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Banheiro transparente em prédio público gera polêmica em Ponta Grossa

Problema mais sério é o piso térreo, onde um vaso sanitário fica completamente visível aos passantes

  • Derek Kubaski, especial para a Gazeta do Povo
Imagem mostra um dos banheiros do prédio antes de passar pela aplicação da película nos vidros |
Imagem mostra um dos banheiros do prédio antes de passar pela aplicação da película nos vidros
 
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Três banheiros indiscretos têm chamado atenção para um prédio público inaugurado há cerca de três semanas no Centro de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. O prédio ainda não foi utilizado. Seguindo o padrão arquitetônico de toda a edificação do novo Conservatório Dramático Musical Maestro Paulino Martins Alves, os banheiros têm paredes de vidro azul.

O problema mais sério é o piso térreo, onde um vaso sanitário fica completamente visível aos passantes. Os mictórios de dois banheiros do piso superior também podem ser vistos de longe. Mesmo tendo sido inaugurado há 20 dias, o problema só veio à tona no último fim de semana, depois do compartilhamento de uma foto nas redes sociais.

“A obra não está pronta. O que houve foi uma entrega forçada pela gestão municipal anterior”, afirma o secretário municipal de Planejamento de Ponta Grossa, João Ney Marçal Junior. Ele afirma que já solicitou aos fiscais da prefeitura um histórico completo da obra, que levou dois anos para ser construída no terreno da antiga Indústria Wagner e custou cerca de R$3,5 milhões.

Também existem duas portas externas nos pisos superiores que se abrem para o nada.

Segundo Marçal, existe um aditivo previsto para custear a aplicação de uma película opaca nas paredes do banheiro e para a construção de uma escada para as duas portas que devem funcionar como saídas de emergência.

Ele afirma que deve procurar a empresa de engenharia responsável pela obra, a Nakazima, de Florianópolis (SC), para acertar esses detalhes.

Em entrevista por telefone à Gazeta do Povo, o proprietário da empresa, engenheiro Carlos Nakazima, afirmou que a construtora seguiu o projeto à risca e que não constavam do memorial descritivo sugestões para impedir a transparência dos banheiros e nem o projeto da escada. “Não posso alterar um projeto arquitetônico sem a autorização de quem o criou. Nós identificamos o problema, estávamos cientes a avisamos a Prefeitura antes da inauguração. A empresa está aberta a questionamentos”, salienta.

Como o período de férias no Conservatório vai até fevereiro, por enquanto ninguém está trabalhando no prédio. Apenas uma parte do equipamento foi transferida para lá.

O Conservatório Maestro Paulino, fundado em 1972, oferece aulas de música (teoria, canto coral, ensino de diversos instrumentos, entre outras atividades) para adultos e crianças. O prédio antigo fica num outro ponto do Centro e é alugado pela prefeitura. “Nós queremos entregar o novo prédio, em condições de uso, antes do retorno das aulas [em fevereiro], mas vamos manter o aluguel do prédio antigo se for necessário. Alternativa temos”, salienta o secretário de Planejamento.

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