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Chuva já afeta cerca de 700 mil pessoas no Paraná; um homem está desaparecido

De acordo com a Defesa Civil, mais de 900 pessoas seguem desalojadas em todo o estado

  • PorDiego Antonelli, Kelli Kadanus, Naiady Piva e Marco Martins, especial para a Gazeta do Povo
  • 12/01/2016 09:29
Moradia onde viviam seis pessoas desabou por causa da chuva na Vila Sete, em Santo Antônio da Platina | Antônio de Picolli/Tribuna do Valle
Moradia onde viviam seis pessoas desabou por causa da chuva na Vila Sete, em Santo Antônio da Platina| Foto: Antônio de Picolli/Tribuna do Valle

As fortes chuvas que atingem o estado do Paraná desde sábado (9) já afetam cerca de 700 mil pessoas, segundo a Defesa Civil. A maioria é de pessoas que sofrem com a falta de água, em Londrina e região. Além disso, 8,3 mil foram afetados diretamente, em 28 cidades. O número de desalojados chega a 991. Em Rolândia, um motorista de ônibus está desaparecido desde esta segunda-feira (11).

Confira imagens dos estragos causados pelas chuvas, no Paraná

Chuva dá uma trégua

A chuva deve dar uma trégua no estado do Paraná, nos próximos dias, ficando restrita às pancadas “de verão”, segundo a meteorologista Sheila Paz, do Simepar. Segunda-feira foi o dia mais crítico, com chuvas contínuas e com alto volume. Em Londrina, foram 275,8 mm de chuva, contra 3 mm até a tarde desta terça. Em Maringá, foi 98,4 mm na segunda contra 1,4 mm na terça. Nos próximos dias, a tendência são as pancadas isoladas.

O Corpo de Bombeiros realiza buscas na região. Odair Jose, 35, dirigia o ônibus de uma indústria de couros quando tentou avançar sobre as águas do Rio Bandeirantes, que cobria a pista, mas o ônibus foi dragado pela correnteza. “Para se ter uma ideia da força da água, o ônibus parou a cem metros de distância do ponto onde foi arrastado”, disse o coronel Adilson Castilho, da Defesa Civil. Até o fim da tarde desta terça-feira (12), o homem não havia sido localizado.

Além dos desabrigados, que em geral recorrem a casa de parentes e amigos, há 110 pessoas desabrigadas nos municípios de Jataizinho, Marilândia do Sul e Piraí do Sul. Nestes casos, a população está alojada em abrigos públicos fornecidos pela prefeitura, segundo o Cabo Binhara, da Defesa Civil.

Pelo menos 24 pontos de rodovias estaduais e federais estão interditados por causa dos estragos provocados pela chuva. Em Querência do Norte, na região Noroeste do estado, há diversas estradas rurais completamente destruídas, segundo a Defesa Civil.

Chuvas interditam pontos nas rodovias do Paraná

Confira os pontos interditados nas rodovias paranaenses devido às chuvas

Leia a matéria completa

Em Jataizinho, no Norte Pioneiro, há o maior número de desalojados: 350. A cidade também concentra o maior número de afetados diretamente pela chuva, com 6,4 mil pessoas. A cidade de Tamarana, de aproximadamente 12 mil moradores, chegou a ter 300 moradores desalojados, mas a situação já foi normalizada. A cidade ficou sem acesso à internet e são poucos os telefones que funcionam. A tempestade castiga o município desde domingo e provocou deslizamento de lama que invadiu algumas moradias.

Cidades afetadas pelo temporal

Arapongas

Bandeirantes

Cambé

Cambira

Campina Grande do Sul

Cruzeiro do Sul

Fazenda Rio Grande

Figueira

Ibaiti

Ibiporã

Jaboti

Jaguariaíva

Jataizinho

Londrina

Marilândia do Sul

Maringá

Nova Esperança

Nova Itacolomi

Piraí do Sul

Ponta Grossa

Reserva

Rio Bom

Rolândia

Sabáudia

Santana do Itararé

São José dos Pinhais

Tamarana

Tomazina

Wenceslau Braz

Fonte: Defesa Civil

Segundo o departamento de comunicação da prefeitura, parte da PR-445, que liga Tamarana até Londrina e Mauá da Serra, está interditada, o que fez com que muitas pessoas de fora que estavam trafegando no trecho ficassem ilhados em Tamarana. “Parte deles ficou em casa de moradores e no abrigo”, afirma a assessoria. A cidade ainda está em estado de alerta.

Outra cidade que foi afetada pelo temporal foi Piraí do Sul, nos Campos Gerais. Ao todo, 100 pessoas permanecem desalojadas – segundo a Defesa Civil. Além delas, há outras 30 que permanecem desabrigadas e estão no Pavilhão Cultural Gabriel Cury. Quem está desalojado saiu de casa – não necessariamente perdeu – e não está em abrigo público, mas, sim, na casa de um parente ou amigo. Desabrigado é quem perdeu a casa e está em um abrigo público.

Regiões críticas

De acordo com Castilho, a região mais alarmante neste momento é a de Londrina, onde nas últimas 48 horas já choveu cerca de 300 milímetros. Em Ibaiti, no Norte Pioneiro, a Defesa Civil monitora o risco de colapso de uma barreira de represa em uma propriedade particular.

Em todas as regiões onde houve o bloqueio de estradas, engenheiros do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) trabalham para solucionar o problema. Segundo Castilho, todo o efetivo do Corpo de Bombeiros das cidades de Londrina, Apucarana e Maringá está mobilizado para atender as ocorrências nessas regiões. A Defesa Civil do estado também está mobilizada para dar apoio aos municípios atingidos.

  • Ponte sobre o Rio Bom, entre Apucarana e Rio Bom que, cedeu com a pressão da água
  • População ilhada entre Rio Bom e Apucarana
  • PR-218, entre Paranavaí e Graciosa , foi totalmente bloqueada devido aos estragos
  • Além da destruição, chuva deixou destroços parciais, como na Estrada São João, em Paranavaí
  • Parque da Raposa, um dos cartões postais de Apucarana, ficou debaixo d’água
  • Em Apucarana, 75% do abastecimento de água foi interrompido. Funcionários da Sanepar trabalharam durante o dia todo
  • Chuva abriu cratera na PR-444, entre Arapongas e Rolândia
  • Piscina ficou a poucos metros da cratera, no Jardim Simone, em Paranavaí
  • Tubulação destruída em cratera no Jardim Simone, em Paranavaí. Chuva causou danos na rede de abastecimento de água

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