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“As Crônicas de Nárnia” aproximou a juventude de C.S. Lewis e da Bíblia

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“No seu mundo, eu também existo, mas lá tenho outro nome”, diz o sagaz leão Aslam em um dos capítulos das Crônicas de Nárnia, uma série de livros escrita pelo autor C.S. Lewis entre 1949 e 1954.

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Ela conta a história de quatro irmãos que descobrem ao acaso a encantada terra de Nárnia, onde faunos, bruxas e animais falantes existem. Com esses seres como personagens, alguém poderia achar estranho imaginar algo de cristão na obra.

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Só que a Bíblia foi a principal referência do autor nessa fantasia que mistura elementos dos contos de fadas e das mitologias grega e nórdica. Aslam teria outro nome em nosso mundo, sendo reconhecido muito provavelmente como Jesus Cristo – uma escolha intencional do escritor.

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O mesmo pode ser encontrado em As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, filme que completa 20 anos em 2025. O longa foi um sucesso estrondoso de bilheterias ao redor do mundo, algo que hoje seria surpreendente para um filme de cunho religioso.

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Para começar, os irmãos Pevensie, Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia não são reconhecidos como humanos em Nárnia, mas como filhos de Adão e Eva. Já Aslam, o único personagem a aparecer em todos os livros e no filme, foi criado como uma versão alternativa de Jesus Cristo.

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Outros elementos tirados da Bíblia se fazem presentes, como a traição de Judas e o sacrifício e a ressureição de Cristo.  Com tantos paralelos possíveis de serem traçados, alguns óbvios e outros discretos, muitos encontram no filme e nos livros uma série de alegorias inspiradas no cristianismo.

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Após 20 anos, As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa continua uma boa opção de filme para assistir com a família. Além da base teológica, que garante a ausência de pautas identitárias, os efeitos visuais e a própria narrativa ainda prendem espectadores de todas as idades.