Ponta Grossa - O soldado da PM Luís Gustavo Landmann, 31 anos, acusado de matar por engano a estudante Rafaeli Ramos Lima durante uma operação policial em Porto Amazonas, nos Campos Gerais, teve uma decisão favorável do Conselho de Disciplina da PM, que absolveu o militar. A decisão pela expulsão ou não da corporação ainda depende da análise do comandante-geral, coronel Anselmo José de Oliveira. Landmann também responde à ação na Justiça comum, mas ainda não foi ouvido.

O Conselho de Disciplina julgou que Landmann agiu conforme o regulamento interno da PM. "O crime está sendo apurado na Justiça comum, nós só avaliamos se houve transgressão ao regimento", explicou o capitão Everaldo Vicente de Souza, da assessoria de comunicação da PM. O soldado espera o parecer do comando-geral afastado de suas funções, enquanto recebe metade do seu pagamento habitual porque não tem direito a benefícios.

O crime completou um ano ontem. Na madrugada de 13 de julho de 2008, Rafaeli voltava de um baile com o primo Diogo Soldi Schuhli, 22 anos, que dirigia um Gol. O carro se envolveu numa colisão com a viatura da polícia. Landmann e o soldado Dioneti Santos Rodrigues, 32 anos, que estavam perseguindo assaltantes em fuga, os confundiram com o casal e atiraram. Rafaeli morreu na hora e Diogo levou um tiro na boca.

A tia de Rafaeli, Josimari Machado Lima, diz que a família ainda se recupera do trauma. "Além de perder Rafaeli, o que dói é essa impunidade", afirma. Parentes e amigos da estudante participaram de uma missa no último domingo, na igreja matriz da cidade. Eles ainda aguardam o resultado do processo que corre na Justiça comum. Os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) ofereceram denúncia contra Landmann por homicídio doloso (com intenção de matar) e uma tentativa de homicídio. A denúncia foi aceita no Fórum de Palmeira, que atende a região, mas Landmann ainda não foi citado na ação. Após a citação, serão ouvidas as testemunhas de defesa e marcado o júri.

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