O Ministério da Saúde informou neste domingo (17) que o número de pessoas com suspeita de ter contraído a nova gripe no Brasil caiu para 22. Os casos suspeitos estão sendo investigados em nove estados e no Distrito Federal: são pacientes de Minas Gerais (7), São Paulo (6), Rio de Janeiro (1), Alagoas (1), Amapá (1), Paraná (1), Pernambuco (1), Piauí (1) e Rondônia (1), além do DF (2).

Até a tarde de sábado (16), eram 25 os pacientes que tinham a suspeita de estar com a doença causada pelo vírus Influenza A (H1N1). De acordo com o último boletim, que se refere às informações repassadas pelos estados até às 9h30 deste domingo, o número de casos confirmados da doença no país permanece em oito.

Há três casos de pacientes infectados pelo vírus no Rio de Janeiro - sendo dois transmitidos dentro do Brasil -, dois em São Paulo, um em Santa Catarina, um em Minas Gerais e um no Rio Grande do Sul.

Ainda segundo o boletim, há 18 casos de pacientes que estão sendo monitorados em sete estados, por apresentarem um ou mais sintomas da gripe, apesar de não estarem incluídos na relação de casos suspeitos. O ministério também destaca que desde os primeiros sinais da nova gripe no Brasil 264 casos analisados já foram descartados (até ontem eram 263).

Pelo mundo

Até a manhã deste domingo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia contabilizado 8.480 casos da gripe em 39 países, com 72 mortes. Três novos países confirmaram casos no sábado: Índia, Malásia e Turquia. No começo desta tarde, o Chile confirmou o primeiro caso da doença em uma paciente mulher de 32 anos.

O México, onde surgiu a epidemia, é o país com o maior número de mortes confirmadas até momento. Já são 66 mortes em um total de 2.895 casos confirmados em laboratório. Na sequencia vêm os EUA, com quatro mortes e 4.714 casos. No Canadá, há 496 casos e uma morte, enquanto na Costa Rica, são nove casos e uma morte. Nos demais países que registraram casos da nova gripe nenhum paciente morreu até este domingo

Recomendação

O ministério reitera a recomendação para que a população não tome medicamentos por conta própria, pois a automedicação pode mascarar ou atenuar sintomas, além de provocar resistência ao medicamento específico para a doença – que inicialmente era conhecida como gripe suína, mas acabou rebatizada pela OMS para gripe A H1N1.

O órgão recomenda também que as pessoas que sentirem algum dos sintomas e que passaram pelos países atingidos pela nova gripe a procurarem um serviço público de saúde imediatamente. O Brasil possui 52 hospitais de referência (pelo menos um em cada estado) para atendimento de casos que necessitem ser monitorados.

Carne imune

A OMS assegura que não há risco de infecção pelo consumo de carne de porco bem cozida ou de produtos provenientes do animal. A organização insiste também para que as pessoas reforcem as medidas de higiene pessoal, especialmente lavar as mãos frequentemente com sabão.

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