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Estudantes da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná protestaram desde as 8h30 de ontem, no câmpus Curitiba da instituição, contra o reajuste de 8,5% nas mensalidades de todos os cursos, previsto para ser implantado em janeiro de 2009. De acordo com o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da PUC, cerca de 200 alunos participaram da manifestação, com cartazes, faixas e narizes de palhaço, na manhã de ontem.

Segundo o presidente do DCE, Gustavo Pagnoncelli, do curso de Relações Públicas, os estudantes estão insatisfeitos principalmente por não perceberem a aplicação das mensalidades na infra-estrutura da universidade. "Entendemos que um aumento é necessário, mas 8,5% é uma vergonha", diz. "Temos problemas de segurança dentro do câmpus e não vemos qualquer procedimento administrativo da PUC". O anúncio do aumento, segundo o DCE, foi feito na segunda-feira.

O grupo protestou em frente ao prédio administrativo da instituição no câmpus Curitiba, no bairro do Prado Velho. Segundo a estudante Fabiana Moreira, colaboradora do DCE, nos anos anteriores, o reajuste nas mensalidades foi praticamente a metade do que deve ser aplicado neste ano. "Sempre ficou em torno de 4% a 4,5%", afirma. "Calculando em cima das mensalidades, você percebe como o valor é alto. A mensalidade do curso de Medicina, por exemplo, é de R$ 2,5 mil. O reajuste passa de R$ 200."

Os estudantes pretendiam protestar no local até serem recebidos por representantes da universidade. Por volta das 9h40, o pró-reitor de Administração, Planejamento e Desenvolvimento, Valdecir Cavalheiro, recebeu uma comissão dos alunos para discutir o assunto.

Segundo Cavalheiro, o índice de reajuste foi calculado por uma planilha de custos da universidade e, por isso, não tem como ser revisto. "Na verdade o valor é o menor a que conseguimos chegar, compreendendo as dificuldades financeiras dos pais e dos alunos", afirma. Segundo o pró-reitor, o principal fator que influencia nos gastos da PUC são os custos com pessoal. "Salários de docentes e técnicos administrativos correspondem a cerca de 60 ou 70% do orçamento", diz. "Como houve reajuste salarial para as categorias de professores e funcionários da educação, nossos custos aumentaram". Ao todo, segundo Cavalheiro, a instituição tem 1,4 mil professores e mil funcionários.

Segurança

Sobre as reivindicações de segurança e melhor infra-estrutura para os alunos, o pró-reitor promete ouvir os pedidos. "O DCE ficou de me entregar a pauta de reivindicações, para que analisemos", conta. "Todos os itens serão analisados em conjunto com a pró-reitoria de graduação e pós-graduação."

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