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Campus Party levada a sério

Com número menor de pessoas, edição Recife do maior evento de tecnologia do mundo foi mais focada em conteúdo que na festa dos participantes

  • Luís Celso Jr, enviado especial
Em comparação à edição de São Paulo, em maio, participantes estavam mais comportados |
Em comparação à edição de São Paulo, em maio, participantes estavam mais comportados
 
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A edição Recife da Campus Party, considerada o maior evento de tecnologia do mundo, terminou ontem com saldo positivo. Os cerca de 2 mil campuseiros inscritos – 800 acampados no local –, puderam desfrutar de várias atividades de entretenimento e conteúdo, este provido por diversas palestras e debates entre participantes de renome nacional e internacional no meio digital. Em relação à edição Brasil, realizada em maio deste ano em São Paulo, que teve três vezes mais campuseiros, uma característica se destacou: o evento foi bem menos festeiro. O público esteve mais comportado, focado em aprender. Empreendedorismo e inovação foram os temas de maior destaque.

“Senti aqui muito do caráter exploratório que houve na primeira edição da Campus no Brasil. O público daqui é diferente do de São Paulo, e está mais comportado porque está descobrindo como a festa funciona, como aconteceu naquela época”, diz o presidente do Instituto Campus Party Brasil, Bruno Souza.

Além disso, esta edição especial foi a primeira após cinco anos no país a ser realizada fora da capital paulista. “Foi um desafio que só conseguimos realizar pelo grande apoio local, do governo estadual, municipal e iniciativa privada”.

Ao lado da sustentabilidade e da inclusão digital, empreendedorismo e inovação já eram dois dos quatro grandes focos da edição a “aparecerem mais” segundo Souza. Esses focos foram definidos em conjunto com os mesmos apoiadores locais, e deram a “cara” do evento da região. Souza também enfatiza que, como é o primeiro no Nordeste, o público veio muito mais pelo interesse nos assuntos que estavam sendo discutidos que pela tradição festeira do evento.

Os participantes reforçam a tese. De acordo com a estudante de Design Gráfico da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Isabella Brito, 18 anos, a organização bem feita chamou a atenção, apesar do pouco espaço nas bancadas. “Muita gente ficou muito tempo buscando local para se conectar, mas isso não tirou o brilho do evento”, conta. Ela, que participa pela primeira vez, trabalha na área de pesquisa em Marketing e conta que o principal motivo de ter vindo foi o aperfeiçoamento profissional. “O que mais gostei foi a dinâmica e interatividade do evento. Houve também muitos palestrantes locais, o que é ótimo”.

Luciano Junior, estudante de 17 anos, concorda. “É uma ótima oportunidade de reunir o pessoal local que gosta de tecnologia”, diz. Apesar de reclamar do mesmo problema que Britto, também faz o mesmo elogio quanto à interatividade. “É muito bom poder ouvir palestrantes consagrados, que só vemos na televisão ou lemos em livros, e até mesmo fazer perguntas para eles”, conclui.

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