente a doença de Alzheimer, estão propensos a quedas", afirmou o especialista. Nesses casos, é recomendado que o idoso tenha acompanhamento constante de um parente ou profissional de saúde. Atividade física e a ingestão de suplementos de vitamina D e cálcio para fortalecer os ossos também ajudam a diminuir as quedas, segundo o médico.

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