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Vila torres

Em quase 2 anos, guerra entre gangues matou 40 pessoas na Vila Torres

Após a chacina do Walmart, investigação da DHPP conseguiu prender 15 suspeitos e identificar todas as gangues e lideranças dos grupos. Já foram abertos 26 inquéritos para apurar os casos.

  • PorDiego Ribeiro
  • 26/02/2015 18:07
Comunidade da Vila Torres vive sob domínio do medo em  Curitiba. | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Comunidade da Vila Torres vive sob domínio do medo em Curitiba.| Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Entre julho de 2013 e janeiro deste ano, a disputa entre as gangues “de Cima” e “de Baixo” na Vila Torres deixou um rastro de 40 homicídios. Esse total representa, por exemplo, 8% dos homicídios da cidade inteira. O pico de violência aconteceu no último dia do ano passado, no caso que ficou conhecido como chacina do Walmart. Naquele dia, seis pessoas da gangue “de Cima”, chamada também de “Chicarada”, foram assassinadas no estacionamento do supermercado (cinco morreram no local e um no hospital). Mas ali, iniciou também uma investigação profunda sobre os homicídios entre gangues da Vila Torres. Até agora foram abertos 26 inquéritos policiais que investigam os fatos. Deste total de inquéritos, um é sobre associação criminosa dos integrantes. Todos os outros tratam de assassinatos.

A disputa é entre as gangues “de Cima” e “de Baixo” na Vila Torres.Henry Milléo/Gazeta do Povo

Desde o começo do ano, 15 suspeitos envolvidos com os crimes relacionados às gangues foram presos. No mesmo período, houve apreensão de uma submetralhadora, quatro pistolas ponto quarenta – uma delas já há comprovação que é patrimônio da PM – três pistolas calibre 9 milímetros, duas calibre 380 e dois revólveres 38.

Na manhã desta quinta-feira (26), uma operação da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio da Polícia Militar, prendeu dois suspeitos. A polícia ainda apura a possibilidade de eles estarem envolvidos com as gangues. Foram cumpridos também 90 mandados de busca e apreensão em locais suspeitos.

Visão aérea da Vila Torres

A operação da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na Vila Torres contou com o apoio aéreo. A equipe da polícia usou uma tecnologia usada na Copa do Mundo para monitorar e transmitir imagens da ação em tempo real para sala de o Centro de Comando e Controle na Secretaria da Segurança Pública.

+ VÍDEOS

Segundo o delegado chefe da DHPP, Miguel Stadler, é o começo da etapa final das investigações sobre as gangues. Há ainda cinco mandados de prisão para serem cumpridos contra pessoas suspeitas de assassinatos na região, que estão foragidas.

Em fevereiros ocorreram ainda dois homicídios, que podem estar relacionados, mas ainda não está confirmado. De acordo com a polícia, a maior parte das vítimas de homicídios na região da Vila Torres tinha envolvimento com as gangues. No entanto, as duas crianças que foram assassinadas na região em novembro do ano passado são consideradas vítimas inocentes da violência local. A maior parte dos inquéritos ainda está em aberto aguardando laudos, mas alguns deles devem ser encerrados em breve.

“Os grupos agora estão enfraquecidos. Em termos de diligências, terminamos”, afirmou o delegado. Apesar disso, ele ressalta a importância de continuar o monitoramento. De acordo com Stadler, quando um integrante é preso ou morto, rapidamente, outro integrante tenta assumir o esquema.

Pedido

A DHPP pede para que a população ligue no telefone do programa narcodenúncia 181 denunciar qualquer crime relacionado ao tráfico de drogas e homicídios. O anonimato é assegurado pela polícia.

Faixa de Gaza

De acordo com as apurações da polícia, a guerra na Vila Torres começou há muitos anos, mas em julho de 2013 um suposto pacto de paz foi quebrado, quando um integrante da gangue “de Baixo”, conhecido como “Zóio”, foi assassinado. Dois homens da “de Cima” foram identificados como autores. Ali começou uma sequência de 40 homicídios. A Avenida Guabirotuba, que corta a Vila Torres, chegou a ficar conhecida como “Faixa de Gaza”, uma referência ao país palestino sob domínio de Israel, com histórico de milhares de vítimas da guerra no Oriente Médio.

“Tem morte com vinte tiros no corpo da vítima. Além de mostrar crueldade, é a forma de eles mostrarem poder de fogo e que estão preparados, inclusive, para polícia”, comentou Stadler. O delegado revelou ainda o medo imposto no bairro foi tão forte que chegou ao extremo de moradores de “Cima” evitarem conversas com os “de Baixo” por receio de serem flagrados por integrantes das gangues. As polícias Civil e Militar devem manter operações de saturação a partir de hoje.

Mapeamento das gangues

As investigações da DHPP conseguiu mapear todos os integrantes das gangues e descobriram ainda grupos dissidentes que também se envolvem nas disputas por território e venda de droga. Foram identificadas as conhecidas gangues de “Cima” e de “Baixo”. Além delas, a polícia descobriu que o grupo de “Cima” está dividido em subgrupos que brigam entre si. Essas são chamadas de “Toca do índio”, “Predinho ou Bigodão” e “Centro Chicarada”.

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