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Em testes em Curitiba, ônibus elétrico híbrido emite 55% menos poluentes

A capital paranaense é a primeira cidade da América Latina a testar a nova geração do híbrido elétrico da Volvo em condições reais de uso, em uma parceria com outras empresas e a UTFPR

  • PorFabiane Ziolla Menezes
  • 28/10/2016 09:32
Teste com a segunda geração híbrida da Volvo começaram no último mês de agosto, em Curitiba. | Silvio Aurichio/Divulgação/Volvo Bus Latin America
Teste com a segunda geração híbrida da Volvo começaram no último mês de agosto, em Curitiba.| Foto: Silvio Aurichio/Divulgação/Volvo Bus Latin America

Os resultados dos testes da terceira fase da tecnologia elétrica híbrida da Volvo Bus Latin America, iniciados em agosto deste ano, foram divulgados nesta quinta-feira (27). Em pouco mais de três meses de operação já foi possível verificar que o veículo em circulação na linha Juvevê/Água Verde está conseguindo funcionar 55% do tempo no modo elétrico (sem gastar nada de diesel), consome 65% menos combustível que o modelo convencional e 30% a menos que o híbrido convencional de primeira geração, o Hibribus, aquele introduzido na frota de Curitiba em 2012. Embora com apenas uma estação de recarga no percurso de 22,5 quilômetros – o ideal, segundo os técnicos, seria uma estação a cada 10 quilômetros –, o modelo se mostrou viável em condições reais de uso. A capital paranaense é a primeira cidade da América Latina a testar a nova geração de ônibus híbrido elétricos da Volvo, numa operação conjunta com outras empresas – Siemens (responsável pela estação de recarga em âmbito global) e Ericsson (sistema de wi-fi) –, com o sindicato das empresas de ônibus de Curitiba e região (Setransp) e as operadoras Redentor, Cidade Sorriso e Glória, além da colaboração de acadêmicos da UTFPR e a participação do poder público, na figura da Urbs. Por ser apenas um teste, não há custos para os usuários ou para a prefeitura de Curitiba.

Batizado de Hibriplug, o veículo em testes é a segunda geração de híbridos da Volvo. Possui tecnologia que permite a recarga da bateria do motor elétrico nos pontos finais de embarque e desembarque de passageiros. No caso de Curitiba, a estação de recarga está instalada em uma pracinha da Rua Menezes Dória, no bairro Hugo Lange, próximo do Setor de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Paraná. A possibilidade de recarga e outras pequenas diferenças é que fazem com que essa geração híbrida seja mais eficiente que a primeira, que também está em testes em Curitiba, na linha Interbairros 2, sentido horário, desde março deste ano, na versão articulada, sob o nome de Hibriplus. Em outras palavras, em condições reais de uso em Curitiba, enquanto a primeira geração híbrida articulada foi capaz de andar 8% no modo elétrico, a segunda geração chegou a 55% do tempo. Em um ano de operação, isso significará uma economia de 15 mil litros de combustível em relação a um ônibus convencional movido a diesel. A uma média de R$ 3 por litro de diesel, a economia chegaria a R$ 45 mil em um ano.

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Além do Hibriplus e do Hibriplug, a Volvo também monitora o Hibribus, híbrido de primeira geração modelo convencional e padrão Euro 3 (na Europa já se usa o Euro 6, bem menos poluente) para efeitos de comparação. “É interessante observar que esses primeiros veículos [30 foram introduzidos na frota de Curitiba em 2012] já estão completando quatro anos de uso e suas baterias continuam em perfeito estado de funcionamento. Cada um já completou uma média de 280/290 mil quilômetros rodados”, salientou Renan Schepanski, engenheiro de vendas da Volvo Bus Latin America.

Menos poluição

Os resultados em termos de redução na emissão de poluentes também são bons. O Hibriplug emite 55% menos CO2, 540% menos óxido de nitrogênio (NOX) e 1.500% menos material particulado (fumaça preta e que deixa resíduos nos pulmões, estando relacionada a uma série de doenças) em relação aos veículos híbridos da primeira geração. Já o Hibriplus, também considerado de primeira geração, mas articulado e de um padrão mais novo (Euro 5), conseguiu emitir 26% menos CO2, 430% menos NOX e 700% menos material particulado. A linha Juvevê/Água Verde, inclusive, foi escolhida para os testes do Hibriplug por circular na região central de Curitiba, a mais poluída.

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Infraestrutura urbana

Durante a apresentação dos resultados, a equipe da Volvo salientou que o salto para a tecnologia elétrica híbrida, embora já comercialmente viável, não é coerente neste momento. Embora o produto já existe, nem toda a cidade terá condições de implantar a infraestrutura necessária para a operação desses veículos. Ao mesmo tempo, também por esses motivos, a fabricante ainda enxerga uma certa longevidade nos modelos a combustível comum quando considerados percursos de longa distância.

No caso de Curitiba, durante a Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) de Eletromobilidade, lançado em maio deste ano para coletar ideias do mercado sobre a implantação de modais elétricos na capital paranaense, uma das ideias apresentadas é uma espécie de evolução do BRT. O grupo formado pela Nórdica Volvo (representante de vendas dos veículos pesados do Grupo Volvo no Paraná), pela Cesbe Engenharia (construtora paranaense que hoje tem se interessado por projetos de infraestrutura) e pela Associação Metrocard (responsável hoje pela bilhetagem das linhas da região metropolitana de Curitiba) quer convencer Curitiba a lançar uma licitação para o City Vehicles Interconnectd (Civi) ou ainda o BRT 2.0, a evolução do sistema nascido e criado na capital paranaense. Como orientadora da ideia, a Volvo Bus Latin America afirma ter pensado, junto com a Urbs, em alguns pontos da cidade onde já é possível implantar com mais facilidade a infraestrutura urbana necessária para a tecnologia elétrica híbrida. Ainda assim, o projeto em avaliação dentro da PMI utiliza a primeira geração da tecnologia híbrida como base, a mesma dos Hibribus.

No caso de Curitiba, a PMI de Eletromobilidade também tem a tarefa de tentar encontrar novos players para o transporte da capital, cuja última licitação de 2010 é alvo de várias ações na Justiça e desentendimentos entre empresários e poder público. Tudo isso em meio a tentativas das cidades brasileiras em encontrar um novo modelo de financiamento para o transporte, que não saia só do bolso do usuário e nem conte apenas com o subsídio direto. Embora mais eficientes, tecnologias como as da Volvo só se pagam a longo prazo no momento e, sem encontrar novas formas de financiar o transporte no país, ficará difícil implantá-las.

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América Latina

Encerrados os testes com a tecnologia elétrica híbrida em Curitiba, o que está previsto para 2017, os veículos da Volvo devem ser testados em outras cidades do continente. Embora seja novidade na América Latina, os ônibus elétricos híbridos já estão em operação em Estocolmo e Gotemburgo (ambas na Suécia), Hamburgo (Alemanha), Luxemburgo, Namur (Bélgica).

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