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morte de fisiculturista

Caso Renata Muggiatti: namorado tem prisão preventiva revogada pela Justiça

  • PorDiego Ribeiro
  • 21/01/2016 18:21
 | Reprodução/Facebook/
| Foto: Reprodução/Facebook/

A Justiça revogou a prisão preventiva do médico Raphael Suss Marques na quarta-feira (20). Ele estava detido desde o dia 15 de janeiro, indiciado por matar sua namorada, a fisiculturista Renata Muggiatti, em setembro do ano passado. Para o desembargador Antonio Loyola Vieira, não havia necessidade para a manutenção da prisão de Marques. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (21).

O advogado do acusado, Edson Vieira Abdala, informou que o médico deixou a prisão na noite desta quinta. Ele avaliou a decisão como “absolutamente correta”. Abdala entende que a prisão preventiva determinada era “absolutamente desnecessária e imotivada”.

Para MP, morte foi consequência de atitude dominadora e agressiva do namorado

A morte da fisiculturista Renata Muggiatti foi consequência de um comportamento dominador e agressivo do médico Raphael Suss Marques, namorado da vítima. Ele queria afastá-la de casa e encerrar seu relacionamento com ela. A conclusão é da Polícia Civil e do Ministério Público (MP) e está descrito na denúncia oferecida pelo promotor Ricardo Kochinski Marcondes, do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher de Curitiba. A Justiça aceitou a denúncia contra o médico oferecida pelo MP e agora, ele responderá pelos crimes de lesão corporal, fraude processual e feminicídio, uma modalidade de homicídio qualificado. Se condenado, o médico poderá ficar preso por até 30 anos.

“Em razão de sua personalidade dominadora e de sua atuação como médico de Renata, Raphael passou a exigir desta total submissão às suas ordens tanto no plano laborativo, de saúde, financeiro, e social, passando paulatina, porém rapidamente, a controlar todos os aspectos da vida de Renata, tornando-a totalmente dependente de si”, afirmou o promotor na denúncia.

Os dois passaram a morar juntos em março de 2015. Segundo o texto, em julho do ano passado, alguns episódios agravaram o relacionamento, que já era problemático. Um deles foi a saída de Renata de uma competição após um exame antidoping. De acordo com o MP, ela não foi avisada em tempo pelo médico e seu namorado sobre um prazo para exame de contraprova.

“A partir de então, o quadro de disfuncionabilidade do relacionamento afetivo entre Renata e Raphael também agravou-se, sendo impulsionado ainda pela agressividade de Raphael, (...), especialmente quando o denunciado fazia uso de bebidas”, explicou o promotor na denúncia.

O dia do crime, segundo o MP

O promotor Ricardo Kochinski Marcondes mencionou que o histórico de agressividade no comportamento do médico acabou culminando na morte da fisiculturista na madrugada do dia 12 de setembro do ano passado, quando Raphael teria estrangulado a jovem e forjado suicídio. Horas antes, na noite do dia anterior, ele teria voltado de uma passagem de três dias por um hotel da cidade. Neste período, ele já indicava a vontade de romper o relacionamento com ela. Na noite do dia 11 de setembro, voltou para casa e pediu para que a fisiculturista o levasse a um clube de pôquer.

Relembre o caso

Renata morreu no dia 12 de setembro do ano passado. Ela caiu da janela do apartamento onde morava no Centro de Curitiba. Na época, segundo a Polícia Civil, havia relatos de que o relacionamento dos dois era conturbado. Suss chegou a ser preso por determinação da 1ª Vara do Tribunal do Júri após um exame complementar apontar alguns indícios de asfixia, como petéqueas no pulmão. O problema é que o laudo do exame de necropsia, feito pelo Instituto Médico Legal (IML), excluiu a possibilidade de homicídio ao afirmar que não houve asfixia. Em seguida, Suss foi solto pela Justiça.

O caso teve uma reviravolta em novembro, quando o exame de exumação, realizado a pedido da polícia por uma junta de profissionais do instituto, contrariou a necropsia, colocando dúvida sobre o primeiro exame feito por um médico-legista IML. O instituto chegou a abrir uma apuração para investigar a conduta do médico que conduziu o primeiro exame.

Em dezembro, a investigação feita pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil foi entregue ao Ministério Público do Paraná (MP). A polícia manteve a acusação de homicídio qualificado contra o médico Raphael Suss, que era namorado de Renata.

Em janeiro de 2016, o médico voltou a ser preso, mas a prisão foi revogada pela Justiça dias depois.

No mesmo mês, a Justiça também aceitou a denúncia oferecida pelo MP contra Marques. Ele passou a ser réu no processo.

Quando retornou, já na madrugada do dia 12, acordou Renata e começou a acusá-la de criar perfis falsos em redes sociais que comprometeriam sua imagem. Em seguida, teria terminado o relacionamento com ela e dito que a jovem teria que deixar o apartamento. Mas, em razão de estar em depressão, dependente do relacionamento, comportamento causado pelo próprio médico, segundo MP, Renata não tinha para onde ir, nem como se sustentar naquele momento.

“Enquanto sentada parapeito, Renata chorava e soluçava em razão do sofrimento psicológico a que estava sendo submetida, da violência psicológica decorrente da atitude agressivo-acusativa e do desprezo de Raphael, bem como pela insistência deste de ver-se dela livre”, comentou a denúncia.

Naquela madrugada, no entanto, após deixar o parapeito, Renata teria sido surpreendida por trás com um golpe mata leão aplicado pelo médico. O golpe asfixiou a jovem e causou diversas lesões no pescoço, matando a fisiculturista em alguns minutos. O MP comentou ainda que, depois de matá-la, o médico a jogou pela janela, forjando, inclusive, um grito feminino para tentar simular que Renata estaria viva ao cair, indicando um suposto suicídio.

Defesa diz que argumentos são falsos e tendenciosos

Questionado sobre o teor da denúncia, o advogado do réu afirmou que o argumentos são “absolutamente falsos, tendenciosos e interessados a encobrir a verdade do caso” . Para Abdala, trata-se de suicídio. Segundo o defensor, não há nenhum boletim de ocorrência contra Marques registrado por Renata. Não haveria, portanto, documentos que provariam as alegações de comportamento violento sustentadas pelo MP.

Colaborou: Mariana Balan.

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