i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Chacina no Oeste do Paraná

Boatos sobre lista de execuções assustam moradores de Guaíra

  • PorAdriano Kotsan
  • 25/09/2008 15:06
Covas abertas para o sepultamento dos corpos das vítimas da maior chacina da história do Paraná. Quinze pessoas foram mortas às margens do Lago de Itaipu, em Guaíra, na segunda-feira | Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo
Covas abertas para o sepultamento dos corpos das vítimas da maior chacina da história do Paraná. Quinze pessoas foram mortas às margens do Lago de Itaipu, em Guaíra, na segunda-feira| Foto: Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo

Brasil e Bolívia irão reforçar região de fronteira

Brasil e da Bolívia concordaram nesta quinta-feira (25) em reforçar o controle militar e policial da fronteira, especialmente na região amazônica, em função do aumento do contrabando e do tráfico de drogas. A decisão foi tomada durante visita do ministro boliviano da Defesa, Walker San Miguel, a seu colega Nelson Jobim e em momento em que a sensibilidade das zonas de fronteiriças veio à tona. Na segunda-feira, 15 brasileiros foram mortos e sete ficaram feridos em uma briga de quadrilhas que disputam o contrabando e o tráfico de drogas e de armas em Guaíra, no Paraná, na fronteira do Paraguai.

Leia a matéria completa

Após três dias da maior chacina no Paraná, a população de Guaíra, no Oeste do estado, segue com receio de andar pelas ruas. Os autores do crime ainda não foram presos. Um boato na cidade aumenta a sensação de medo. Depois das 15 mortes violentas da tarde de segunda-feira (22), haveria uma lista com o nome de outras 18 pessoas marcadas para morrer. A Polícia Civil e Federal não confirmam essa informação. Os moradores temem ainda possibilidade de vingança.

Os três suspeitos pelo crime Jair Correia, Gleison Correia e Ademar Franco Luiz continuam soltos. De acordo com a polícia, eles podem estar escondidos em Salto del Guayrá, no Paraguai. "A polícia paraguaia está fazendo buscas, mas ainda não conseguiram nada de concreto", disse o delegado-chefe da PF em Guaíra, Érico Saconato. Também há o receio de vingança na cidade. Familiares das pessoas mortas na chacina estariam revoltados com o crime, segundo a polícia.

"Tudo mundo está assustado com o crime. Tem bastante movimento de policiais nas ruas da cidade", afirmou uma comerciante que trabalha no Centro de Guaíra, mas pediu para não ser identificada, com medo de retaliações. De acordo com o presidente da Colônia de Pesca V-13 de Guaíra, José Cirineu Machado, a sensação de insegurança já existia na cidade, mas agora ficou mais forte.

Um dos pontos de pesca em que trabalha fica a 800 metros do local onde houve a chacina. "Escutamos todos os tiros. Isso foi bastante triste para a nossa região, entre os 15 mortos existiam pessoas que não tinham nada a ver com o assunto (drogas)", explicou Cirineu. Segundo o pescador, o crime ainda é bastante comentado na cidade. "As pessoas estão temerosas, nós que também trabalhamos à noite, já não estamos mais indo neste período", definiu.

Investigações

A PF não acompanha mais o caso, segundo o delegado. "Ajudamos no início das investigações, agora a situação está a cargo da Polícia Civil", definiu. Nesta quinta-feira (25) um investigador da Polícia Civil de Guaíra acompanhou as buscas dos policiais paraguaios em Salto del Guayrá.

Depois da chacina, o efetivo da polícia foi aumentado para fazer a segurança da cidade. Na tarde de quarta-feira (24) foram apreendidas 25 armas de diversos calibres e munição, em uma tornearia do município. A suspeita da polícia é que o armamento era utilizado para abastecer as gangues de Guaíra.

Reconstituição da chacina

Na manhã de quarta-feira a polícia fez a reconstituição da chacina, que deixou 15 mortos e 8 feridos. De acordo com o investigador José Carlos Albino, da Polícia Civil de Guaíra, foram cerca de duas horas para os policiais e investigadores filmarem e levantarem todas as informações sobre o local do crime, um sítio às margens do Lago de Itaipu.

A montagem da cena do crime foi realizada com base na versão de uma das testemunhas, uma adolescente de 16 anos que presenciou o massacre, do qual seu marido foi vítima.

O crime

A chacina teria sido motivada por uma dívida de R$ 4 mil entre narcotraficantes. Das 15 pessoas mortas, duas eram mulheres – uma delas, menor de idade. Segundo a Sesp, algumas vítimas teriam envolvimento com uma quadrilha comandada por Jocemar Marques Soares, mais conhecido como "Polaco", que já tinha passagem pela polícia por tráfico de drogas. Oito pessoas ficaram feridas – algumas delas se fingiram de mortas para escapar da execução. Uma mulher e duas crianças escaparam sem ferimentos.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.