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Veja a situação das rodovias |
Veja a situação das rodovias| Foto:

Rotas alternativas

Com a BR-376 interditada, os motoristas devem procurar outros caminhos entre Paraná e Santa Catarina:

- Os motoristas que estão em Curitiba e precisam viajar a Santa Catarina podem seguir pela BR-116 até o km 84 (São Cristóvão do Sul), acessar a BR-470 e chegar à BR-101 por Itajaí, no km 113.

- Outra possibilidade rumo a Santa Catarina é pegar um desvio pela BR-116 e voltar à BR-101 a partir do quilômetro 27.

- Para chegar a Garuva (SC), o motorista deve pegar a BR-277, depois a PR-407 (Pontal do Paraná) e chegar à PR-412 (Guaratuba). O motorista deve atravessar o ferryboat e continuar na PR-412.

- Outra possibilidade é trafegar pela BR-116 até o quilômetro 4, na região de Mafra. Nesse trecho deve-se acessar a BR-280, depois a Serra Dona Francisca e então voltar para a BR-101, em Pirabeiraba, região de Joinville.

- De Santa Catarina para o Paraná é possível acessar o km 184 da BR-470, passando por Blumenau, seguir até a cidade de São Cristóvão do Sul e pegar a BR-116 até Curitiba.

- Quem está no litoral de Santa Catarina pode pegar a BR-101 até o cruzamento com a BR-280. Já na BR-280, o motorista deve seguir até Rio Negro, no Oeste catarinense, e pegar a BR-116.

  • Na BR-277, os caminhões estão impedidos de seguir viagem até Paranaguá. Não há previsão para o tráfego ser normalizado

A BR-277 voltou a ter um dia de tráfego complicado ontem. Du­­rante todo o dia, o fluxo dos veículos foi feito em uma pista, nos dois sentidos, entre os quilômetros 12 e 29. No quilômetro 26, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) manteve o sistema "pare e siga", com um veículo passando de cada vez. A fila no sentido Paranaguá–Curitiba teve picos de 20 quilômetros durante o dia. A BR-376, que estava interditada desde sábado, foi parcialmente liberada ontem, mas o trânsito só era autorizado a cada duas horas. A orientação da PRF é para evitar usar a rodovia.No sentido contrário da BR-277, o quadro não era muito melhor. A fila era longa tanto na região de Morretes quanto em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, onde os caminhões eram impedidos de descer para não ficarem parados na serra. No fim da manhã, uma manifestação de caminhoneiros interrompeu o tráfego rumo ao litoral, formando longas filas.

Maria de Lourdes Sarneski voltava de Curitiba para Pontal do Paraná, onde mora, e levou cerca de seis horas para chegar. "Ainda tivemos sorte de ter escapado da manifestação dos caminhoneiros. Mesmo assim, ficamos parados mais de duas horas, próximo da entrada de Morretes", disse.

A impossibilidade de ir e vir tem trazido todo tipo de transtorno à rotina de quem viaja entre Curitiba e as praias. Os prejuízos causados pelas chuvas começaram na quinta-feira, logo depois do carnaval, quando muita gente ainda estava no litoral. O dentista Renato Krawuts­­chke, de Curitiba, pretendia voltar do feriado em Guaratuba na sexta-feira, mas só tem esperanças de chegar hoje. Enquanto isso, as consultas vão sendo desmarcadas. "Todos os horários de segunda-feira foram desmarcados. Estou desmarcando os outros aos poucos, conforme o tempo de viagem vai se prolongando", afirmou.

O transtorno nas estradas é só mais um para o cabeleireiro Everton da Silva, que mora em Paranaguá e acaba de conseguir um trabalho provisório em Curitiba. "Eu preciso sustentar minha família. Estou fugindo do caos que Paranaguá enfrenta porque não consigo trabalhar". Segundo ele, o problema maior é a falta de água. "Sem água, eu não trabalho. A cidade já enfrentava problemas de água antes do que aconteceu por causa das chuvas. Vai demorar meses para o abastecimento se normalizar."

Depois de duas tentativas, no domingo e na segunda-feira, Márcio Zanelato e Sílvio Pineda, que estavam no litoral, seguiam ontem para Curitiba, depois de perderem dois dias de trabalho. "Já estamos tendo problemas porque o chefe acha que estamos nos aproveitando da situação. A [concessioária] Ecovia informa que a pista está liberada, mas quando a gente chega aqui está tudo parado", disse Pineda.

Os dois colegas de trabalho estavam acompanhados pela estudante Angélica Zanelato, que já perdeu três dias de aula por causa dos transtornos nas estradas. "O pior de tudo é a falta de informação. A gente nunca sabe onde a estrada está liberada e onde não está. Perdemos a viagem duas vezes, vindo de Pontal até Paranaguá e tendo que voltar", afirmou.

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