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  • O pastor Felipe Mota, da Igreja Batista Shalon, no Xaxim

É época de as hortênsias florirem no Sul do Brasil. Em Curitiba, a floração já enfeita residências e algumas vias públicas (preste atenção quando passar pela Manoel Ribas, na altura da Secretaria Municipal do Meio Am­­biente). A cor dos grandes buquês de flores, que vão do azul ao rosa-claro, depende do pH do solo: solos ácidos produzem flores azuis, solos alcalinos dão origem a variedades de rosa. Mas cuidado: as hortênsias têm um princípio ativo, a hidrangina, que as torna venenosas para humanos e animais.

Conversa afiada

Sem essa de overdose

O teólogo Felipe Mota, 27 anos (foto), ocupa um lugar muito particular na hierarquia da Igreja Batista. Ele é pastor de adolescentes. Para trabalhar com esse grupo – formado por cerca de 300 meninos e meninas às portas da juventude – Mota precisa "ralar".

Além de observar gírias e costumes, investe na verve teatral e, não raro, faz culto vestido tal qual personagens dos quadrinhos, como Batman. Foi desse esforço que nasceu o livro Meus heróis não morreram de overdose, escrito em parceria com sua mulher, Susan Lee.

Os heróis de Cazuza incomodavam o Felipe...

Eu, como jovem, não poderia entender a vida dessa forma. Decidi, então, mostrar a vida de meus heróis da fé. São sete homens. Além de Calvino e Lutero, falo de nomes como George Müller e Charles Haddon Spurgeon, entre outros religiosos. Alguns morreram jovens e deram sua vida pelo que acreditavam.Como você os conheceu?

Em parte num livro de Orlando Boyer – ele fala de 70 heróis. Fiquei com vontade de fazer o mesmo, mas tinha de escrever de modo que os adolescentes se identificassem. Foi o que fiz.

Você é um cara divertido. Zoou até do Che Guevara...

(risos) Pois sou. Aquele Che que aparece na capa do livro na verdade sou eu vestido de guerrilheiro. Susan e eu fazemos parte de um movimento internacional chamado Jesus freak ["loucos por Jesus"], no qual a gente aprende a usar o teatro, a música e o humor para transmitir a palavra.

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Pacientes de trem

Quando o Hospital Cajuru foi construído, provavelmente a proximidade com a linha do trem e mais especificamente da estação ferroviária foi levada em conta como fator positivo. Facilitava a chegada e partida dos pacientes, talvez. Hoje, porém, o barulho das máquinas é forte demais e a fumaça de algumas delas chega ao 5.º andar, no setor de enfermarias. Outro dia, um trem decidiu parar praticamente "debaixo" do hospital, e o maquinista nem pensou em desligar o motor.

Efeito colateral

O boom da construção civil em Curitiba, com crescimento superior a 40% em 2010, traz um efeito colateral bem desagradável. Ficou difícil encontrar um pedreiro para aquela reforma da churrasqueira ou da edícula e, quando se encontra, é mais difícil ainda manter o profissional no trabalho. Como a oferta de "bicos" é muito grande, os pedreiros preferem assumir vários serviços ao mesmo tempo, embora muitas vezes não concluam nenhum deles. Vale lembrar que esse boom pode passar de repente, assim como veio.

Sensação de segurança

Viaturas da Polícia Militar na maioria das esquinas da área central de Curitiba e dos bairros comerciais, como Água Verde, Bacacheri, Ahú, Boqueirão, dão ao consumidor uma maior sensação de segurança para as compras de Natal. Os "meliantes" naturalmente continuam pelas ruas, mas a presença da lei inibe ações mais ousadas. Todo esse aparato, no entanto, não exime o comprista de tomar os cuidados necessários para fugir de roubos e assaltos.

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"A desculpa é um gesto de educação e de bondade, enquanto o perdão é a legítima expressão de amor."

João Darcy Ruggeri, advogado e escritor paranaense.

Colaborou José Carlos Fernandes.

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