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Apesar da possibilidade de greve anunciada para esta terça-feira (20), policias federais do Paraná não irão paralisar os serviços. De acordo com o sindicato da categoria no estado (Sinpef-PR), os profissionais devem manter o estado de greve (um alerta para paralisação) em que se encontram há mais de 30 dias sem que os trabalhos oferecidos pelo órgão sejam afetados.

Também não estão previstas manifestações ou mobilizações pontuais para o dia. Por isso, os serviços de emissão de passaportes, registro de estrangeiros e controle de entrada e transporte de produtos químicos em território nacional, como todas as demais atividades da PF, estão previstas para funcionar normalmente. O estado de greve atinge também escrivães e papiloscopistas da PF.

Segundo a Federação Nacional dos Policiais Federais, profissionais da superintendência de São Paulo farão uma manifestação na manhã desta terça. Brasília, Goiás e Minas Gerais também realizam atos públicos e fazem paralisação dos serviços neste dia, segundo a entidade.

Ainda que não exista programação de reivindicações para ao longo do dia no estado, o Sinpef-PR não descarta a possibilidade de uma paralisação súbita. "Há qualquer momento podemos parar os serviços. A intenção é ir paralisando aos poucos, e o governo nos empurra para isso", declarou o presidente do sindicato, Fernando Augusto Vicentine.

Reivindicações

Os servidores da PF reivindicam soluções para os problemas de "degradação" do Departamento de Polícia Federal que, segundo eles, já afetam diversas investigações. Além disso, eles também reclamam dos salários, que estão congelados há cinco anos, e da desvalorização do policial federal em relação às demais carreiras federais.

"Foram setenta dias de greve no ano passado, estamos há quatro anos negociando como o governo e o governo não quer reestruturar a Polícia Federal. Isso que combatemos a corrupção, então parece que o governo não quer que a gente continue a combater a corrupção", declarou Vicentine.

Greve de 2012

No ano passado, agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal realizaram uma greve de 70 dias, a qual contou com a adesão de mais de 7 mil servidores. A decisão de voltar ao trabalho apesar de não se ter chegado a um acordo sobre a reestruturação salarial foi motivada pela sinalização do Ministério da Justiça em atender algumas reivindicações para a melhoria das condições de trabalho. A paralisação teve início no dia 7 de agosto.

A última proposta do governo para os funcionários em greve, apresentada no dia 26 de agosto, foi um reajuste de 15,8%, dividido em três anos. Sem acordo, os policiais federais haviam decidido manter a greve mesmo depois de o governo encerrar as negociações envolvendo valores.

No Paraná, a greve afetou os serviços de emissão de passaportes, liberação de porte de armas e entrada de tripulantes de navios pelo Porto de Paranaguá, que eram impedidos de entrar legalmente no país.

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