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dia da vitória

A 2.ª Guerra Mundial 70 anos depois

Mesmo com a rendição do Exército nazista no dia 8 de maio de 1945, os conflitos se estenderam até agosto quando o Japão é alvo das bombas atômicas

  • Diego Antonelli
Familiares do sargento paranaense Max Wolf recebem homenagem na Itália, onde ele em combate  por tropas alemãs. | Helton Costa/Divulgação
Familiares do sargento paranaense Max Wolf recebem homenagem na Itália, onde ele em combate por tropas alemãs. Helton Costa/Divulgação
 
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Perseguições, bombas atômicas, câmaras de gás e um saldo de 55 milhões de mortos. Esse foi o cenário da 2.ª Guerra Mundial, que durante seis anos (1939-1945) assombrou o mundo. Nesta sexta-feira (8), comemorou-se os 70 anos do fim de um dos conflitos mais significativos do século 20.

O ”Dia da Vitória” entrou para a História como a data em que os países aliados derrotaram a Alemanha nazista. Embora tenha-se esse dia como símbolo do fim da guerra, os combates continuaram no Pacífico e só chegaram ao fim em agosto quando o Japão se rendeu após ser atingido por duas bombas atômicas arremessadas pelas forças dos Estados Unidos. As bombas caíram sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki.

Como explica o professor de História e estudioso do tema Wilson Maske, a 2.ª Guerra foi subdividida em diversos conflitos nos continentes europeu e asiático. “O nome da guerra é dado pela própria historiografia. São vários os cenários de combate”, diz. Por isso, enquanto a paz começava a retornar à Europa, no Oriente os combates continuaram.

Rendição nazista

Em 8 de maio de 1945, quando Adolf Hitler já havia se suicidado, o que sobrou do alto comando alemão assinou a rendição à União Soviética, Estados Unidos, França e Reino Unido. Maske aponta que com a morte de Hitler no dia 30 de abril, a rendição nazista era questão de tempo. No dia 8 o almirante alemão Karl Dönitz comunicou à população o fim do Terceiro Reich. Depois de cinco anos, terminava a Segunda Guerra.

Porém, um dia antes da data oficial, 7 de maio, na França, o general alemão Alfred Jodl havia assinado um primeiro ato de rendição. Ou seja, Jodl tinha assinado o que seria o primeiro ato de capitulação na 2.ª Guerra.

A segunda ata de capitulação, que entrou para a História, se deu em 8 de maio, em Karlshorstla, periferia de Berlim, na Escola de Engenharia Militar da Wehrmacht, que serviu de abrigo para as forças soviéticas.

A cerimônia foi uma exigência do líder soviético Josef Stalin. O documento definitivo da capitulação nazista indicava que a Alemanha seria “completamente desarmada” e haveria a liquidação do Partido Nazista. Também determinava a libertação dos prisioneiros de guerra. A ata foi redigida em inglês, alemão e russo.

Após a assinatura do acordo, os grandes chefes de Estado daquele período, como o norte-americano Harry Truman, o britânico Winston Churchill e o russo Stalin, anunciaram de forma oficial o fim do conflito.

A guerra continuou

Contudo, pelos lados asiáticos a guerra permanecia insistente. A Alemanha nazista formava o chamado Eixo, com outros países, como Japão e Itália. Essas nações eram combatidas pelas tropas aliadas (Estados Unidos, Reino Unido, União Soviética e, mais tarde, o Brasil). “Na Europa a guerra havia terminado em maio, mas os combates no Japão continuaram”, diz Maske.

Foi só nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, com o bombardeio atômico , que o Japão se rendeu. O governo japonês assinou sua capitulação em 2 de setembro colocando em definitivo um ponto final numa das guerras mais sangrentas da História “A guerra termina, de forma geral, com a rendição japonesa”, ressalta Maske.

Barone prepara novo documentário sobre os pracinhas

Está sendo gravado na Itália, em cidades por onde os soldados brasileiros lutaram na II Guerra, o novo documentário do músico João Barone (Paralamas do Sucesso) em parceria com Adolfo Paiva (Site “De Volta Ao Conflito”). O tema é a participação do Brasil na II Guerra Mundial. Tanto o baterista quanto Paiva são filhos de ex-combatentes.

O pai de Barone era João de Lavor Reis e Silva e o de Paiva, Aydo Martins de Souza. Silva e Souza lutaram junto à Força Expedicionária Brasileira (FEB), no combate ao nazifascismo. O roteiro original é do próprio Barone, que esse ano lançou o livro “1942: o Brasil e sua guerra quase desconhecida”.

Segundo Adolfo, o material deverá ser dividido em quatro partes de 45 minutos e cada uma contará um pedaço da preparação brasileira para o conflito. “Pensamos em trabalhar com o ‘1942’ que dá nome ao livro, só não sabemos ainda qual o subtítulo”, explica.

A equipe é composta por Adolfo, Barone e mais três cinegrafistas. Esse será o segundo trabalho de Barone sobre a FEB. O primeiro foi “Caminho dos Heróis”, que estreou ano passado no History Channel. A previsão é de que o trabalho esteja pronto entre setembro e outubro, com exibição nos canais Globosat. (HC).

Ex-inimiga, Itália homenageia paranaense morto

  • Itália

Na Itália, país que foi inimigo das tropas brasileiras durante a Segunda Guerra Mundial, diversas homenagens foram realizadas a brasileiros que atravessaram o Oceano Atlântico para lutar em terras europeias. No fim de abril, um desses homenageados foi o sargento Max Wolf Filho, paranaense de Rio Negro, morto em combate na II Guerra Mundial.

Familiares de Wolf participaram de uma solenidade em Maserno, que fez parte das comemorações dos 70 anos de libertação de localidades italianas por tropas brasileiras. A única filha de Max, Hilda Della Nina, que na época tinha apenas 10 anos de idade e que hoje já é avó, recebeu das mãos de autoridades civis e militares brasileiras e italianas um diploma e um quadro com a foto do pai. “Meu pai tombou lutando pela liberdade. Nós somos gratos por essas homenagens que recebemos. Para nossa família é um orgulho”, disse a Hilda.

Wolf era descendente de alemães e um dos cinco filhos do casal Max (pai) e Etelvina. Eles mudaram de Rio Negro para São Mateus do Sul após a Guerra do Contestado. Depois, morou em Curitiba, onde se alistou em 1930 como soldado, no 15.º Batalhão de Caçadores, hoje 20º Batalhão de Infantaria Blindado.

No ano seguinte, foi transferido para o Rio de Janeiro e quando estourou a Revolta Federalista de 1932, combateu os paulistas como governista.

Quando o Brasil entrou na Segunda Guerra e foi aberto o voluntariado, Max foi julgado incapaz temporariamente por causa de uma hérnia, mas a amizade com Zenóbio valeu a pena e assim que melhorou, seguiu para o front na Itália, onde desembarcou em setembro de 1944.

Ali realizou mais de 30 patrulhas e foi exatamente durante uma delas que foi morto, quando descia um pequeno elevado. Na parte baixa do declive havia uma guarnição alemã que ao avistá-lo abriu fogo de metralhadora. Morreram um soldado de nome Estevão da Silva e o sargento Wolf.

Por causado fogo inimigo, não foi possível recuperar o corpo do sargento e depois, também não, porque os restos mortais não estavam mais lá, um mistério que prevalece até os dias atuais.

Para lembrar o feito, em Maserno, próximo a uma pequena fazenda que hoje produz derivados de leite, há uma pedra com uma placa que marca o local onde Wolf viveu seus últimos momentos. A localidade fica perto de Montese, cidade libertada pelos brasileiros da FEB.

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