Os irmãos Ana Amélia Cunha Pereira Filizola e Guilherme Döring Cunha Pereira receberam das mãos do presidente da República em exercício, José Alencar, a medalha Assis Chateaubriand, concedida postumamente pela Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) ao diretor-presidente da RPC, jornalista Francisco Cunha Pereira Filho, falecido em 18 de março. A homenagem ocorreu na última terça-feira, em Brasília, durante a abertura do 25º Congresso Brasileiro da Radiodifusão | Josemar Gonçalves
Os irmãos Ana Amélia Cunha Pereira Filizola e Guilherme Döring Cunha Pereira receberam das mãos do presidente da República em exercício, José Alencar, a medalha Assis Chateaubriand, concedida postumamente pela Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) ao diretor-presidente da RPC, jornalista Francisco Cunha Pereira Filho, falecido em 18 de março. A homenagem ocorreu na última terça-feira, em Brasília, durante a abertura do 25º Congresso Brasileiro da Radiodifusão| Foto: Josemar Gonçalves

A cena arrancou lágrimas dos presentes e da própria dona Edelvira Góes Ramos. Ao ser anunciada como a vencedora do prêmio Mulheres que fazem a Diferença durante o jantar da Soroptimist International, na última quinta-feira no Restaurante Madalosso, a ex-carrinheira curitibana levou uma das mãos aos olhos e os apertou. Não era para menos. Ela recebeu um cheque no valor de US$ 5 mil pelo primeiro lugar das Américas na premiação promovida pela ONG feminina internacional.

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Dona Edelvira comanda um belíssimo projeto social na paupérrima Vila Ouro Verde, na periferia de Curitiba. Egressa de um albergue católico, ela prometeu retribuir a ajuda de anos acolhendo os mais necessitados. Há 17 anos dona Edelvira mantém no bairro a Casa de Apoio à Mãe Solidária, onde são acolhidas e orientadas mulheres desempregadas.

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A casa contabiliza 20 mil pessoas atendidas desde que abriu as portas. Hoje o projeto atende simultaneamente 260 famílias carentes. Segundo dona Edelvira, o dinheiro do prêmio será usado para pagar as prestações atrasadas e o IPVA do Renault Scenic que foi transformado em ambulância e para ampliar a Casa de Apoio à Mãe Solidária, que sobrevive de doações e do trabalho voluntário.

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Ela venceu candidatas de outros 19 países. A premiação foi filmada e será exibida no encontro mundial do Soroptimist International que ocorre em Chicago no dia 27 de julho.

Homenagens

O ex-diretor-presidente da RPC, Francisco Cunha Pereira Filho, encabeça a longa lista de pessoas e instituições que serão homenageadas nesta segunda-feira pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná, em comemoração ao Dia da Indústria. Ele receberá o título de "empresário do ano" em caráter póstumo. Além de Cunha Pereira, constam da lista o médico Saburo Sugisawa, diretor do Centro Médico Hospitalar Sugisawa (executivo do ano); Lisandra Fielt (profissional de RH do ano); a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (empresa destaque do ano) e o Boticário (empresa do ano em responsabilidade socioambiental), entre outras.

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A solenidade será realizada às 10 horas no auditório do Campus Curitiba da UTFPR.

Admirável mundo novo

Vem aí um livro interessante: A Vida em Bits, do tabelião curitibano Angelo Volpi Neto, autor de outra obra sobre o mundo virtual, Comércio Eletrônico Direito e Segurança. Com prefácio do jurista e professor René Dotti – no qual afirma que o autor "mostra que o ser humano deve fazer do computador o seu guia pessoal de trabalho, estudo, pesquisa ou lazer, uma espécie de oráculo dos dias correntes" –, o livro, editado pela paulista Aduaneiras, tem oito capítulos.

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O lançamento ocorre na terça-feira, a partir das 18 horas, no espaço de eventos do restaurante Alameda Grill, no Centro Cívico.

Levando a vida a cantar

Um retrato tocante da chamada era de ouro, o documentário Cantoras do Rádio fará uma pré-estreia nacional em Curitiba no dia 4 de junho no Unibanco Arteplex do Shopping Crystal. E tem dedo de gente daqui no trabalho. Fruto de um projeto da produtora curitibana Laurinha Dalcanale, o filme foi realizado pela sua Arte Lux Produções, com direção do jovem diretor paranaense Gil Baroni. O fio condutor do documentário é o show produzido especialmente para as filmagens, realizadas no Rio de Janeiro.

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Também haverá pré-estreias em São Paulo e no Rio.

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"A gente brinca que dá um trato dos cabelos até as unhas de todas as mães que entram lá precisando de ajuda. Elas saem de lá bonitonas e prontas para arranjar um emprego."

Dona Edelvira Góes Ramos, comentando o trato dispensado às mulheres que recorrem à Casa de Apoio à Mãe Solidária, fundada por ela na Vila Ouro Verde.

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