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Universidade

Após 16 anos, PUCPR troca de reitor

Atual pró-reitor de pesquisa e pós-graduação, Waldemiro Gremski, assume o cargo. Internacionalizar a universidade é o principal desafio

  • Jônatas Dias Lima
Waldemiro Gremski e Clemente Juliatto: sucessão na direção da PUCPR ocorre em dezembro |
Waldemiro Gremski e Clemente Juliatto: sucessão na direção da PUCPR ocorre em dezembro
 
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Após 16 anos à frente da Pontifícia Universidade Ca­tólica do Paraná (PUCPR), Clemente Ivo Juliatto, 73 anos, deixará o cargo de reitor da instituição. O atual pró-reitor de pesquisa e pós-graduação, Waldemiro Gremski, 68, toma posse da Reitoria no dia 12 de dezembro, assumindo a função até 2017. O nome de Gremski foi aprovado pela Congregação para a Educação Católica, no Vaticano. Ele anuncia como prioridades de sua gestão os projetos de inovação e a internacionalização da universidade.

Juliato encerra em 2013 seu quarto mandato e, segundo conta, a opção por um substituto partiu dele próprio, há quatro anos. “Na última recondução eu já cogitei sair, já que meus antecessores também ficaram 12 anos, mas na época me convenceram a permanecer mais um tempo. Agora é hora de uma pessoa nova”, diz o religioso, membro da congregação dos Irmãos Maristas.

Durante a gestão de Ju­liato, a PUCPR inaugurou três novos câmpus no interior do estado – Londrina, Maringá e Toledo –, e expandiu a oferta de cursos. Ele deixa para seu sucessor uma estrutura que comporta cerca de 30 mil alunos, distribuídos em 64 cursos de graduação, 22 programas de mestrado e 10 de doutorado.

Sob o comando de Juliato a PUCPR também criou, em 2008, a Agência PUC de Ciência, Tecnologia e Inovação, entidade responsável pelo Tecnoparque, um conjunto de edifícios próximo do câmpus Curitiba dedicado exclusivamente à transferência e desenvolvimento de novas tecnologias.

A inovação, aliás, deve continuar sendo uma das prioridades da instituição no mandato do futuro reitor Gremski. Além de dar continuidade à aproximação entre pesquisa acadêmica e empresas, estão previstas mudanças na grade curricular das graduações, justamente para deixa-las mais próximas das necessidades do setor produtivo.

Futuro

Os principais investimentos, entretanto, devem ocorrer no projeto de internacionalização da universidade. Há dois anos a PUCPR deu o primeiro passo nesse sentido, oferecendo as primeiras disciplinas em inglês em cursos da Escola de Negócios. Hoje, as engenharias e alguns programas de mestrado também contam com essa possibilidade, mas a oferta deve ser ampliada, principalmente na pós-graduação. “A partir de 2015, teremos doutorados integralmente em inglês”, promete Gremski.

A universidade também almeja obter reconhecimento internacional por meio da contratação e professores estrangeiros. “A internacionalização não pode ser feita apenas mandando professores para fora. Temos de trazer profissionais de outros países para cá, o ambiente tem de ser global”, defende o professor.

Segundo conta, recentemente a PUCPR publicou editais em revistas do exterior abrindo oportunidades para docentes. Duas contratações já teriam ocorrido. Até 2016, a PUCPR pretende que o corpo docente dos programas de doutorado seja composto majoritariamente por estrangeiros.

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