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Com as novas ciclovias, malha total de 427 km será a maior entre as capitais brasileiras | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Com as novas ciclovias, malha total de 427 km será a maior entre as capitais brasileiras| Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Detalhes

Confira os pontos principais do Plano Diretor Cicloviário de Curitiba:

• Microrrede Cicloviária na CIC: 19,5 km de vias interligando diferentes pontos do bairro. Prazo: 2014

• Via acalmada na 7 de Setembro: 6,3 km de vias acalmadas priorizando a bicicleta com implantação de áreas preferenciais nos cruzamentos (bicicaixas). Prazo: 2014

• Bicicletário nos terminais: locais segregados de estacionamento de bicicletas. Prazo: até 2016

• Recuperação da malha: requalificação das ciclovias e passeios compartilhados existentes. Prazo: até 2016.

• Circuito Interparques: conclusão do anel cicloviário de 47 km interligando 8 parques da cidade. Prazo: 2014.

• Conclusão das vias em implantação: conclusão da implantação de infraestrutura cicloviária na Avenida Marechal Floriano Peixoto (3,84 km), Linha Verde Sul/Sul (1,76 km) e Avenida Comendador Franco (19,2 km, nos dois sentidos). Prazo: outubro de 2013.

• Praça do Ciclista: criação de uma praça na esquina das ruas São Francisco e Presidente Faria, no centro de Curitiba. Prazo: 2014.

• Paraciclos: instalação de 25 conjuntos de paraciclos, criando 150 vagas em parques e praças, sobre áreas de calçamento, junto às vias de tráfego. Prazo: 2013

• Bicicletários: criação de estacionamento fechados junto em 20 terminais de ônibus da cidade – com capacidade entre 40 e 60 bicicletas em cada um deles. Prazo: até 2016.

• Manual de infraestrutura cicloviária: documento com descrição técnica dos tipos de vias cicláveis a serem implantadas na cidade, unificando padrões e procedimentos. Prazo: outubro de 2013.

• Lei do Estacionamento: decreto regulamenta a Lei Municipal nº 6.273/81, que destina 5% das áreas de estacionamento para bicicletas e motocicletas em prédios residenciais e áreas com usos não habitacionais. Prazo: Em elaboração.

Sem riscos

O Ippuc divulgou resultado de uma pesquisa feita em parceria com a Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (CicloIguaçu) e comprovou que a construção de infraestrutura é eficaz para tirar os ciclistas das canaletas do ônibus. Em levantamento feito na Avenida Marechal Floriano em 2008, 66% dos ciclistas transitavam irregularmente pela canaleta. Depois da implantação da ciclofaixa, o índice caiu para 10%. Na Avenida 7 de Setembro, o volume de ciclistas pedalando no espaço dos ônibus caiu de 75% para 63% entre 2008 e 2013. A amostragem foi de 592 ciclistas.

20 km de ciclovias serão construídos na CIC, bairro onde muitos trabalhadores usam a bicicleta como meio de transporte.

Saiba mais

Conheça os detalhes e leia a análise do Plano Diretor Cicloviário de Curitiba no blog Ir e Vir de Bike: http://bit.ly/irevirdebike

A prefeitura de Curitiba divulgou ontem os detalhes do Plano Diretor Cicloviário que prevê o investimento de R$ 90 milhões para implantação de 300 quilômetros de novas vias para a circulação de bicicletas na capital até 2016.

INFOGRÁFICO: Veja como fica a rede de ciclovias da capital

Se tirada do papel nos próximos três anos, a proposta, que inclui ainda a recuperação dos 127 quilômetros da malha existente, deve colocar Curitiba na liderança do ranking de cidades brasileiras com maior rede cicloviária do país, totalizando 427 quilômetros. A origem dos recursos para financiar os projetos, segundo a prefeitura, é do próprio orçamento municipal e de convênios firmados com o governo federal, através de programas do Ministério das Cidades.

Elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), o plano tem 12 medidas – que vão desde implantação de infraestrutura à criação de uma praça temática para os ciclistas –, buscando consolidar o conceito de multimodalidade ao inserir a bicicleta no planejamento da cidade. "Curitiba busca dar essa alternativa para que as pessoas possam usar a bicicleta principalmente nos pequenos e médios deslocamentos, como um modal complementar", justificou o prefeito Gustavo Fruet (PDT).

Segundo o presidente do Ippuc, Sergio Pires, a criação de uma rede integrada vai oferecer segurança ao deslocamento cicloviário. "Isso ajuda a consolidar o conceito de cidade humanizada, participativa e inovadora", defende.

Novidades

O plano apresentado traz um conceito de microrrede cicloviária, que será implantado na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), bairro que concentra grande número de trabalhadores que fazem uso da bicicleta como meio de transporte. Com cerca de 20 quilômetros, a rede incluirá ciclovias e ciclorrotas, conectadas aos terminais de ônibus e interligando o bairro.

A prefeitura também detalhou o projeto de implantação de uma via acalmada na Avenida 7 de Setembro, no centro da cidade. Com 6,3 quilômetros, o eixo vai interligar a ciclovia da rua Mariano Torres à Praça do Japão. Para oferecer o compartilhamento, a velocidade máxima na via para os veículos motorizados será reduzida para 30 km/h e os ciclistas vão transitar à direita da via, sobre área demarcada. Nos cruzamentos, serão implantadas bicicaixas – uma área especial de parada para bicicletas nos semáforos, entre a faixa de pedestres e a área de veículos motorizados.

Na área de infraestrutura, devem ser implantados 25 conjuntos de paraciclos – estacionamento paradas rápidas – em diferentes pontos, criando 150 vagas para bicicletas em parques e praças e equipamentos públicos. A prefeitura também anunciou que vai criar bicicletários – estacionamento fechados – nos 20 terminais de ônibus da cidade, totalizando até 1,5 mil vagas em todo o sistema.

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