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Chuvas deixam 170 mil desabrigados no Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai

Fenômeno El Niño é a causa das tempestades que alagaram uma cidade gaúcha e provocaram os maiores estragos em décadas em cidades argentinas e paraguaias

    • Assunção, Paraguai
    • AFP
    • 26/12/2015 17:08
    Coberta pela cheia do Rio Uruguai, a cidade de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, receberá ajuda de R$ 6,6 milhões do governo federal. | Defesa Civil de Uruguaiana
    Coberta pela cheia do Rio Uruguai, a cidade de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, receberá ajuda de R$ 6,6 milhões do governo federal.| Foto: Defesa Civil de Uruguaiana

    As piores chuvas e inundações das últimas décadas deixaram neste sábado (27) mais de 170 mil pessoas desabrigadas no sul do Brasil e nos vizinhos Paraguai, Argentina e Uruguai, como consequência das cheias de rios fronteiriços, o que mantêm as autoridades em alerta. A presidente Dilma Rousseff sobrevoou de helicóptero o oeste do Rio Grande do Sul, onde 1.800 famílias foram afetadas pelas inundações provocadas pelas fortes chuvas registradas nos últimos dias.

    “Estamos aqui porque sabemos que o Brasil sofre com o fenômeno El Niño, que provoca fortes chuvas no sul do país e uma terrível seca no nordeste”, disse Dilma, durante rápida coletiva após o sobrevoo.

    O major da Defesa Civil Regional Rinaldo da Silva Castro declarou à imprensa que 38 cidades da região foram afetadas pelas cheias dos rios Uruguai e Quaraí, e que 1.795 famílias (umas nove mil pessoas) foram evacuadas.

    A presidente, que passou o feriado de Natal em Porto Alegre, com a família, sobrevoou Uruguaiana, banhada pelo rio Uruguai, na fronteira com a Argentina. Após o sobrevoo, Dilma se reuniu com prefeitos das cidades atingidas. O governo federal desbloqueou neste sábado R$ 6,6 milhões para socorrer a região.

    Entenda como funciona o fenômeno El Niño

    O verão 2015/2016 promete ser um dos mais chuvosos dos últimos anos e o responsável por isso é o El Niño. Segundo a organização humanitária Oxfam, as perturbações climáticas relacionadas ao Eli Niño vão atingir em 2016 alguns dos países mais pobres do planeta.

    + VÍDEOS

    130 mil desabrigados no Paraguai

    As fortes tempestades provocadas pelo fenômeno El Niño na região provocaram calamidade no Paraguai. A cheia do rio Paraguai deixou 130.000 desabrigados, segundo as autoridades. Quatro pessoas morreram esmagadas na queda de árvores e a capital, Assunção, ficou temporariamente sem luz.

    Socorristas continuavam os trabalhos de resgate e evacuação, informou David Arellano, chefe de Operações da Secretaria de Emergência Nacional (SEN).

    “Não podemos deixar abandonadas as milhares de famílias que a cada ano são afetadas por inundações”, disse o presidente paraguaio, Horacio Cartes, em sua mensagem de Natal. O presidente decretou estado de emergência para liberar mais de US$ 3,5 milhões para socorrer os afetados.

    Os efeitos do El Niño - resultante da interação entre o oceano e a atmosfera nas regiões leste e central do Pacífico equatorial - são dos mais intensos desde 1950 e podem continuar até o primeiro trimestre de 2016, segundo previsões da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

    Na Argentina, a pior inundação dos últimos 50 anos

    Ao menos 20 mil pessoas foram evacuadas em diferentes províncias do nordeste da Argentina, devido às cheias dos rios Uruguai e Paraguai, que também mataram outras duas pessoas, informaram as autoridades locais.

    “Esta cheia aponta a ser uma das mais complicadas da história”, afirmou o ministro do Interior, Rogelio Frigerio, que percorreu neste sábado a província de Entre Ríos, enquanto o chefe de gabinete, Marcos Peña, esteve em Corrientes.

    A região agroindustrial de Entre Ríos é a mais afetada, com cerca de 10.500 pessoas retiradas de suas casas, a maioria em Concórdia, cidade de 170 mil habitantes, às margens do rio Uruguai, que vive sua “pior inundação em 50 anos”, segundo as autoridades.

    “O mais complicado é Concórdia porque a água está em alguns lugares do setor urbano, e por isso o problema de evacuação é mais severo”, explicou Frigerio a uma rádio local, citado pela agência Telam.

    O governador de Entre Ríos, Gustavo Bordet, e o secretário de Desenvolvimento Humano de Concórdia, Guillermo Echenause, reportaram neste sábado a manutenção do estado de alerta na cidade, apesar de a cheia do rio Uruguai ter diminuído um pouco.

    “Neste momento, a situação está estabilizada como consequência de que há tempo bom e isto nos deu uma trégua”, afirmou Bordet, destacando que o rio Uruguai se mantém em 15,86 metros.

    As autoridades acompanhavam as projeções de inundações provocadas pelo El Niño, mas não esperavam as proporções atuais. Se o rio alcançar os 17 metros, espera-se que os desabrigados em Concórdia, que chegam a 10 mil, superem os 20 mil.

    Na vizinha Corrientes, com 90 mil habitantes, foram registrados outros dois mil evacuados e em Chaco, 1.500.

    Uruguai também é afetado

    A forte vazão do rio Uruguai também castigou vários departamentos (estados) do norte do país homônimo. O número de desabrigados no norte do país aumentou de 6.608 a 9.083 entre sexta e sábado, segundo o Sistema Nacional de Emergência.

    O Sinae informou em seu boletim de sábado que deste total, 1.887 foram evacuados e 7.185 deixaram suas casas voluntariamente. Os departamentos mais afetados pelas inundações são Artigas, Paysandú, Rivera e Salto (norte), bem como Río Negro (sul) e Durazno (centro). A ponte internacional que liga as cidades de Artigas (Uruguai) e Quaraí (Brasil) está fechada desde 23 de dezembro por ordem da Direção Nacional Viária.

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