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  • Canuto, poeta, trovador e compositor: à solta nas ruas

O atleta paranaense Márcio Leandro Gay (foto à direita) tentará entrar para o livro dos recordes Guinness Book, como o atleta que mais tempo ficou com uma bicicleta empinada. O atual recorde mundial para esse tipo de esporte, que é conhecido como Wheeling, é de 10h40min. O evento, que contará com a presença oficial de um representante de um auditor do Guinness, será realizado na terça-feira, na Regional Pinheirinho, em Curitiba.

Conversa afiada

De poeta e louco...

O escritor Canuto Calmon Martins de Almeida (foto à esquerda), "80 anos e três meses", como diz, acaba de voltar do VII Congresso Brasileiro de Poetas e Trovadores, que aconteceu de 5 a 7 de novembro no Espírito Santo, com 300 participantes. Canuto – conhecido em Curitiba por vender nas ruas e praças o Jornal Revista da Poesia, do qual é editor – foi um dos destaques.

Você é mais poeta ou trovador?

Poeta. "É tão triste não gostar de ninguém, e viver na solidão..." Faço até rima sobre aquecimento global. "Os gases que dos automóveis fluem, e o estrume dos rebanhos que a atmosfera poluem..." (risos) De poeta e louco todos nós temos um pouco, né. Mas também gosto de trova e de música. Ninguém pode dizer que é o melhor – e isso valia para a Helena Kolody e para o Paulo Leminski –, mas no congresso de trovadores eu fui o mais solicitado.

Dá para viver de poesia?

Eu vivo do meu jeito. Vendo os livretos Alma de Poeta e Minha Jornada na feira do Largo da Ordem. Já concorri no Talentos da Maturidade [do Banco Santander]. Circulo na Feira de Gastronomia do Batel, aos sábados. Acho que já vendi 10 mil livros. Custa R$ 5, é baratinho.

Planos?

Acho que eu merecia dar aula. Vou defender tese. (risos) Poeta só faz sucesso quando morre. Isso tudo que eu escrevo um dia há de valer alguma coisa.

Não é falta de emprego

A taxa de desemprego de Curitiba está abaixo dos 5% da população economicamente ativa, segundo o IBGE. Para os economistas, esse porcentual indica que há pleno emprego na cidade. Eles dizem que, hoje, só não trabalha quem não quer. Esses dados, tão recentes na vida dos brasileiros, tornam ainda mais assustador ver os grupos de homens e mulheres jovens atirados nos canteiros das praças centrais da cidade. Em geral, trata-se de gente que desistiu de tudo por causa do álcool e das drogas. O que autoridades e sociedade podem fazer?

Ação desrespeitosa?

Leitor conta que observou uma abordagem de policiais da Rone, que revistavam dois jovens. "Fizeram perguntas, mãos na cabeça e, só depois de muito tempo, pediram os documentos. Mesmo certificados de que eles não tinham armas, os mantiveram com as mãos na cabeça. Deve ser só para criar constrangimento mesmo", reclama o cidadão. Segundo ele, como não havia nada de irregular, os dois foram liberados. "Quando será que teremos uma polícia que respeite os cidadãos?", quer saber.

Alta duradoura

Os motoristas estão acostumados às idas e voltas do preço do combustível, mas desta vez estão preocupados com a demora na redução dos preços após a última alta. O preço do etanol é o principal problema. Há dois meses se achava o produto por R$ 1,36 em alguns postos, mas hoje os mais baratos estão cobrando R$ 1,53. Nos postos mais careiros o litro do combustível brasileiro passa de R$ 1,80. A gasolina, por sua vez, vai de R$ 2,39 a algo em torno de R$ 2,75 por litro.

* * *

"A pior solidão – ainda que vivamos em liberdade – é aquela que nos é imposta por quem muito amamos."

João Darcy Ruggeri, advogado e escritor paranaense.

Colaborou José Carlos Fernandes

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