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Caso Zuba

Acusados de matar delegado de Pontal do Paraná são denunciados pelo MP-PR

A Promotoria de Justiça de Matinhos, no litoral, é responsável pela denúncia criminal. Os dois homens são acusados de homicídio qualificado

  • PorGazeta do Povo
  • 15/09/2010 15:12
O acusado no momento em que chegou a Curitiba, transferido de Joinville | Silvio Ribeiro/Gazeta do Povo
O acusado no momento em que chegou a Curitiba, transferido de Joinville| Foto: Silvio Ribeiro/Gazeta do Povo

Os dois homens que estão presos acusados de envolvimento na morte do delegado José Antônio Zuba, no dia 24 de agosto, foram denunciados por homicídio qualificado pela Promotoria de Justiça de Matinhos nesta quarta-feira (15). Francisco Diego Vidal Coutinho, 20 anos, e Paulo Roberto Pereira Quintal, o "Tutancamon", de 36 anos, vão responder ao processo e estão presos em Curitiba. A responsável pelo caso é a promotora Carolina Dias Aidar de Oliveira.

Na ação penal do Ministério Público do Paraná (MP-PR), além de Coutinho e Quintal, são citados Paulo Aparecido Alves de Abreu , o "Gauchinho", e Felipe "Tex", que foram mortos em um confronto com a polícia em Santa Catarina. De acordo com a ação, os quatro teriam vindo do Rio de Janeiro para o Paraná determinados a desenvolver uma carreira criminosa com a prática de roubos, extorsão e sequestros. Por isso eles portavam armamento pesados, inclusive com armas de fabricação estrangeira e de uso restrito.

Crime

O delegado Zuba e o funcionário público Adilson da Silva foram mortos durante uma abordagem policial em um camping de Pontal do Paraná, no balneário Carmery. O delegado, Silva e duas investigadoras verificavam uma denúncia de que homens armados estariam acampados. Ao chegarem ao local, foram recebidos a tiros de metralhadora e pistola. Zuba morreu na hora. Baleado, Silva chegou a ser encaminhado ao Hospital Regional de Paranaguá, mas faleceu em seguida. As investigadoras Noeli de Fátima Avine e Luiza Helena Santos foram rendidas, mas tiveram as vidas poupadas e foram soltas após a fuga dos criminosos.

Francisco Diego Vidal Coutinho foi preso no dia do crime. Os outros três criminosos estavam foragidos até que decidiram fugir para Santa Catarina, dois dias depois do assassinato. Felipe Tex, Paulo Gauchinho e Paulo Roberto Pereira Quintal começaram a fuga depois que roubaram uma viatura da Polícia Rodoviária Estadual (PRE). Um agente estava verificando uma denúncia quando foi surpreendido pelo trio.

Os bandidos então roubaram o carro e fugiram em direção a Santa Catarina. Com o alerta da fuga, policiais catarinenses montaram uma barreira. Depois de percorrer 30 quilômetros, o grupo entrou na Estrada do Oeste, em Joinville, e abandonou a viatura. Em seguida, invadiu duas casas, fazendo Cordula Piske e a mãe dela de reféns. Eles fugiram no carro da família. Sua mãe foi solta em seguida, mas Cordula foi levada com o trio e acabou baleada em um confronto com a polícia.

Um helicóptero da polícia localizou o carro e teve início um forte tiroteio. "Tex" e "Gauchinho" foram mortos ao lado da estrada. "Tutancamon" fugiu pela mata. No rastro dele, policiais encontraram uma mochila com várias armas, além do armamento roubado da investigadora Noeli de Fátima Avine e do delegado Zuba.

Ele ficou escondido dos policiais por nove dias e foi preso no dia quatro de setembro, quando desembarcava no terminal central de ônibus de Joinville. As buscas pelo suspeito mobilizaram um efetivo de 200 policiais catarinenses e paranaenses.

Reconstituição

Uma simulação do crime foi realizada na última sexta-feira (10). Apesar de os acusados terem se recusado a participar da reconstituição, já que não são obrigados a produzir provas contra si mesmos, a versão contada pelas investigadoras que sobreviveram ajudou a polícia a determinar o que aconteceu no camping. O laudo sobre a reconstituição deve ficar pronto até outubro. O documento deve ser anexado no inquérito e encaminhado ao MP.

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