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| Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Reunidos em assembleia na manhã desta segunda-feira (9), professores da rede pública estadual de ensino decidiram suspender a greve da categoria, deflagrada em 9 de fevereiro. No entanto, os docentes também aprovaram a manutenção de um estado permanente de greve, o que significa que a paralisação pode ser retomada caso o governo estadual descumpra algum dos acordos firmados desde o início do movimento.

Estado permanente de greve envia mensagem

Durante a assembleia-geral, professores e funcionários da educação votaram pela suspensão da greve e manutenção de um estado permanente de greve, ou seja, a categoria retoma as atividades e volta às salas de aula, mas mantém uma espécie de “estado de alerta”, em que uma nova paralisação pode ser decidida a qualquer momento mediante convocação de nova assembleia-geral em 48 horas.

De acordo com a secretária de finanças da APP-Sindicato, Marlei Fernandes, a categoria pode permanecer em estado permanente de greve por tempo indefinido, até que uma nova assembleia vote pelo fim da manutenção do status. “Trata-se de um instrumento legal que diz: fizemos greve, voltamos às atividades, mas estamos atentos ao menor descumprimento do que foi acordado”, explicou.

Na prática, não há muita diferenciação. Caso não se votasse pelo estado permanente de greve, o sindicato poderia convocar nova assembleia-geral em 48 horas para aprovar uma nova paralisação a qualquer momento. “É mais uma mensagem que gostaríamos de passar para o governo, a sociedade e os próprios alunos. De que a luta continua, de que estamos atentos.”

Até o final de abril a APP-Sindicato deve convocar nova assembleia-geral para avaliação dos resultados obtidos após o encerramento das negociações e retorno das aulas. “Mas não significa que vamos sair do estado permanente de greve”, concluiu Marlei.

Para os alunos, o reinício das aulas acontecerá na quinta-feira (12); para os professores e funcionários, a volta ao trabalho se dá na terça-feira (10). Segundo a APP-Sindicato, a categoria precisa desses dois dias para reorganizar as turmas e escolas.

Apesar de ocorrer no mesmo local, a assembleia desta segunda não contou com o público da última, ocorrida na quarta-feira (4) e quando 20 mil pessoas lotaram o estádio da Vila Capanema, em Curitiba. Segundo o cálculo do sindicato, de 10 mil a 15 mil pessoas compareceram a deliberação realizada nesta manhã

Após o término da assembleia, a direção do sindicato convocou os presentes para irem até o Centro Cívico, onde haverá pronunciamento sobre o fim da greve e do acampamento em frente ao Palácio Iguaçu - símbolo do movimento.

Desde o início, clima diferente

A assembleia começou com um clima diferente do visto na última quarta-feira. Pelas arquibancadas da Vila Capanema, o que mais se ouvia eram receios de que a manutenção da paralisação poderia afetar a forma como a sociedade via a luta dos professores.

“Agora nossa preocupação é com os alunos”, disseram as professoras Nassara Borges, Marilda Sanches e Daniele Leal, de Tomazina. No entanto, elas ressaltaram que a categoria deve ficar atenta às promessas do governo, principalmente em relação ao Paranaprevidência. As docentes disseram ainda que a resistência pelo fim da greve veio do fato de boa parte dos professores desacreditar tanto do Executivo quanto do Judiciário.

A expectativa vista nas arquibancadas acabou se confirmando. Pouco antes da votação, secretária de finanças da APP-Sindicato, Marlei Fernandes, afirmou que, na reunião do conselho estadual da entidade, da qual participaram representantes dos 29 núcleos sindicais, 25 declararam apoio à suspensão da greve e apenas quatro manifestaram dúvida.

Após as falas dos lados a favor e contra a suspensão da greve, a questão foi colocada a votação. Embora não tenha havido unanimidade, a opção pela suspensão da greve foi a vencedora.

“A categoria entende que não conseguimos tudo o que queríamos, mas fizemos com que o governo recuasse. Essa foi uma das greves mais vitoriosas da categoria e queremos sair assim dela. Permanecermos em estado permanente de greve, ou seja, acompanhando a implementação do que foi acordado sob o risco de paralisarmos a qualquer momento se for necessário”, disse Fernandes.

  • Professores aprovaram a suspensão da greve nesta segunda-feira
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Fim do tempo real

Professores chegam ao Centro Cívico, onde um ato deverá encerrar o acampamento da categoria em frente à Assembleia Legislativa. Com isso, encerramos o nosso tempo real! Abraço e até a próxima!

Ato no Centro Cívico

Mudança de planos: não haverá marcha da Vila Capanema até o Centro Cívico. Carros e ônibus levarão parte dos participantes da assembleia até o local, onde será realizado um pronunciamento sobre o fim da greve e do acampamento em frente ao Palácio Iguaçu - símbolo do movimento.

Reinício das aulas

Para os alunos, o reinício das aulas acontecerá na quinta-feira (12); para os professores e funcionários, na terca-feira (10). Segundo o sindicato, a categoria precisa desses dois dias para reorganizar as turmas e escolas.

Acampamento

Após o fim da assembleia, professores devem seguir ao Centro Cívico para desmanchar o acampamento em frente ao Palácio Iguaçu. "Faremos um ato simbólico porque o acampamento foi o símbolo desse movimento", disse Hermes.

Avaliação

Hermes Leão Silva, presidente da APP-Sindicato, avalia que os avanços na defesa dos direitos da categoria indicavam que era hora de suspender a paralisação. "Entendemos que é hora de suspender a greve para que o governo possa cumprir o que foi acordado. Mas mantemos o estado permanente de greve diante do descrédito do governador", disse. A orientação do sindicato é de que nova assembleia será convocada caso o pagamento do terço de férias, agendado para 31 de março, não seja realizado.

Greve suspensa

Votação acaba de ser realizada e por ampla maioria a suspensão da greve e a manutenção de estado permanente de greve foi aprovada. Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Professor Rodrigo Tomazini, de Maringá, discursa a favor da manutenção da greve. Entre as razões, ele elenca: "Na carta-compromisso não há menção à Paranáprevidência ou garantia de que não haverá fusão dos fundos; o terço de férias foi garantido apenas aos professores, e não aos funcionários; e as turmas não foram reorganizadas como gostaríamos. Há ainda a questão das promoções e progressões."

Mais uma passeata

Após a assembleia na Vila Capanema, nova marcha até o Centro Cívico será realizada.
Em defesa da suspensão da greve, sindicato lembra que carta-compromisso assinada pelo governo foi mediada pelo Judiciário. "Tanto não confiamos no governo que o levamos ao Judiciário, mas nossa luta se dá também das salas de aula."
O futuro do dinheiro da Paranáprevidência é o ponto de maior discordância entre favoráveis e contrários à greve. Membro da base do núcleo de Ponta Grossa defende a continuidade da paralisação "Nossa previdência continua em risco. Nosso lema é 'nenhum direito a menos'. É na greve que o governo tem que recuar em relação à Paranáprevidência. Não podemos voltar às aulas com nossa aposentadoria em risco", disse a representante.
Argumentação de defesa da suspensão da greve lembra que houve conquistas e que há compromisso da Justiça de mediar possíveis conflitos no futuro.
Professor Fabiano Stoiev, do núcleo Curitiba Norte, sobe à mesa para fazer defesa da manutenção da greve. "Temos que decidir, porque chegamos em um momento em que a unidade conquistada começa a dar espaço às dúvidas. Nossa defesa é pela continuidade porque nesse momento temos quase 100% da categoria mobilizada, temos um governo acuado, temos outras categorias paralisadas e apoio popular. É esse o momento de manter a greve para lutar porque a questão da Paranáprevidência será decidida nos próximos dias", disse.
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Petróleo

Faixa circula no estádio pedindo a aplicação de recursos da exploração do pré-sal na educação. Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Hermes Leão Silva apresenta a proposta do comando estadual de greve e conselho dos núcleos sindicais. "A ampla maioria definiu indicativo de suspensão da greve e reinstalação de estado permanente de greve"; em seguida, chama a defesa da proposta pela continuidade da greve. Até cinco pessoas poderão se inscrever para defender cada proposta.
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Expectativa cresce

Em breve deve ser votada a suspensão da paralisação da greve dos professores. Siga com a gente! Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
"25 núcleos avaliaram que houve uma grande vitória da categoria e que devemos suspender a greve e continuar em estado permanente de greve, com disposição para voltar às ruas", declarou a representante do núcleo sindical de Guarapuava, com apoio do núcleo Curitiba Sul. Até agora ninguém se manifestou pela continuidade da greve.
O depósito (a ser realizado) de três parcelas no fundo rotativo, utilizado para manutenção das escolas, também é citado entre as conquistas do movimento. "A contante avaliação da escola pública, no entanto, continua. Ainda há muitos direitos que queremos conquistar e a luta continua", diz Hermes.

Avanços

Hermes Leão Silva, presidente da APP-Sindicato, elenca alguns dos avanços conquistados durante a negociação: compromisso do governo de respeitar o número máximo de alunos por sala de aula; a definição de datas para o pagamento de atrasados (31de março o adicional de férias e 31 de agosto e 31 de outubro as progressões e promoções); retomar programas e projetos que haviam sido cancelados, como o de línguas estrangeiras e treinamento de professores; manutenção do PDE e nomeação de 1.015 pedagogos. Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Segundo o sindicato, apenas um núcleo apresentou proposta de manutenção da greve - que deve ser apresentada agora em assembleia para votação. Para Ester Assunção, professora de Piraquara e favorável à continuidade da paralização, "não é hora de recuar. Tudo que foi acordado depende de ter dinheiro em caixa, não há garantias de cumprimento ainda."

Com fim da greve, aulas começarão dia 12

Caso a suspensão da greve seja aprovada, as aulas devem iniciar apenas na quinta-feira (12). Walkiria Mazeto, secretária de educação do sindicato, explica que a categoria pediu dois dias para planejamento das aulas e organização do espaço escolar, pedido que foi acolhido pela Secretaria de Estado da Educação.
"A categoria entende que não conseguimos tudo o que queríamos, mas fizemos com que o governo recuasse. Essa foi uma das greves mais vitoriosas da categoria e queremos sair assim dela. Permanecermos em estado permanente de greve, ou seja, acompanhando a implementação do que foi acordado sob o risco de paralizarmos a qualquer momento se for necessário", disse Marlei.

Assembleia deve votar fim da greve

Ao que tudo indica, assembleia-geral deve resultar na suspensão da greve. Segundo a secretária de finanças da APP-Sindicato, Marlei Fernandes, na reunião do conselho estadual da entidade, da qual participaram representantes dos 29 núcleos sindicais, 25 declararam apoio à suspensão da greve e quatro manifestaram dúvidas.
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Ao contrário da semana passada, arquibancadas da Vila Capanema não estão lotadas. Professores preferiram se concentrar na parte coberta do estádio. Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo.
"Acredito que se continuarmos a paralisação vamos causar um desconforto ainda maior perante a sociedade e travar uma verdadeira batalha com o governo, e não queremos polemizar. As negociações não representaram avanços reais, apenas retornamos às condições que tínhamos em dezembro do ano passado. O que aconteceu em janeiro é que passou de uma situação complicada para uma situação caótica. Não havia como começar o ano letivo", disse um vice-diretor que não quis se identificar.
O que se ouve nas arquibancadas são muitas conversas favoráveis ao retorno das atividades e à permanência em estado de greve, o que significa retornar às salas e estabecer um prazo para o cumprimento dos acordos firmados entre sindicato e governo - caso não sejam cumpridos, a categoria para novamente.
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Os negociadores - trabalhadores

Confira um perfil de Hermes Leão Silva, presidente da APP-Sindicato.
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Os negociadores - governo

Confira perfis do secretário Eduardo Sciarra e do deputado Luiz Claudio Romanelli - os homens fortes do governo na negociação com os professores.

Desconfiança

"Agora nossa preocupação é com os alunos. Nosso voto é para acabar com a greve, mas continuaremos atentos às promessas do governo, principalmente no que concerne ao Paranáprevidência. Os avanços conquistados semana passada foram significativos, mas não sabemos se vão ser implementados mesmo; esse é o problema, estamos desacreditados do governo, do Legislativo e do Judiciário", disseram as professoras Nassara Borges, Marilda Sanches e Daniele Leal, de Tomazini.

Professores divididos

Ao contrário do que foi visto na assembleia-geral da semana passada, quando a continuidade da greve era praticamente unanimidade, dessa vez a categoria se mostra dividida e apreensiva. Parte dos professores acredita que seja hora de retornar às salas de aula sob o risco de perder apoio popular; parte acredita que a hora é de pressionar mais o governo.
Segundo o sindicato, já chegaram à Vila Capanema caravanas de União da Vitória, Umuarama, Toledo, Ponta Grossa, Pato Branco, Maringá, Paranaguá, Paranavaí, Foz do Iguaçu, Campo Mourão, e Ivaiporã.
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Recomendação da cúpula

Reunião da direção da APP-Sindicato, na noite de domingo, resolveu recomendar que assembleia decida pela continuidade da paralisação.
A assembleia de hoje não deve contar com tantas pessoas como a da semana passada. A expectativa é de que cerca de 10 mil pessoas compareçam; mas até o momento ainda não há tudo isso de presentes.
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Sol castiga

Mais uma vez, sombrinhas são acessório indispensável para proteger os professores do sol. Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
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Faixas presentes

As faixas de protesto, que fizeram sucesso na última assembleia, também marcam presença hoje. A foto é de Aniele Nascimento, da Gazeta.
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Mesmo local

A assembleia ocorre novamente no estádio da Vila Capanema, em Curitiba. Na semana passada, 20 mil professores se reuniram no local e decidiriam continuar a paralisação. Veja como foi
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Bom dia, leitores!

Começamos agora a nossa cobertura em tempo real da assembleia dos professores que irá definir os rumos da greve da categoria.
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