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| Foto: Daniel Castellano/Arquivo /Gazeta do Povo

Um estudo sobre a mobilidade urbana das mulheres em São Paulo foi lançado nesta terça-feira (13), em publicação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU), e revela que as pessoas do sexo feminino usam mais o transporte público coletivo e andam mais a pé do que os homens na capital paulista.

A utilização dos dois tipos de modais juntos representa 74,6% do total de deslocamentos feitos pelas mulheres, ante 62,5% do praticado pelos homens. Feito a partir da pesquisa Origem e Destino, da companhia de metrô de São Paulo, o levantamento mostra também que as mulheres mais pobres são as que mais utilizam o transporte coletivo e as que mais caminham na cidade. Em uma família com renda mensal inferior a R$ 1.244, metade das viagens é feita a pé e 28%, de ônibus.

Em outubro, uma matéria de Futuro das Cidades, na Gazeta do Povo, já alertava a necessidade de se discutir a cidade para as mulheres. Pesquisa da organização internacional ActionAid mostra que 70% das brasileiras temem andar nas ruas, em qualquer horário, e metade delas já foi seguida em via pública.

É preciso pensar as cidades para as mulheres

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Para ambos os sexos, o trabalho e a educação figuram como os principais motivos de deslocamento diário. Mas as mulheres apresentam maior diversidade de atividades, seguindo um padrão de mobilidade que vai além do eixo “casa-trabalho”.

O estudo cita, por exemplo, idas e vindas de supermercados, lojas, farmácias, escolas, postos de saúde e creches. Segundo o levantamento, esses caminhos “acabam por delinear um tipo específico de deslocamento, com possíveis implicações para políticas públicas na área”.

Automóvel

A publicação destaca que a diferença de deslocamento entre gêneros em São Paulo ocorre especialmente na direção de um automóvel. Do total de viagens das mulheres, somente 13,7% são realizadas com elas conduzindo – entre homens, é quase o dobro (26,4%).

Entre pessoas do sexo feminino com renda de até R$ 2.488, 3% das viagens são realizadas com elas dirigindo. Já as mulheres mais ricas, com ganhos acima de R$ 9.330, fazem 45% das locomoções como motoristas de um automóvel.

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